
O caminho até em casa é longo e o fato de ter que mudar de ônibus três vezes não ajuda nem um pouco. Sigo com o fone no ouvido, em pé no último trecho do caminho. Lá fora, o Sol se põe e eu fico torcendo para que o ônibus vá o mais rápido possível.
Logo desço em minha parada e observo as pessoas nas ruas. Casais de namorados, grupos de amigos saindo do trabalho, famílias vestidas pra sair. Enquanto desço a rua, penso na solidão de minha casa, no vazio e no silêncio que encontro ali.
Coloco a chave na porta e escuto um barulho estranho. Ao abrir, encontro terra na sala toda e marcas de pegadas. Olho para o lado e o vejo, todo sujo de terra. Coloca suas patinhas em minha blusa branca e sorri. Não consigo resistir e solto uma gargalhada.
Faz uma semana que não estou mais sozinho. E mesmo que ele coma as minhas chinelas e destrua os meus vasos de plantas, eu nunca vou deixar de amá-lo.

Deixe um comentário