
Caio parou em frente à ponte. Por um instante, ele desejou voltar a fumar. A água do rio tremulava delicadamente, como uma bela colcha d’água.
Falando em colcha, ele gostaria de estar em sua cama agora. Em casa, no seu lugar seguro, onde se sentia protegido pelas paredes e portas.
Era exatamente onde ele queria estar, neste momento, às cinco da manhã. Infelizmente, está aqui nesta ponte, olhando o celular continuamente. Se tivesse pelo menos uma loja aberta para comprar seu maldito cigarro.
O celular toca. De repente, um barulho alto. Segundos depois, Caio está caído no chão, o sangue escorrendo sem cessar.

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