Noite de terror

A casa estava toda decorada. Do lado de fora, crianças fantasiadas corriam de um lado a outro.  Parecia uma casa alegre e divertida. Sinto os dedos tremerem ao aproximar da porta. Bato antes que perca a coragem.

Um homem abre a porta, sorrindo. Tento controlar minhas pernas ao entrar na casa. Não tenho coragem de olhar para ele, então observo a casa. Sua televisão de tubo, sua coleção de copos de dose, seus livros empilhados na mesa de centro.

Ele se afasta até a cozinha. Volta com uma garrafa de vodca e coloca um copo entre as minhas pernas. Bebo metade do copo de uma só vez. Ele sorri novamente e coloca a mão em minha blusa. Em segundos, ela já foi rasgada com violência e se encontra jogada no chão.

Sinto o contato da bebida fria com minha pele e logo sua língua passeando por meu busto. Forço-me a tomar o resto da vodca. Parece um pesadelo o que está acontecendo, mas, por ela, faria isso novamente. Mesmo que isso signifique ter um trauma pelo resto da vida. 

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Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.