
Em fevereiro seus cabelos começaram a crescer. No início, um fio aqui e outro ali, nada demais. Mas logo teria que começar a pentear sua penugem castanho-clara. Já não conseguia distinguir de quem era todo aquele pelo no chão: meu, dele ou do nosso cachorro, Spike.
Mas isso não importava. Eu estava feliz. Sentia-me realizada quando o pegava no colo e ele sorria para mim. Por mais que, algumas vezes, eu fosse tentada a entregá-lo na mão de um parente e fugir, eu estava feliz. Eu ainda nem imaginava quanto trabalho ele iria dar na adolescência.
Vivia altos e baixos. Nos dias bons, contentava-me em observá-lo dormir, seu peito subindo e descendo, enquanto ele se aventurava em um mundo de sonhos doces e tranquilos. Nos dias ruins, eu me convencia de que o próximo seria melhor, de que nós poderíamos passar por isso juntos.
E assim, neste compilado de dias, meu bebê foi crescendo diante dos meus olhos. Eu, que naquele momento era protagonista e espectadora desta história, via o milagre da vida diariamente. Vida que evolui e que se faz cada vez mais bonita.
Uma homenagem (atrasada) para todas as mães e, principalmente, para a melhor mãe do mundo – a minha.

Deixe um comentário