
Olá, meus amores!
Voltei com mais um diário de viagem. Mas, antes, preciso dizer algumas palavras.
Todas as pessoas, ao planejarem uma viagem, decidem que tipo de passeio querem fazer. Ou se pretende uma rota de noitadas, apenas ver pontos turísticos ou buscar a história dos locais visitados. Eu e minha mãe, ao montarmos nosso itinerário, focamos em conhecer o que de mais famoso tinha cada cidade. Entretanto, não há como ignorar a história em uma cidade como Berlim.
Por isso, no nosso segundo dia na cidade, fomos para o campo de concentração de Sachsenhausen. (AVISO: SE VOCÊ POSSUI GATILHO OU PASSA MAL COM ESTE TIPO DE COISA, PARE DE LER ESSE POST. HÁ FOTOS)
Este campo de concentração foi utilizado pelos nazistas entre 1936 e 1945 e pelos soviéticos, como campo especial, de 1945 a 1950. É o campo mais próximo de Berlim (uma hora de trem), situado na cidade de Oranienburg.
A primeira coisa que nos choca, ao descer do trem, é que a cidade é linda. O sol brilha e as folhas estão caídas no jardim das casas grandes e chiques. Parece que você acaba de entrar em um filme europeu. Você só percebe o campo de concentração quando está muito perto dele.

A cidade de Oranienburg. Imagem: Provável escritora 
Entrada do campo.
Imagem: Provável escritora
Portão do campo.
Imagem: Provável escritora
Logo na entrada do campo (muito depois da entrada do espaço de visitação), você encontra um portão com os dizeres “Arbeit Macht Frei” (“O trabalho te fará livre”). Passando por ele, é que você consegue ver o grande campo de concentração. Grande parte dos pavilhões foi demolida, mas outros pavilhões ainda se mantêm.
A enfermaria tem dois pavilhões em bom estado de conservação. O primeiro pavilhão foi transformado em um museu, registrando as sádicas experiências realizadas pelos médicos nazistas do campo. Esses pavilhões possuem alguns itens originais, como as grandes pias. O cheiro ali era nauseante, o que nos fez querer sair o mais rápido possível.

Pias.
Imagem: Provável escritora
Pavilhão 38.
Imagem: Provável escritora
Zona neutra.
Imagem: Provável escritora
Visitamos também a cozinha, que tem parede com a pintura original e preserva os banheiros e o galpão onde os presos dormiam. Vimos o paredão de fuzilamento e os crematórios.
Foi muito difícil estar lá. A energia é muito pesada. Foi péssimo ir embora, sabendo que podia sair de lá quando quisesse, o que aqueles que tiveram suas vidas roubadas não puderam fazer. Mas é muito importante visitar esses lugares, lembrar da história para que ela não se repita.

Dormitórios.
Imagem: Provável escritora
Parede de fuzilamento. Imagem: Provável escritora 
Crematórios. Imagem: Provável escritora
De lá, voltamos para Berlim e comemos um sanduíche no Peter Pane, voltando para o hotel logo em seguida. Nosso dia foi pesado e cansativo, mas também muito importante.
E esse foi o segundo dia em Berlim. O próximo vai ser mais tranquilo, eu prometo. Beijos e até logo!

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