
Seu vestido roça levemente o chão. Danielle sorri, me passando um cigarro. Como dizer a ela que não fumo? Seria o mesmo que dizer que sou virgem. O que, é claro, também sou.
Mas ela é tão bonita e seus olhos me convencem a fazer o que ela quer. Pego o cigarro e coloco na boca. Consigo conter as tosses que vêm em seguida. Depois de duas tragadas, devolvo o cigarro a ela, que se senta em meu colo.
Aperto suas pernas com força, o que faz com que ela se levante. Olha para mim com uma cara provocativa, vai até o outro canto da quadra. Sigo-a, sem o controle de nada nem de meus pensamentos.
Ela começa a se esquivar de mim e, quando eu finalmente consigo lhe dar um selinho, ela se joga no chão e começa a gargalhar. E continuamos naquele jogo de gato e rato, ambos fingindo que sabíamos o que estávamos fazendo.
No ano seguinte, descobri que aquele também foi o primeiro cigarro dela.

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