Oi!

Vim correndo aqui postar porque eu tinha que estar saindo de casa agora e estou super atrasada haha. Espero que gostem do texto de hoje porque eu adorei escrevê-lo.

Dia 7: Escreva uma história com as palavras: ÁRVORE, CAIXA, AVÔ e PASTA DE DENTE.

A grande árvore em meu quintal denuncia a bela história que eu vivi. No verão de 1960, acabei me apaixonando por uma bela moça que morava na rua de cima. Ela nunca me deu atenção, mas eu faria tudo para conquistá-la.

Fiz amizade com seu irmão mais velho e, por isso, estava sempre em sua casa. Observava-a de longe, mas ela parecia não notar minha presença. Nunca trocamos mais do que alguns cumprimentos e isso acabava me deixando extremamente frustrado.

Um dia, fui até a casa dela encontrar-me com seu irmão. Ela me disse que ele não estava em casa, mas pediu que eu esperasse por ele lá. Então, para a minha surpresa, ela se sentou ao meu lado e nós começamos a conversar. E eu fiquei ainda mais apaixonado.

Comecei a guardar todas as suas informações em minha cabeça. As coisas que ela gostava de fazer, os lugares que ela gostava de ir. Não queria esquecer nenhum detalhe pois queria poder agradá-la futuramente.

Seu irmão demorou algumas horas para chegar, mas, depois desse dia, minha relação com ela foi completamente transformada. Eu conversava com ela todas as vezes em que ia a sua casa, até que, finalmente, criei coragem para chamá-la para sair. Sem pensar duas vezes, ela disse sim.

No nosso primeiro encontro, eu a surpreendi completamente. Lembrei-me de todas as coisas que ela havia me dito que gostava e levei cada uma delas. Comprei seu chocolate favorito, a levei no seu lugar favorito – um belo teatro, por sinal –, e ao fim da noite, quando seus lábios tocaram nos meus, eu tive a certeza de que era ela.

Depois disso, nunca mais nos separamos. Fizemos faculdade juntos, nos casamos e viemos morar nessa casa, de onde eu vejo a grande árvore que plantamos. Até que o destino tirou tudo de nós. Um dia, acordei e fui chamá-la para tomar café, mas seu corpo estava frio. Ninguém nunca soube me dizer o que aconteceu. Era a hora dela, eles disseram. Hora dela? Mas como pode ter chegado a hora de uma mulher de 45 anos?

Hoje, tudo que me resta é essa caixa. Uma caixa cheia de lembranças. O ingresso do teatro do nosso primeiro encontro, fotos do nosso casamento, cartas que ela escreveu para mim, até a embalagem da primeira pasta de dente que nosso filho usou.

Mas eu me sinto feliz por ter tido a oportunidade de tê-la ao meu lado. Se hoje eu sou um homem completo, é por causa dela. Ela me ensinou tudo que eu sei, ela me ajudou nos momentos mais difíceis. Hoje, fico feliz em saber que uma parte dela sempre estará perto de mim. Acabei de me tornar avô.

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Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.