
Seguro o cartão com tanta força que acho que vai se desmanchar a qualquer momento. Recebi uma proposta de emprego deste homem na semana passada e, desde então, tenho procurado outra maneira de sobreviver sem ter que ligar para ele.
Em minha cabeça, analiso todas as opções. Já procurei emprego por toda a cidade e preciso pagar o meu aluguel na próxima semana. No momento, meu saldo bancário é de 20 reais, o que significa que faltam 500 para o aluguel e ainda mais dinheiro para passar o resto do mês.
O problema não tem sido nem encontrar um emprego, mas achar um que pague semanalmente. Se não pagar o aluguel, serei despejada e eu e meu filho voltaremos a viver nas ruas. Não. Não posso deixar que isso aconteça.
Como eu gostaria de ter alguém para quem ligar e pedir dinheiro. Normalmente, estou preparada para imprevistos, mas não imaginava que meu marido iria provocar uma briga no meu emprego anterior e me levar a ser demitida por justa causa. E agora, quando mais preciso dele, está sumido, provavelmente correndo atrás de um rabo de saia e usando suas drogas até não mais poder.
Pego o meu celular, decidida. É uma solução que está longe de ser a ideal, mas é a única que eu tenho. Antes de chamar, olho para o papel mais uma vez. Um número de telefone ocupa quase todo o cartão mas bem no canto esquerdo, se lê:
Agência de assassinos de aluguel.

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