
Reviro-me na cama, procurando uma posição mais confortável. Minha perna toda dói e o lençol já está coberto com o meu sangue. Respiro fundo e pego meu celular. Uma e meia da manhã. Ainda sem sinal.
Esforço-me para sair da cama e caio sentado ao seu lado. Meu braço continua preso na cabeceira da cama, a algema apertando meu pulso. Quanto mais me esforço para retirá-la, mais meu braço dói.
Vejo que agora o sangue começa a cair também no chão, deixando o quarto todo sujo. Não consigo tirar o braço da algema. Pego meu celular mais uma vez, para ver se ainda está sem sinal.
Então, percebo. Um único pontinho de sinal. Mando uma mensagem para meu amigo. Maldito o momento em que eu pedi para que ele me deixasse sangrar até a morte.

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