
Um molho de chave está jogado sobre a mesa. Não estava assim quando saí de casa hoje de manhã. Na verdade, acho que as únicas chaves que tenho são as que ainda estão na porta.
Minhas pernas começam a tremer quando entro na sala. O silêncio é tamanho que até minha respiração parece alta.
Então, sinto mãos em meu pescoço. O ar fica cada vez mais raro e começo a me contorcer.
É isso. Vou morrer aqui, assassinada por alguém que eu nem cheguei a ver. Começo a ficar tonta, as imagens em minha frente ficando embaçadas.
Então, sinto meu corpo me dar força o suficiente para tentar me soltar. Um último impulso. Esperneio até acertar o meio das suas pernas.
Suas mãos se abrem e consigo respirar novamente.
Não vai ser tão fácil assim pra ele.

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