Venho com uma indicação de série pela qual eu me apaixonei nos últimos dias e assisti a todos os episódios em uma noite.
Conta a história de Devi (Maitreyi Ramakrishnan), uma garota indiana que mora nos Estados Unidos. Na escola, ela não é popular, sendo amiga apenas de Fabiola (Lee Rodriguez), louca por computadores, e Eleanor (Ramona Young), atriz de teatro.
Depois de se aproximar de Paxton (Darren Barnet), o garoto popular por quem ela é apaixonada, Devi acaba se tornando conhecida na escola. Ainda troca farpas com Ben (Jaren Lewison), o garoto com quem ela disputa o posto de mais inteligente da classe.
É uma série com representatividade, com personagens cativantes e muito diferentes um dos outros, cada um passando por seus próprios dilemas. Além disso, é uma série muito engraçada e eu garanto que você vai rir muito.
A primeira temporada de Eu Nunca… está disponível na Netflix.
A respiração é falha, exausta pelo esforço. Continuo tentando alcançá-lo, mas ele parece estar a milhas de distância. Não faz nem questão de olhar para trás.
Limpo as lágrimas na manga do casaco. Grito seu nome, na esperança de que ele me espere. Ele pára. Acelero ainda mais os passos, com medo de que ele volte a correr sem nenhum aviso.
Por fim, posso sentir seu cheiro e ver seu rosto. Ele não me diz nada, nem olha para mim. É como se estivesse tão distante quanto antes. Neste momento, sinto como se o mundo repetisse um padrão. Algo não parece certo, mas não sei se tal sensação é fruto de um sentimento de culpa ou se trata de mais uma de minhas paranoias.
Tento me aproximar ainda mais, estendendo minha mão para tocá-lo. Vejo-o se afastar outra vez, correndo de cabeça baixa, com medo de olhar-me nos olhos.
Tento voltar a correr mas as pernas não me obedecem. Jogo-me no chão, chorando enquanto o perco de vista.
O saguão do aeroporto está lotado. Homens de terno carregando pastas andam rapidamente. Mulheres, provavelmente vindas de uma viagem internacional, carregam seu carrinho cheio de malas até o ponto de táxi. Famílias fazem um lanche no restaurante mais próximo.
Eu, por outro lado, não compartilho nenhum destes estados de espírito. Bato os pés no chão com força, arranco pedaços de pele de meus dedos. Não sei o que esperar ou o que dizer a ela. Nem mesmo sei como fiquei sabendo que ela estava chegando.
Será que vamos nos reconhecer? Nunca nos vimos pessoalmente. Não com essa aparência.
Neste momento, já roí todas as minhas unhas e o sangue pinga de meus dedos, deixando marcas no chão do aeroporto que acaba de ser limpo. Pergunto-me quantas vezes por dia aquele chão é limpo. Ou quantas pessoas passam por aqui diariamente. Qual a minha real chance de encontrá-la? O saguão fica ainda mais cheio com a chegada de novos passageiros e eu olho para os lados, procurando-a, não sabendo o que esperar. Mas sei que vamos nos encontrar, porque é isso que sempre fizemos.
E então eu a vejo. Por mais que não tivesse a menor ideia de como ela se parecia fisicamente, por mais que não conseguisse imaginar os seus olhos e seus cabelos, sei que é ela. Meu coração me diz para ir até lá, mesmo que isso seja apenas por estar fascinado com a sua beleza. Forço minhas pernas que agora tremem e paro na frente dela.
— Que saudade de você. – digo, abraçando-a. Ela reluta um pouco e eu me apavoro. E se não for ela que estou procurando? E se tudo isso for uma loucura como meus amigos me disseram? Para o meu alívio, por fim, ela relaxa em meus braços.
— Acabei de descobrir o que vim fazer aqui. Estava em casa procurando com o que matar o tempo e senti uma urgência de comprar a primeira passagem e vir para cá. Ainda bem que me encontrou.
Abraço-a e beijo todo seu rosto, acostumando-me com a sensação de tocá-la mais uma vez, com seu novo corpo, novo cabelo e novos lábios, mas sendo a mesma mulher inteligente e divertida por quem me apaixonei no começo da humanidade.
Fiz um vídeo no Instagram (@provavelescritora) falando sobre os livros que li no mês de março. Se você ainda não tiver visto, recomendo que assista. Para quem já assistiu, deixo aqui o link para comprar os livros que li em março.
Lá fora, o mundo volta à vida. É estranho ver um espaço que esteve vazio por tantos meses se preenchendo novamente. Com pessoas reais. Conversando, abraçando-se, vendendo coisas. Há algum tempo, elas estavam proibidas de fazer isso.
Pelo celular, todos combinam encontros com os amigos, ir para o bar ou sair com alguém que conheceu online. Depois de tanto terem se afastado uns dos outros, elas finalmente poderão partilhar novos momentos, dividir novas lembranças.
Aqui dentro, tudo parece igual. Passei tanto tempo isolado em casa, imerso em meu home office e minhas conversas por WhatsApp que desaprendi a falar. É muito mais fácil mandar uma mensagem ou um áudio e, se alguém disser algo de que não gosto, posso ignorar. Não é assim que as coisas funcionam na vida real.
Deveria ter ido trabalhar hoje, mas não consegui. Disse ao meu chefe que estava doente. Enquanto isso, meu celular vibra incessantemente com mensagens de amigos e de antigas ficantes. Minha mão transpira a cada notificação. Eu, que saía todo final de semana, agora sinto pânico de pisar fora de casa.
Desligo o celular. Meu final de semana vai ser como todos os últimos: pipoca e Netflix.
Oi meus amores, tudo bem? Vim com uma indicação de livro pra vocês.
Escrito em 1856, o livro de Gustave Flaubert conta a história de Emma Bovary, casada com um médico. Ela não se sente satisfeita com seu casamento e arrepende-se de ter se unido com Charles Bovary.
Por isso, ela começa a trair o marido, relacionando-se com outros homens. Madame Bovary é considerado o pioneiro dos romances realistas e a obra continua impactando milhares de leitores todos os anos.
O mais genial é que Flaubert tenta construir uma personagem adúltera, que deveria ser odiada pelo público, mas ela acaba sendo amada pela maioria.
Minions 2 estreia nos cinemas do Brasil no dia dois de junho. Por isso, eu e minha mãe decidimos fazer uma maratona de Meu Malvado Favorito/Minions.
A indicação de filme este mês é o Meu Malvado Favorito 3, onde Gru precisa enfrentar o vilão e ex-ator Bratt, com a ajuda de seu irmão gêmeo Dru, do qual ele não sabia da existência.
O filme é divertido e mostra a relação dos dois irmãos ao se unirem para derrotar Bratt. É um ótimo filme para assistir em casa com os filhos neste momento de quarentena.
Meu Malvado Favorito 3 está disponível na Netflix.
Seus olhos brilhavam como mil sois. Os cabelos estavam cobertos de flores. Embaixo dela, a grama afagava seu corpo, enquanto ela recebia uma ou outra picada de formiga. Nas mãos, um livro sobre histórias extraordinárias, que recebera de uma freira e que ela, não sabendo ler, apenas folheava, observando as imagens.
Conseguia, entretanto, ver-se naquelas histórias, lutando contra os vilões e ajudando a reestabelecer a paz. Imaginava-se em grandes castelos onde um príncipe estava preso e ela seria sua heroína. Acreditando em herois, fugia da realidade, onde não existiam mocinhos nem vilões, apenas pessoas tentando sobreviver e lutando pelos seus interesses.
Sua família havia decidido a educar em casa, para que ela pudesse “aprender em um ambiente mais amigável”, disseram eles ao governo. Ela animou-se, crendo que adentraria terrenos inexplorados. Entretanto, nunca a deixavam tocar em um livro sequer e, quando ela perguntava sobre as aulas, sua mãe dizia que ela devia voltar para o trabalho na plantação. Eles acreditavam que estudar era irrelevante. Mas a garota, com apenas seis anos, já sabia que o mundo ainda mudaria por conta disso.
— Maria, o que está fazendo? – sua mãe gritava. – Espero que não esteja mexendo com aquele livro idiota de novo, se não você vai se ver comigo.
Rapidamente, a garota colocava seu livro em um buraco na terra, sabendo que um dia a educação mudaria a sua vida.
Olá,
Sou Laura Braga
27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.