Trabalho feito

— O que acontece se a gente virar isso pra lá?

Ele diz e coloca meu notebook no outro lado da mesa. Observo-o, sentindo o ódio ferver dentro de mim. Fico em silêncio e respiro fundo mais uma vez, enquanto me estico para pegar o aparelho. O homem para na minha frente. Em seu rosto, um sorriso de quem está se divertindo muito com a situação.

Sinto a raiva crescendo, como um vulcão prestes a explodir. Tento segurá-la, mas é mais forte do que eu. Empurro-o com força, jogando-o para longe de mim. Ele cai no chão e eu me surpreendo com a minha própria força. Só pego o notebook e o coloco em minha frente. Volto a trabalhar.

Espero ouvir sua risada sarcástica ou algo assim. Depois de minutos, assusto-me por não o ver em minha frente. Levanto-me da cadeira e ele ainda está ali, caído no chão. Em sua cabeça, muito sangue. Vejo a quina pontiaguda da mesa também ensanguentada e dou um grito quando percebo que seu coração não bate mais.

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Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.