Boa noite!
Voltei com mais um desafio. Esse foi um que eu adorei escrever. Coloquei aquele tipo de história que nos deixa com aquele pensamento de “E se?” e aquela tristeza pelo que poderia ter sido e não foi. Enfim, vamos ao desafio.
Dia 2: Use a frase “O sorriso dela não era real”.
Ele a observava de longe, sem coragem para se aproximar. Reparava em seus olhos brilhantes, que pareciam analisar todo o ambiente. Reparava em suas mãos, parecendo meio perdidas sem ter o que segurar, sem ter outra mão para lhe acariciar. E ele, definitivamente, reparava em seu sorriso. O sorriso dela não era real.
Ele se perguntava se aquela garota poderia ter algum defeito. Provavelmente era extremamente ciumenta ou, sei lá, mal-educada. Talvez ela fosse um ser de outro planeta, enviada apenas para brincar com a mente e o coração dos homens.
Em um instante, passou a imaginar como seria estar com aquela garota. Imaginava os dois de mãos dadas, andando pela cidade. Imaginava seu corpo enroscado no dela, a cama molhada pelo suor deles. Ele imaginava todo um futuro hipotético, que talvez se realizar se ele se levantasse e andasse em direção a ela.
Mas, então, ele começa a imaginar a rejeição, ela cortando sua fala no exato momento em que se aproximava. Ou pior, imaginava ela o deixando depois de muito tempo juntos. Ele já fora muito ferido. Entregara seu coração para pessoas que não souberam como lidar com ele. Jogara-se de cabeça em relações que o machucaram. Ele estava cansado de sentir dor e não poderia mais lidar com isso.
Seu coração se apertava, mas o rapaz não conseguia se aproximar da garota. Talvez ela fosse uma pessoa comum, esperando alguém como ele com coragem de se aproximar. Mas isso ele nunca saberia, pois não se deu a chance de conhecê-la. E isso seria motivo de seu arrependimento por um longo tempo.
[…]
A garota batia os dedos na mesa, esperando por uma mensagem. Droga, ela tinha que aceitar, ele não viria. Ela havia dado uma outra chance a ele, e ele a desperdiçara novamente. Ela se perguntava como poderia ser tão estúpida, acreditando sempre nas palavras de amor que ele lhe dizia, depois de, mais uma vez, deixá-la esperando por ele.
Ela conversava com suas amigas pelo telefone, sorrindo para não chorar. Fingia que estava tudo bem, não iria desabar ali no meio de todos.
Sentia que estava sendo observada e foi surpreendida quando viu um belo rapaz encarando-a. Ele havia desviado o olhar imediatamente e ela voltara a bater seus dedos na mesa. Entretanto, ele voltara a observá-la. Não a olhava com um olhar de desejo nem nada do tipo, ele apenas parecia encantado e um pouco perdido, assim como ela.
A moça analisava a ideia de ir até ele e tentar fazer uma amizade. Talvez ele pudesse animá-la e, quem sabe, fosse alguém com que ela poderia se envolver. Mas não, já estava cansada de ser sempre a única que tomava iniciativa. A garota abaixou a cabeça, suspirando e, quando voltou a olhar, o jovem não estava mais lá.

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