Oi!
Estou meio atrasada? Sim, 18 minutos para ser mais exata. Mas eu não tive tempo de escrever isso mais cedo porque fiquei em casa metade do dia sem ouvir nem um diálogo, e, na outra metade do dia, estava na rua. Cheguei em casa faz pouco tempo e vim correndo escrever.
Enfim, esse texto foi um pouco como um desabafo. A parte do diálogo que eu escutei está em itálico.
Dia 3: Escreva 500 palavras começando com um pedaço do próximo diálogo que você ouvir.
Eles querem me derrubar. Querem me ver destruída, para que possam sair por cima. Desejam me humilhar, me rebaixar. Eles querem me calar com o objetivo de falar em meu nome. Mas eu não vou me calar.
Tenho minhas próprias ideias, meus próprios pensamentos. O que eu sinto, o que digo, como ajo, tudo isso é valido. É válido porque sou uma pessoa como todos eles e se não me deixarem falar, eu vou gritar.
Posso até sair como doida, já que, para a maioria deles, uma mulher que se impõe deve estar completamente fora de si. Eu não ligo. Nasci com esse direito, assim como todos os outros. Tenho uma voz, e não é o fato de eu ser uma mulher que vai me impedir de usá-la.
Eu sou igual a todos eles. Tenho necessidade de ouvir, assim como de ser ouvida. Quero que me respeitem, que me vejam como um ser humano. Estou cansada de ser tratada todos os dias como um pedaço de carne.
Não, eu não estou nesse mundo para satisfazer as suas necessidades carnais. Eu não quero que você se aproxime de mim se esse for seu único interesse. Se não estiver interessado em conhecer a pessoa além do corpo, eu peço desculpas, mas terei que recusar.
Por muito tempo fui a garotinha bobinha que aceitava que falassem por mim. Fiquei com pessoas que gostavam apenas do meu exterior, na esperança de que uma delas fosse achar meu interior bonito também, e gostar de mim de verdade. Eu não sou mais essa pessoa.
Comecei a dizer o que estava guardado dentro de mim. “Não, eu não quero”. “Não vou ficar com você me magoando só para te deixar feliz”. A minha intenção não é magoar ninguém, uma vez que eu já fui muito magoada e odeio ver outras pessoas mal. Mas eu não posso ficar sofrendo para deixar outra pessoa feliz. Não posso me anular como pessoa, apenas para que outra pessoa se sinta completa. Não posso me calar para que alguém se sinta superior a mim. E por esse motivo, encontrei, então, a voz que ficou muitos anos guardada dentro de mim. Que ficou anos esperando ser libertada e que precisou de um grande empurrão para isso.
Aprendi a me respeitar. Respeitar meu corpo, meu coração e, principalmente, meus desejos. Ainda cometo muitos erros, eu sei. Mas, atualmente, o que eu faço é o que eu quero. É o que eu escolhi para mim, mesmo que esta escolha seja completamente errada. É o que minha alma pediu e não o que os outros disseram para eu fazer.
Ainda estou tentando descobrir o meu lugar no mundo. Descobrindo o que eu quero fazer, o que eu gosto, o que não gosto. Mas tenho certeza de que qualquer coisa que eu decidir fazer, não farei calada. Colocarei minha voz, meus sentimentos, meu coração. Eles querem me derrubar, mas eu vou continuar me rebelando. Eles querem me calar, mas, se preciso for, morrerei gritando.

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