
— Se a gente colocar isto aqui, o que acontece?
Conecto os dois cabos e, por um instante, parece ter dado certo. Mas então as luzes apagam-se, nos deixando completamente no escuro.
— Merda! – ele diz. – Falei pra você me deixar mexer nisso, droga!
— E agora, o que a gente faz?
— Você não faz nada. Senta no sofá e deixa que resolvo isso.
Jogo-me no sofá e pego meu celular, enviando mensagens para os meus amigos.
“Tá tudo pronto?”
“5 minutos”, um deles responde.
Fico matando o tempo enquanto espero eles terminarem. Escuto enquanto ele trabalha nos cabos, tentando reverter o que acha que causei. Mal posso esperar para ver a cara dele quando descobrir que é tudo uma brincadeira.
— Vou ter que dar uma olhada no disjuntor lá embaixo.
— Eu vou com você.
— Não, você fica aí.
— Sem chance. – ele bufa e descemos juntos.
Quando chegamos à sala do disjuntor, tudo está coberto de sangue. Pedaços de corpos estão espalhados pela sala. Não sei como eles fizeram isso, mas o cheiro é terrível. Parecem cadáveres de verdade.
Olho para ele, que fica pálido e sai correndo, sem dizer uma palavra. Suspiro, decepcionado.
— Eu falei que tava muito realista!
— É porque é tudo de verdade. – empalideço também. – Você pediu uma decoração de Halloween assustadora. Como não encontrei corpos que pareciam realistas, tive que fazer o trabalho.
Minhas mãos começam a tremer. Olho para os outros amigos, que claramente não sabiam de nada disso. Em segundos, meu vômito entra em contato com o sangue do chão. Saio do prédio para ligar para a polícia.

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