
O amor. Faz muito tempo que não falo sobre este tema, pois acredito que muitas pessoas já estão falando sobre isso, respirando o amor como se fosse a única coisa que restasse a se fazer.
Por isso, agora escrevo contos. Às vezes sombrios, outras vezes engraçados. Mas fugindo dessa ideia desesperada que precisamos de outra pessoa para sermos felizes.
Eu já escrevi desesperadamente sobre o amor romântico. Na verdade, sobre o que eu imaginava que era o amor. Inventava histórias sobre caras que entram na sua vida e lhe completam, enquanto na minha vida pessoal eu vivia constantemente magoando alguém e sendo magoada. Era o único tema que eu sabia escrever. Criei tantas histórias com este assunto que achava que era a única coisa que me restava a escrever.
Agora que acho que sei o que é o amor, não escrevo mais sobre ele. Porque é assim que o amor funciona. Ele não precisa ser gritado o tempo todo para o mundo, pode ser um sussurro na madrugada. Ele não precisa bagunçar a sua vida e te deixar perdido.
O amor de verdade não te faz duvidar de tudo que você sempre sonhou, ele se molda aos desejos dos dois. Amar, na sua essência, é saber que você está entrando em um mar calmo, depois de noites de tempestade. É dormir tranquilo, com a certeza de que quando acordar de manhã o outro ainda estará lá.
Eu aprendi a amar com você, depois de tantas tentativas fracassadas. E eu, que sempre escrevi sobre tudo, não sabia como começar um texto sobre você. Mas agora está escrito. É isto. Não vou mais escrever sobre o amor.

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