Enviando

Minhas mãos estão tremendo quando chego em casa. Corro direto para o meu quarto, tropeçando em tudo pelo caminho. Será que vai dar certo?

Jogo-me em minha cama, desbloqueando o meu celular. Ele ainda não mandou mensagem. Não vou ser desesperada e enviar primeiro. E se ele não tiver gostado tanto assim? E se ele tiver se arrependido de sair comigo? Merda. Eu gostei tanto dele.

Gostei do seu cabelo, do seu cheiro de pêssego e do seu beijo. Ah, gostei muito do seu beijo. Mas e se não tiver sido recíproco? Acho melhor esperar até que ele mande mensagem.

[…]

Aquele encontro me deixou nas nuvens. Aquela garota é perfeita. Sério. O jeitinho dela é de uma pessoa completamente doida, mas ela é muito inteligente. Cada vez que ela abria a boca, mais apaixonado me sentia.

Sim. Apaixonado. Sei que é loucura pensar isso, já que acabamos de nos encontrar pessoalmente pela primeira vez, mas a verdade é que já conversamos muito antes disso. Todos os dias. Em todos os momentos. Durante um mês.

Mas agora, estou parado com meu celular na mão, criando coragem para enviar uma mensagem. E se não tiver sido recíproco? E se ela tiver me achado estranho ou babaca?

Não sei o que dizer para ela. Não quero assustá-la, mas também quero deixar claro o quanto gostei dela. Tenho uma ideia e começo a digitar. Mas antes que eu envie, uma mensagem chega. E ela diz exatamente o que eu queria dizer.

“Adorei te conhecer”.

E eu respondo com um sorriso no rosto:

“Quando posso te ver de novo?”

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Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.