O filme que escolhi para este mês conta a história de Auggie Pullman, um garoto de 10 anos que nasceu com uma doença chamada Treacher Collins, que causa desconforto respiratório e compromete os ossos da face.
Quando ele começa a frequentar a escola, Auggie precisa lidar com os julgamentos e as perguntas inapropriadas dos colegas.
Encaixo minhas mãos nas dela. Nossos pés balançam sem apoio na ponte. Qualquer um poderia nos empurrar rio abaixo, como acabamos de fazer com o outro. Para nossa sorte, estamos só nós dois aqui.
— O que vamos fazer amanhã? – ela pergunta e sinto um aperto no peito porque ela ainda não sabe.
— Sei lá, acho que a gente pode ver isso com calma depois. – ela balança a cabeça.
— Sabe o que queria agora? Um picolé.
Olho para os lados rapidamente.
— Não, nenhum dos quinhentos vendedores de picolé que andam na madrugada por aqui. – ela ri. – Vamos, precisamos ir embora. Passo para o outro lado da grade.
— Eu queria ficar só mais cinco minutos.
— Você pode ficar o tempo que quiser, princesa.
Empurro-a rio abaixo. Vendo-a cair, observo sua feição de puro choque. Também não queria que fosse necessário, mas ela sabe demais para continuar viva.
A série que escolhi para este mês é um documentário e muito informativa. Em episódios curtos, ela, de maneira simples, fala sobre diversos temas, como: criptomoedas, monogamia, K-pop e tatuagens.
O livro que escolhi para este mês conta a história de Jasmine e Ashton, dois atores. Eles são contratados para trabalhar como par romântico em uma série. Os dois acabam se apaixonando, mas Ashton possui um segredo que fica cada vez mais perto de ser revelado conforme ele se aproxima de Jasmine.
A história é muito legal e nós vemos também partes do roteiro da série. O livro tem bastante representatividade latina e é bem divertido.
Pronto. Solto a caixa, deixando-a cair no chão um pouco mais forte do que eu esperava. Seco o suor de minha testa e respiro fundo. Meus cabelos já estão encharcados, eu não imaginava que estava tão fora de forma assim.
Jogo-me no sofá e coloco a mão no bolso, pronto para fumar um cigarro. Já faz mais de duas horas que eu não fumo e sinto que estou precisando.
Puxo a carteira do bolso da camisa, mas não consigo encontrar o isqueiro. Provavelmente deve estar no bolso da calça. Procuro e não encontro nada. Deve estar no outro bolso. Nada também.
Tiro toda a minha roupa, chacoalhando-a para ver se o isqueiro cai no chão. Nada. O mesmo acontece quando viro o sapato de cabeça pra baixo. Então, começo a revirar a caixa, na esperança de tê-lo deixado ali, mas logo me desespero.
E agora? Preciso voltar lá e pegar meu isqueiro de volta. Não, não posso. E se a polícia estiver lá? Não, eles não estão lá. Faz só quarenta minutos desde que saí da casa. Posso muito bem entrar, pegar meu isqueiro e ir embora. Mas e se alguém tiver escutado algo? E se eles estiverem esperando que eu volte?
Não posso voltar agora.
Do outro lado da cidade, um isqueiro com o meu nome está afogado em uma poça de sangue.
— Qual a necessidade disso? – observo-a enquanto ela organiza as caixas, empilhando-as. — Só quero deixar tudo arrumado, cansei dessa bagunça toda. Assinto, mas ela não está olhando para mim e sim para as caixas das mais variadas marcas de luxo. Pergunto-me quanto dinheiro ela gastou nessas lojas todas e porque caralhos ela não muda para um apartamento maior. — Pronto. – ela suspira e passa a mão no cabelo, secando o suor. – Quer ver o que tem dentro dessas caixas? Na verdade, não. Não me interesso muito por moda. Mas digo que sim para agradá-la. Levanto-me da cadeira e ando em direção às caixas. Quando abro a primeira, dou um pulo para trás. Ali dentro, rodeada por papel está a cabeça da minha amiga da faculdade. Olho para a mulher ao meu lado e assusto-me ainda mais ao perceber que ela está com a arma apontada para mim. — Surpresa, meu amor. – ela diz com um sorriso no rosto.
Devo dizer que está cada vez mais difícil fazer indicações de aplicativos por aqui, porque eu não ando baixando muitos ultimamente.
Mas o WhosCall é um que tenho há anos no meu celular e acho muito útil. Com ele, você vê informações sobre os números que estão ligando, tipo: golpe, telemarketing e etc. Eles têm um banco de dados enormes sobre telefones e você pode adicionar novos.
Além disso, o aplicativo permite que você veja essas informações direto na chamada, na hora que o celular está tocando. Você também pode bloquear aqueles números que ligam sem parar.
Seguro o cartão com tanta força que acho que vai se desmanchar a qualquer momento. Recebi uma proposta de emprego deste homem na semana passada e, desde então, tenho procurado outra maneira de sobreviver sem ter que ligar para ele.
Em minha cabeça, analiso todas as opções. Já procurei emprego por toda a cidade e preciso pagar o meu aluguel na próxima semana. No momento, meu saldo bancário é de 20 reais, o que significa que faltam 500 para o aluguel e ainda mais dinheiro para passar o resto do mês.
O problema não tem sido nem encontrar um emprego, mas achar um que pague semanalmente. Se não pagar o aluguel, serei despejada e eu e meu filho voltaremos a viver nas ruas. Não. Não posso deixar que isso aconteça.
Como eu gostaria de ter alguém para quem ligar e pedir dinheiro. Normalmente, estou preparada para imprevistos, mas não imaginava que meu marido iria provocar uma briga no meu emprego anterior e me levar a ser demitida por justa causa. E agora, quando mais preciso dele, está sumido, provavelmente correndo atrás de um rabo de saia e usando suas drogas até não mais poder.
Pego o meu celular, decidida. É uma solução que está longe de ser a ideal, mas é a única que eu tenho. Antes de chamar, olho para o papel mais uma vez. Um número de telefone ocupa quase todo o cartão mas bem no canto esquerdo, se lê:
Agência de assassinos de aluguel.
Olá,
Sou Laura Braga
27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.