
— Feche os olhos. – digo antes que ela possa entrar em casa.
Cubro seus olhos com as mãos e acabo rindo. Mal posso esperar para ver a cara dela quando mostrar o que estou escondendo.
— Uma surpresa, é? Alguma ocasião especial? – ela diz, sorrindo.
— Você já vai descobrir.
Abro a porta de casa e a conduzo para dentro, trancando a porta. Descubro os seus olhos e vejo seu sorriso se desmanchar.
No meio da sala, poças enormes de sangue. Seu amante caído no chão, morto. Ela me olha com repulsa e se prepara para correr, mas, antes que o faça, pego o pedaço de madeira que deixei encostado na parede.
Acerto em cheio na sua cabeça.

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