
Sua jaqueta estava pendurada no cabide. Gentilmente, ele a puxou, deixando cair um pedaço de papel.
Achou que seria uma nota ou coisa assim, mas se surpreendeu ao ver o que tinha ali.
De maneira bem embrulhada, havia uma orelha humana.
Sua mão esquerda foi direto para as próprias orelhas. As duas estavam ali e ele suspirou aliviado.
Ele pensou que a orelha era falsa mas, mesmo assim, algo o impedia de tocá-la. Aquilo era de brinquedo, só podia ser. Mas, então, de onde vinha tanto sangue?
Teria que conversar com seu amigo mais tarde. Precisava entender o que era aquilo.
Ao cair da noite, a porta da casa foi aberta. Seu amigo entrou em casa e os dois se observaram, sem dizer uma palavra. O recém chegado foi para o seu quarto, com o curativo cobrindo a orelha direita.

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