Noite nublada

Sua jaqueta estava pendurada no cabide. Gentilmente, ele a puxou, deixando cair um pedaço de papel.

Achou que seria uma nota ou coisa assim, mas se surpreendeu ao ver o que tinha ali.

De maneira bem embrulhada, havia uma orelha humana. 

Sua mão esquerda foi direto para as próprias orelhas. As duas estavam ali e ele suspirou aliviado.

Ele pensou que a orelha era falsa mas, mesmo assim, algo o impedia de tocá-la. Aquilo era de brinquedo, só podia ser. Mas, então, de onde vinha tanto sangue? 

Teria que conversar com seu amigo mais tarde. Precisava entender o que era aquilo.

Ao cair da noite, a porta da casa foi aberta. Seu amigo entrou em casa e os dois se observaram, sem dizer uma palavra. O recém chegado foi para o seu quarto, com o curativo cobrindo a orelha direita.

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Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.