O livro que escolhi para este mês conta a história da captura de um dos serial killers mais prolíficos dos Estados Unidos. Vemos a história a partir de Tom Jensen, o principal investigador dos crimes de Green River, na região de Seattle.
Por meio desta HQ, descobrimos sobre os medos vivenciados pelos policiais e como foi conviver com o assassino por um mês, enquanto ele dava mais informações sobre outros crimes por ele cometidos.
As marcas de arranhões continuam em seu braço. Sente uma dor aguda em sua perna esquerda, onde uma gaze tapa um ferimento que continua a sangrar. Ela olha ao redor, tentando relembrar o que aconteceu. Ele está deitado ao seu lado e a mão enorme repousa tranquilamente sobre seu seio direito. Lentamente, ela o afasta. Suspira aliviada quando percebe que ele não acordou.
Vê seu vestido jogado sobre a cadeira, mas, em segundos, decide que é perigoso demais tentar pegá-lo. Sai do quarto e, ao começar a andar, percebe que está tremendo. Apoiada nas paredes do corredor, anda na direção da sala. Nenhuma luz natural é visível dali, apenas a luz amarela da lâmpada velha no teto.
É difícil chegar ao final do corredor se sentindo tão mal. Demora tanto que considera arrancar sua própria perna, caso isso a ajude a sair rápido dali. Diz para si mesma que não precisa continuar sentindo dor, que a dor pode ser controlada pelo cérebro.
Chega ao final do corredor e acende a luz. Procura uma porta, mas não há nenhuma. Também não encontra nenhuma janela. Nas paredes, ela vê diversas fotos suas, tiradas em momentos aleatórios na rua. Olha mais uma vez para os lados. Isso não é uma sala. Não é uma sala.
Segundos depois, sente um ar quente em seu pescoço. O homem está atrás dela e uma faca foi colocada em sua garganta. Logo a voz rouca chega a seus ouvidos. Ela não sabe dizer se ele está com raiva.
— Você prometeu que não iria embora. – ele sussurra. – Eu confiei em você, mas agora vejo que você é malvada. Mas tudo bem, porque aprendi a lidar com garotas malvadas como você.
Sua jaqueta estava pendurada no cabide. Gentilmente, ele a puxou, deixando cair um pedaço de papel.
Achou que seria uma nota ou coisa assim, mas se surpreendeu ao ver o que tinha ali.
De maneira bem embrulhada, havia uma orelha humana.
Sua mão esquerda foi direto para as próprias orelhas. As duas estavam ali e ele suspirou aliviado.
Ele pensou que a orelha era falsa mas, mesmo assim, algo o impedia de tocá-la. Aquilo era de brinquedo, só podia ser. Mas, então, de onde vinha tanto sangue?
Teria que conversar com seu amigo mais tarde. Precisava entender o que era aquilo.
Ao cair da noite, a porta da casa foi aberta. Seu amigo entrou em casa e os dois se observaram, sem dizer uma palavra. O recém chegado foi para o seu quarto, com o curativo cobrindo a orelha direita.
O aplicativo que escolhi para este mês é um simulador de vida. Nele, você pode tomar decisões para os personagens e decidir o que fazer com a vida deles. Toda escolha que você toma tem uma consequência e é muito interessante ver onde cada uma dessas escolhas os leva.
O filme que escolhi para este mês é o Togo. Ele conta a história de um husky siberiano e seu dono que atravessam o território do Alasca para levar medicamentos para uma cidadezinha.
É baseado na história de um cão chamado Balto, que ajudou a combater uma epidemia de difteria, que atingiu várias crianças.
Em fevereiro seus cabelos começaram a crescer. No início, um fio aqui e outro ali, nada demais. Mas logo teria que começar a pentear sua penugem castanho-clara. Já não conseguia distinguir de quem era todo aquele pelo no chão: meu, dele ou do nosso cachorro, Spike.
Mas isso não importava. Eu estava feliz. Sentia-me realizada quando o pegava no colo e ele sorria para mim. Por mais que, algumas vezes, eu fosse tentada a entregá-lo na mão de um parente e fugir, eu estava feliz. Eu ainda nem imaginava quanto trabalho ele iria dar na adolescência.
Vivia altos e baixos. Nos dias bons, contentava-me em observá-lo dormir, seu peito subindo e descendo, enquanto ele se aventurava em um mundo de sonhos doces e tranquilos. Nos dias ruins, eu me convencia de que o próximo seria melhor, de que nós poderíamos passar por isso juntos.
E assim, neste compilado de dias, meu bebê foi crescendo diante dos meus olhos. Eu, que naquele momento era protagonista e espectadora desta história, via o milagre da vida diariamente. Vida que evolui e que se faz cada vez mais bonita.
Uma homenagem (atrasada) para todas as mães e, principalmente, para a melhor mãe do mundo – a minha.
Se lhe contassem que isto aconteceria, ela não acreditaria. No mundo que durou até receber aquele telefonema, ela nunca faria algo assim. Mas agora está acontecendo.
Ela acha que está fazendo a coisa certa. Se roubar a moto do colega é a chave para se salvar, que assim seja.
Com a chave, que pegou em cima da mesa dele, ela liga a moto. Faz muito tempo que ela não dirige, mas aposta que deve ser como aprender a andar de bicicleta: não se esquece. Não que ela tenha aprendido a andar de bicicleta algum dia.
Anda o mais rápido que pode, deixando os rostos conhecidos para trás. A cada rua que cruza, pensa que a outra pode estar ainda mais perto. Então, acelera e, diversas vezes, tem que se esforçar para não bater a moto contra a parede ou se jogar para cima de um carro.
Chega na porta da escola e é recebida pelo porteiro, com quem já conversou diversas vezes. Instintivamente, ela sabe que chegou tarde demais. Mas o que ele diz faz com que tudo desabe:
Vou começar admitindo que nós só começamos a assistir esta série por conta da Pandora, minha catiorinea.
A caixa de Pandora é uma série de investigação. Os crimes que parecem comuns vão mostrando muito mais profundidade quanto mais são investigados. É uma série com casos reais, cheios de reviravoltas.
Todos os episódios possuem algumas reconstituições e, em alguns, se veem imagens reais das cenas de crime.
A caixa de Pandora está disponível no Discovery+.
Olá,
Sou Laura Braga
27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.