
Fios de cabelo jogados no chão. Uma taça quebrada sobre a mesa. Um cachorro dormindo frente à porta. E eu ainda aqui, sem conseguir respirar. Ainda buscando ar neste ambiente que parece se fechar cada vez mais ao meu redor.
O telefone fixo começa a tocar, fazendo que eu dê um pequeno pulo. Meu coração acelera e me levanto. O cachorro levanta a cabeça para ver o que vai acontecer em seguida. Entro no quarto e jogo o telefone no chão. Vejo a chave da casa na mesa de cabeceira, então a pego, andando rapidamente até a porta.
Com o coração acelerado, tranco o imóvel. Ele queria que eu fosse embora? Agora quero ver quem vai me tirar daqui.

Deixe um comentário