
Coloco o copo sobre a mesa. Meu celular vibra, mas o ignoro. Continuo as compras no computador, com minha mão ainda tremendo. ‘Tá tudo bem’, digo para mim mesmo.
Antes de confirmar o pedido, altero o endereço de entrega. Então, começo a empilhar as caixas, tentando enfiar o máximo delas no elevador já lotado. Quando chego lá embaixo, coloco tudo no carro e dou partida. Não vou voltar para esta casa.
Constantemente, meu celular vibra, avisando que tenho mais uma mensagem dela. Quando não respondo, ele começa a tocar. Um número desconhecido aparece na tela, mas sei quem é.
Preciso comprar um chip novo antes que ela consiga me encontrar. Isso se ela não estiver atrás de mim. Depois do que aconteceu, sei que posso esperar de tudo. Sei que sou apenas um meio dela conquistar o que quer e que, se eu não concordar, ela vai me matar.
Todos riem quando digo que minha própria irmã tentou me assassinar, dizem que é pura paranoia minha. Infelizmente, é a mais pura verdade. Eu poderia estar morto agora se uma pessoa não a tivesse pego no flagra. Tive uma hemorragia, então fiquei no lucro.
Só espero que a arma que comprei chegue a tempo. E aí nunca mais vou precisar lidar com ela. Quando ela vier, estarei preparado.

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