Ondas

A água da banheira cobre minha cabeça. Movimento braços e pernas, tentando jogar o máximo dela para fora.
Escuto o som das “ondas” que se formam e imagino que molham o chão e seus inúmeros tapetes que, neste momento, já devem estar ensopados.
Imagino sua chegada em casa e o encontro com aquela poça d’água gigante. Vejo suas veias do pescoço saltadas, a mão fechada em punho e o rosto vermelho. Então, um pensamento vem à tona e preciso respirar. Abrindo os olhos, percebo que esta cena nunca mais vai acontecer.
No canto do banheiro, encharcado, sentado no chão, está ele. A água da banheira se mistura com seu sangue, tão vermelho quanto o seu rosto.

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Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.