Boa tarde!
Estamos chegando ao final do desafio 30 dias e eu confesso que vou sentir um pouco de falta. Enfim, espero que gostem do texto de hoje.
Dia 25: Saia da sua zona de conforto, seja na vida real ou na escrita.
Observava, no canto do ambiente, o grande espelho que reluzia. Sua superfície fazia lembrar-lhe uma antiga joia que sua mãe possuía. A moldura do espelho era extremamente brilhante e dourada, quase ofuscando seus olhos. Se você olhasse de perto, poderia ver cada detalhe da moldura, que fora pintada a mão por três homens, além das pedras preciosas incrustadas no objeto.
Do outro lado, encontrava-se uma enorme cama de dossel. Sua madeira, de tão desgastada, poderia ser confundida com outro material qualquer. Os tecidos, antes azuis brilhosos, estavam rasgados e podres, parecendo ter sofrido diversos ataques de cupins.
O contraste entre o espelho e a cama eram enormes. O espectador ainda não conseguia entender o que era aquilo tudo. Espantou-se quando viu, sentada em uma grande poltrona preta de couro, uma senhora que parecia estar morta. Ela usava um grande vestido branco, que deixava nítido o efeito da idade em seu corpo. A senhora estava de frente para ele com os braços cruzados e os olhos arregalados, parecendo julgar toda a podridão de seu espírito.

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