
O vento frio entrou por baixo do casaco. Lúcio se arrepiou e apertou o tecido contra o corpo. Olhou, impaciente, para o relógio. Será que ela não virá? Ela precisa vir. Não é possível que ela não vai aparecer.
Sentiu a sua presença antes de olhar para ela. Seu perfume, como sempre, anunciou sua chegada. Levantou-se e viu sua feição mal humorada.
— Vamos logo com isso. – sua voz era ríspida. – Você já vai soltá-lo?
— Espera. Você tá muito apressada. – colocou a mão na cintura dela.
— Não. Combinado é combinado. É hora de libertar ele.
Balançou a cabeça em concordância. Esse seu jeito nervoso sempre o deixou muito interessado.
Pegou seu celular e enviou uma mensagem para o colega. Disse que estava na hora de deixar o homem ir.
Depois disso, a abraçou e a conduziu até seu carro. Enquanto dirigia, colocou a mão direita em sua perna.
“Finalmente, ela é minha.”, ele pensou.
Continua…

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