• Imagem: Netflix

    Oi, pessoal!

    O aplicativo que escolhi para este mês é um jogo que me deixou totalmente viciada nos últimos dias. No Scriptic, você é um investigador que está trabalhando remotamente na investigação de um assassinato.

    No aplicativo, você pode acessar o celular da vítima, falar com os investigadores e tomar várias decisões sobre o que eles devem fazer.

    Além disso, você pode interrogar suspeitos e observar suas reações às perguntas (eles usam atores de verdade!).

    Já joguei muitos jogos de investigação, mas este, disparado, é o melhor de todos.

    Scriptic está disponível com legendas em português para assinantes da Netflix. A edição em inglês pode ser acessada por qualquer usuário, pelo aplicativo de mesmo nome.

    O app está disponível para Android e iOS.

  • Imagem: Nickelodeon

    Oi, pessoal!

    A série que escolhi para este mês conta a história de Zoey Brooks, que se muda para a PCA, um ex-internato só para garotos.

    Lá, Zoey faz muitas amizades e aprende muitas coisas. É uma série bem leve e divertida.

    A série ganhou um filme nos últimos tempos, Zoey 102. Eu ainda não assisti, mas quando o fizer, venho contar o que achei.

    Zoey 101 está disponível na Paramount+.

  • Oi, pessoal!

    O livro que escolhi para setembro é de um autor japonês chamado Koushun Takami. Este foi o único livro escrito por ele e, depois de algumas rejeições, tornou-se um best-seller no Japão.

    Neste livro, o governo do país cria um jogo, no qual alunos do Ensino Fundamental têm que se encarar em uma disputa até a morte. Vemos os pontos de vista de quase todos os 42 estudantes, mas acompanhamos mais de perto a união de Shuya, Noriko e Shogo.

    Mesmo que o livro tenha 600 páginas, a leitura é fluida e envolvente. Ficamos imersos em uma atmosfera de suspense, que nos faz querer passar cada vez mais páginas. Um livro para devorar.

  • Mergulho

    — Quantos segundos você consegue ficar debaixo d’água? – ela pergunta e espirra um monte de água em mim. 

    — Sei lá. Uns 20? – mergulho e escuto ela contar.

    Quando minha cabeça está de volta à superfície da água, não faço ideia de quanto tempo passou. Mas ela coloca a mão em meu ombro e sorri pra mim. Foram 40 segundos, ela diz – e eu me balanço, jogando toda a água do meu cabelo sobre ela.

    — Gostou?

    — Eu consigo mais. – ela sorri e mergulha. 

    Começo a contar. Estou me aproximando de 60 quando vejo seu rosto mais uma vez. Ela sorri pra mim e as palavras saem da minha boca. Sinto que não posso mais me controlar. 

    — Eu gosto de você. Se você não gostar de mim, tudo bem. Mas eu preciso dizer isso, porque eu gosto muito de você.

    Espero que ela não se afaste de mim. Espero que não saia correndo ou comece a me ignorar na escola. Seria horrível perder minha melhor amiga desse jeito. 

    — Achei que você não ia falar nunca. – ela sorri e dá um beijo na minha bochecha. – A gente só tem 10 anos, Miguel. Se minha mãe descobrir, ela te mata. Mas eu gosto de você também. Só que a gente vai precisar esperar até fazer 20 anos pra poder namorar.

    E ela sai nadando, como se nada tivesse acontecido. Talvez para ela nada tenha mudado, mas, para mim, isso mudou tudo. 

  • Imagem: Netflix

    Oi, pessoal!

    A série que escolhi para este mês se chama O cerco de Waco. Ela conta a história de uma seita que lutou contra o governo estadunidense durante 51 dias. Os membros dessa seita acreditavam que o seu líder, David Koresh, era Jesus Cristo em sua segunda vinda. Segundo ele, o apocalipse iria acontecer e eles precisavam da maior quantidade de armas possível para lutar contra o governo.

    É uma série interessante, que nos faz pensar sobre os extremos da manipulação e até que ponto as pessoas podem se fazer acreditar em algo. Também mostra os perigos de participar de seitas.

    O cerco de Waco está disponível na Netflix.

  • Olá, pessoal!

    O livro que escolhi para este mês é Como dançam os lírios-do-mar, de Márcia Moura. Pela primeira vez, trago um livro de uma autora que conheço. Tive o prazer de estudar com a Márcia no curso de Escrita Criativa do NESPE e ela é uma querida.

    O livro conta a história de Mia, uma recifense que, após a morte da mãe, desiste da Medicina e muda-se para Nápoles, onde reencontra seus parentes maternos. Lá, ela, que esconde um segredo, surpreende-se ao descobrir que sua tia também esconde algo.

    Ao topar com um amor de infância, Mia acaba se apaixonando novamente. Ao mesmo tempo, a permanência na cidade também faz com que questione a decisão de parar de clinicar.

    É uma história incrível, com personagens envolventes e descrições curtas, mas potentes, e capazes de fazer com que você se sinta lá.

    Uma leitura fluida, que permite que você devore o livro em uma sentada. Fala sobre traumas, fé, superação, amor e segredos. Tudo isto de uma maneira surpreendente. São muitas emoções conflitantes ao ler este livro, mas tenho certeza que você terminará de lê-lo com um sorriso no rosto.

    É o primeiro livro de Márcia e já estou ansiosa para ler os próximos.

    Como dançam os lírios-do-mar está disponível no Kindle Unlimited.

  • Expectativa

    O vento frio entrou por baixo do casaco. Lúcio se arrepiou e apertou o tecido contra o corpo. Olhou, impaciente, para o relógio. Será que ela não virá? Ela precisa vir. Não é possível que ela não vai aparecer.

    Sentiu a sua presença antes de olhar para ela. Seu perfume, como sempre, anunciou sua chegada. Levantou-se e viu sua feição mal humorada. 

    — Vamos logo com isso. – sua voz era ríspida. – Você já vai soltá-lo? 

    — Espera. Você tá muito apressada. – colocou a mão na cintura dela.

    — Não. Combinado é combinado. É hora de libertar ele.

    Balançou a cabeça em concordância. Esse seu jeito nervoso sempre o deixou muito interessado.

    Pegou seu celular e enviou uma mensagem para o colega. Disse que estava na hora de deixar o homem ir.

    Depois disso, a abraçou e a conduziu até seu carro. Enquanto dirigia, colocou a mão direita em sua perna.

    “Finalmente, ela é minha.”, ele pensou.

    Continua…

  • Sangria

    Reviro-me na cama, procurando uma posição mais confortável. Minha perna toda dói e o lençol já está coberto com o meu sangue. Respiro fundo e pego meu celular. Uma e meia da manhã. Ainda sem sinal. 

    Esforço-me para sair da cama e caio sentado ao seu lado. Meu braço continua preso na cabeceira da cama, a algema apertando meu pulso. Quanto mais me esforço para retirá-la, mais meu braço dói.

    Vejo que agora o sangue começa a cair também no chão, deixando o quarto todo sujo. Não consigo tirar o braço da algema. Pego meu celular mais uma vez, para ver se ainda está sem sinal. 

    Então, percebo. Um único pontinho de sinal. Mando uma mensagem para meu amigo. Maldito o momento em que eu pedi para que ele me deixasse sangrar até a morte.

Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.