
Alice chegou, às 16 horas, na casa de Fabíola. Ela sabia que precisava se apressar, pois logo o marido da amiga chegaria.
— Preciso do seu carro. – ela foi direto ao ponto quando encontrou a moça.
— O quê?
— Pois é. Sabe como é. Preciso vendê-lo para pagar algumas dívidas. Estão no meu pé o mês todo. Eu tentei despistá-los, mas sabe como é.
— Calma. – a amiga respirou fundo. – Eu não posso lhe dar o meu carro. Meu marido não vai gostar nem um pouco disso.
— Acho que ele gostaria bem menos de saber como Helena foi gerada, se é que me entende.
Balançando a cabeça, Fabíola jogou a chave do carro na mão da amiga, que saiu dali, acelerando em direção ao acerto de contas.

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