• Pegadinha

    — Se a gente colocar isto aqui, o que acontece?

    Conecto os dois cabos e, por um instante, parece ter dado certo. Mas então as luzes apagam-se, nos deixando completamente no escuro.

    — Merda! – ele diz. – Falei pra você me deixar mexer nisso, droga!

    — E agora, o que a gente faz?

    — Você não faz nada. Senta no sofá e deixa que resolvo isso.

    Jogo-me no sofá e pego meu celular, enviando mensagens para os meus amigos.

    “Tá tudo pronto?”

    “5 minutos”, um deles responde.

    Fico matando o tempo enquanto espero eles terminarem. Escuto enquanto ele trabalha nos cabos, tentando reverter o que acha que causei. Mal posso esperar para ver a cara dele quando descobrir que é tudo uma brincadeira.

    — Vou ter que dar uma olhada no disjuntor lá embaixo.

    — Eu vou com você.

    — Não, você fica aí.

    — Sem chance. – ele bufa e descemos juntos.

    Quando chegamos à sala do disjuntor, tudo está coberto de sangue. Pedaços de corpos estão espalhados pela sala. Não sei como eles fizeram isso, mas o cheiro é terrível. Parecem cadáveres de verdade.

    Olho para ele, que fica pálido e sai correndo, sem dizer uma palavra. Suspiro, decepcionado.

    — Eu falei que tava muito realista!

    — É porque é tudo de verdade. – empalideço também. – Você pediu uma decoração de Halloween assustadora. Como não encontrei corpos que pareciam realistas, tive que fazer o trabalho.

    Minhas mãos começam a tremer. Olho para os outros amigos, que claramente não sabiam de nada disso. Em segundos, meu vômito entra em contato com o sangue do chão. Saio do prédio para ligar para a polícia. 

  • Dia das bruxas

    — Cabe mais uma caixa aí? –pergunto, com um meio sorriso no rosto.

    Vejo-a revirar os olhos. Pelo visto ainda está irritada comigo por estarmos nos mudando mais uma vez. Mas o que posso fazer? É o meu trabalho. Ela casou comigo sabendo que seria assim. Não é nenhuma novidade para ela.

    — Só se eu colocar no meu…

    — Olha!

    Odeio quando ela fica sarcástica assim. Eu nem ia fazer isso agora, ia deixar para o dia das bruxas, mas ela me irritou. Era pra ser só uma brincadeira boba, mas agora quero que ela se assuste.

    — Ei. – olho para ela e deixo um leve beijo em seus lábios. – Abre essa caixa, tem uma coisa muito legal aí dentro.

    Ela sorri e abre a caixa. Espero o grito do palhaço, seguido pelo dela. Nada acontece, mas seu sorriso some. Então, o corpo dela começa a tombar e, antes que possa segurá-la, ela cai com tudo no chão.

    Agacho para ver como ela está, mas ela não me responde. Começo a gritar e logo os vizinhos vêm me ajudar. Chamam o SAMU em seguida. Retiro a caixa das mãos dela e a observo em silêncio.

    No lugar onde deveria estar o palhaço, encontro algo ainda mais assustador: duas passagens, para ela e para outro homem que não sou eu.

  • Imagem: Everyday Puzzles

    Olá, pessoal!

    O aplicativo que escolhi para este mês é muito bom para trabalhar a lógica e a linguagem.

    No Everyday Puzzles, você encontra onze jogos diários diferentes: Cruzadinha, Caça Palavras, Sudoku e outros jogos divertidos. Além disso, você ganha figurinhas por completar os objetivos e acessar diariamente.

    É um jogo bem legal, que eu recomendo a todos.

    Everyday Puzzles está disponível para Android e iOS.

  • Aquisição

    Fios de cabelo jogados no chão. Uma taça quebrada sobre a mesa. Um cachorro dormindo frente à porta. E eu ainda aqui, sem conseguir respirar. Ainda buscando ar neste ambiente que parece se fechar cada vez mais ao meu redor.

    O telefone fixo começa a tocar, fazendo que eu dê um pequeno pulo. Meu coração acelera e me levanto. O cachorro levanta a cabeça para ver o que vai acontecer em seguida. Entro no quarto e jogo o telefone no chão. Vejo a chave da casa na mesa de cabeceira, então a pego, andando rapidamente até a porta.

    Com o coração acelerado, tranco o imóvel. Ele queria que eu fosse embora? Agora quero ver quem vai me tirar daqui.

  • Imagem: Netflix

    Olá, pessoal!

    O filme que escolhi para este mês é A missão de Sandy Bochechas. Nele, a Fenda do Biquíni é retirada do oceano, deixando ali apenas a Sandy e o Bob Esponja. Então, eles partem para o Texas para salvar seus amigos.

    O filme é bem divertido e tem até um pug. A única coisa que me incomodou foram as personagens humanas, que são muito bobalhonas. Para a nossa sorte, elas não aparecem muito no filme.

    Achei muito legal conhecer a família da Sandy e ter um filme focado nela.

    O filme está disponível na Netflix e é diversão para toda a família.

  • Imagem: Netflix

    Olá, pessoal!

    A série que escolhi para este mês foi uma que assisti com a minha prima linda, a Ágatha, enquanto ela estava aqui em casa.

    Conta a história de Arisu, um jovem desempregado que, junto com seus amigos, vai parar em uma realidade paralela que mantém Tókio como cenário, no qual eles precisam participar de jogos para ganhar dias de vida.

    É uma série que prende bastante e eu recomendo.

    Alice in borderland tem duas temporadas e está disponível na Netflix.

  • Imagem: Verus Editora

    Olá, pessoal!

    O livro que escolhi para este mês conta a história de Nora, uma agente literária. Em uma reunião de negócios, ela conhece Charlie, um editor que acaba sendo super grosseiro com ela.

    A pedido de sua irmã, Nora viaja com ela para Sunshine Falls, sem saber que esta é a cidade natal de Charlie.

    É um enemies to lovers muito fofo em que vemos o amor crescendo entre os dois ao redor dos livros. Eu recomendo bastante.

  • Paranoia

    Coloco o copo sobre a mesa. Meu celular vibra, mas o ignoro. Continuo as compras no computador, com minha mão ainda tremendo. ‘Tá tudo bem’, digo para mim mesmo.

    Antes de confirmar o pedido, altero o endereço de entrega. Então, começo a empilhar as caixas, tentando enfiar o máximo delas no elevador já lotado. Quando chego lá embaixo, coloco tudo no carro e dou partida. Não vou voltar para esta casa.

    Constantemente, meu celular vibra, avisando que tenho mais uma mensagem dela. Quando não respondo, ele começa a tocar. Um número desconhecido aparece na tela, mas sei quem é.

    Preciso comprar um chip novo antes que ela consiga me encontrar. Isso se ela não estiver atrás de mim. Depois do que aconteceu, sei que posso esperar de tudo. Sei que sou apenas um meio dela conquistar o que quer e que, se eu não concordar, ela vai me matar.

    Todos riem quando digo que minha própria irmã tentou me assassinar, dizem que é pura paranoia minha. Infelizmente, é a mais pura verdade. Eu poderia estar morto agora se uma pessoa não a tivesse pego no flagra. Tive uma hemorragia, então fiquei no lucro.

    Só espero que a arma que comprei chegue a tempo. E aí nunca mais vou precisar lidar com ela. Quando ela vier, estarei preparado.

Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.