Oi! Voltei com mais um diário de viagem.
No quarto dia, nós decidimos ir para a Argentina. Pegamos o ônibus até o terminal e de lá, fomos esperar na parada internacional (que não é a mesma onde pegamos ônibus para o Paraguai).

Os ônibus para a Argentina são muito mais bem cuidados do que os do Paraguai e ele não vai tão cheio também, o que é ótimo. Entretanto, os ônibus para Puerto Iguazú demoram muito mais para passar do que os de Ciudad del Este. Logo que chegamos na fronteira, tivemos que descer do ônibus para passar pela imigração. Eles olham as identidades, por isso é necessário estar com os documentos em dia.
Depois de passarmos pela imigração, entramos no mesmo ônibus que nos esperava do outro lado. Descemos em uma parada próxima da feirinha.
Puerto Iguazú é uma cidade completamente diferente de Ciudad del Este. É extremamente calma e tem poucas pessoas andando na rua. Parece cidade de interior do Brasil.
Andamos até a feirinha, onde eu achei que haveria artesanatos, mas era apenas comida. Ficamos na Barraca da Mirian, na feira, onde pedimos uma picanha. Foi uma das melhores picanhas que eu já comi na minha vida inteira. Acho que todo mundo deveria experimentar uma picanha argentina um dia.
Depois, experimentamos algumas cervejas argentinas: Quilmes e Patagônia. Depois de sairmos de lá, decidimos ir ao Duty Free Puerto Iguazú. O que nós não sabíamos era que ele era depois da fronteira e tivemos que mostrar nossas identidades mais uma vez para sair do país.
O Duty Free é enorme. Os preços são mais ou menos os do aeroporto, mas lá encontrei umas coisinhas que não encontraria em aeroporto. Comprei uma capa para o meu celular, perfume da Victoria’s Secrets, HD externo e algumas bebidas.
Depois de sairmos de lá, tivemos que mostrar a identidade novamente para voltar para Puerto Iguazú. Eu e minha mãe decidimos ir andando da entrada da cidade até o Icebar, o que eu não recomendo. São mais ou menos quarenta minutos de caminhada, onde você fica andando na beira da rodovia.

- Ingressos para o Icebar
Por mais que a cidade seja tranquila, eu não recomendo fazer esse caminho.
Chegamos ao Icebar mortas de sede. Pedimos uma coca lá, mas foi um absurdo de caro, 10 reais. Compramos os nossos ingressos e esperamos para entrar.
Logo que você entra, recebe um casaco com capuz e luvas. Depois, eles te levam para um ambiente de 5 oC para que você consiga se acostumar. Cinco minutos depois, você entra no bar, onde a temperatura é -10 oC.
Lá, tudo é feito de gelo. Os balcões, os sofás, as cadeiras e as esculturas. Até os copos são feitos de gelo.
Você tem direito a ficar meia hora lá e é open bar. Eu escolhi uma bebida chamada bombom ice, que é feita com licor de chocolate, licor de leite condensado e licor de doce de leite.
Não podemos ficar muito tempo com os celulares na mão, pois tem o perigo da câmera danificar com o frio. Porém, eles também têm um fotógrafo no local.
Acho que quem se deu mal fui eu, porque esqueci que ia para lá e fui de saia e rasteirinha. Não preciso nem dizer que morri de frio.

Depois de sairmos de lá, pegamos um táxi e fomos para o Casino Iguazú. Eu, que nunca tinha visitado um cassino, achei o máximo. Entretanto, fiquei meio chocada por eles não pedirem as identidades das pessoas, mas enfim.
Sentamos no bar e eu pedi um mojito. Melhor mojito da minha vida. Eu não sei quantos eu bebi naquela noite, provavelmente uns quatro ou cinco. Mas o preço do mojito até estava barato se comparar o quanto cobram no Brasil.
Depois disso, decidimos ir jogar um pouco. Lá, você pode escolher se quer jogar nas máquinas para receber em dólares, em pesos ou em reais. Comecei a jogar bingo, mas eu não estava entendendo nada que acontecia ali. Eu já joguei bingo muitas vezes, mas não desse jeito. Fiquei bastante confusa com isso.
Depois, fomos jogar na roleta. Fui apenas apertando os botões, sem saber o que eu estava fazendo. De qualquer forma, ganhei quarenta centavos no final e guardei o papel de lembrança.

Logo que terminamos de jogar, vimos que passava das nove da noite e que tínhamos que ir embora. Antes de ir, pedi um mojito para viagem e aguardamos o táxi do lado de fora.
O táxi até onde estávamos em Foz ficou caro, mas era o único meio que tínhamos de voltar, já que os ônibus já tinham parado de circular.
É isso, esse foi o nosso quarto dia em Foz. Volto amanhã contando sobre o lado argentino das Cataratas. Até logo!

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