
É uma noite fria, mas aqui dentro tudo pega fogo. Você me beija, mesmo sabendo que isso é errado, e eu me pergunto porque as coisas não podem ser mais fáceis.
“Desculpa”, você me diz, mas como posso culpar você se a atração une nossos corpos? Ou, pelo menos, não posso jogar toda a culpa em cima de suas costas.
Entra, eu quis dizer, não repara a bagunça, ainda não tive tempo de arrumar tudo, ainda não tive tempo de curar todas as feridas. Mas, se quiser, eu deixo você fazer mais bagunça. Nunca fui fã de coisas arrumadas, mesmo.
Você me beija, mas diz que não pode ficar e eu entendo. Mas seu beijo tem um gosto tão bom, por que precisa ser tão errado? Por que as coisas precisam ser tão complicadas?
E agora a vida nos separa novamente, mas prometo não me esquecer de você. Vou arrumar a minha bagunça, um dia a gente se esbarra por aí. Espero que em circunstâncias melhores.

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