• 1. Sozinho em um quarto de hotel

    hotel

    Escuto os barulhos vindos dos quartos vizinhos; o elevador subindo e descendo, carregando pessoas apressadas até o hall de entrada, onde poderão pegar um táxi para passear na cidade ou ir para uma reunião de negócios.

    Reviro-me na cama. Sei que logo começa o meu expediente e eu não estou pronto para isso. Sempre estou morto de ressaca na segunda-feira e essa não seria diferente.

    Escuto meu despertador tocar do outro lado do quarto e, com muita dificuldade, arrasto-me para fora da cama. Ando até o banheiro e observo minha feição no espelho: cabelos embaraçados, olheiras, barba por fazer.

    Tomo um banho rápido e faço a barba, já que seria punido se fosse trabalhar dessa maneira. Visto meu uniforme e noto que agora pareço um novo homem. É difícil colocar essa máscara todos os dias, mas é necessário para que eu consiga sobreviver no trabalho.

    Assim que termino de calçar meus sapatos, saio do pequeno quarto – oferecido pelo hotel para que eu possa morar – e ando em direção à recepção do hotel.

    Fico parado ali na frente o dia todo e observo as pessoas que entram no grande e luxuoso hotel. Uma senhora de sessenta anos carregando um cachorro; um homem, sua mulher e seus dois filhos vindo animados passar as férias; um homem ranzinza, vindo de uma reunião de negócios.

    Reparo em cada detalhe dessas pessoas, tentando imaginar suas rotinas e o que elas fazem ali no hotel. Será que o ranzinza chora com filmes românticos? Será que a família feliz está desmoronando? Todas essas questões me passam pela cabeça. enquanto analiso estas pessoas.

    Levo as malas dessas pessoas para os seus quartos, ajudo-as com qualquer dificuldade que elas tenham com relação ao hotel. Algumas delas me dão gorjetas e me agradecem, outras são grosseiras e nem olham na minha cara.

    Eu sempre fui uma pessoa sensível, mas tento não me afetar quando alguém passa por mim como se eu fosse invisível. Às vezes, tenho que me segurar para não correr para meu quarto e chorar o dia todo.

    Quando tenho vontade de desistir, lembro-me do motivo pelo qual comecei a trabalhar aqui. Faltam apenas alguns meses para que consiga todo o dinheiro de que preciso e possa sair deste lugar. Espero que não seja muito tarde para um homem de cinquenta anos começar sua primeira faculdade.

  • jessica
    Foto: Netflix

    A série desse mês é uma série de super heróis. Entretanto, isso não é motivo para desistir de vê-la se você não gosta desse tipo de série. Eu mesma não sou fã de filmes de super heróis, mas essa série me cativou de uma maneira especial.

    Jessica Jones é uma série criada por Melissa Rosenberg e lançada pela Netflix em 2015. A série conta a história de Jessica (Krysten Ritter), que possui uma força extraordinária. Na primeira temporada, ela tenta derrotar o seu ex-namorado Kilgrave (David Tennant), que possui o poder de controle de mentes e é obcecado por Jessica, fazendo pessoas se matarem – e matarem outras pessoas – apenas para que ele possa afetá-la.

    A série é um pouco parada nos primeiros episódios, mas depois se torna extremamente viciante e empolgante. Ela acaba trazendo um pouco de angústia quando vemos todas as pessoas inocentes que Kilgrave mata, mas, de qualquer forma, a série é bem produzida e interessante, mostrando uma heroína forte e inspiradora.

    Jessica Jones tem duas temporadas pela Netflix. A terceira temporada já está sendo produzida e pode ser lançada no próximo ano. Vale a pena conferir.

  • Nas próximas 25 semanas, o texto da semana será baseado neste desafio que encontrei. Caso, no meio das semanas, eu tenha alguma ideia para outro texto, irei postar em outro dia que não seja a quinta-feira.

    Abaixo, o desafio completo:

    25-coisas-sobre-quais-escrever-25-semanas-mademoisellelovesbooks.png

  • Idas e vindas

    hey

    Muitas vezes, focamos apenas em algo e esquecemos de todo o resto.

    Esquecemos das pessoas que sempre estiveram ali, torcendo por nós. Esquecemos de todas as vezes que essas pessoas nos tiraram do fundo do poço. E esquecemos o quanto nossas ações, mesmo que pareçam ingênuas, podem jogar alguém para baixo.

    Pois se afastar de alguém não é tão fácil quanto se aproximar. É algo doloroso, mesmo que uma das partes não consiga ver isso.

    Quando todas aquelas promessas de “estaremos juntos para sempre” caem, você percebe que o para sempre não existe e que você sempre estará sozinho neste mundo. Porque você veio ao mundo sozinho e partirá da mesma forma.

    Por isso não devemos escorar a nossa felicidade em outra pessoa. Pessoas são voláteis, cheias de idas e vindas. Você é a única pessoa que não pode te abandonar.

    A outra pessoa que te abandonou pode voltar. Mas talvez quando ela fizer isso, pode ser que não exista mais espaço na sua vida para ela novamente.

  • king

    O livro que eu decidi indicar hoje é um dos meus favoritos. À Espera de Um Milagre foi escrito por Stephen King e publicado, nos Estados Unidos, pela primeira vez em 1996. Originalmente, ele foi publicado em seis volumes e se chamava O Corredor da Morte.

    A história é narrada por Paul Edgecombe, um idoso em um asilo. Lá, ele relembra os tempos em que era carcereiro do corredor da morte da penitenciária de Cold Mountain.  Trabalhando na prisão, ele conhece John Coffey, um homem condenado à morte pelo assassinato de duas garotinhas.

    Ao longo da história, Paul descobre que Coffey tem o poder de cura em suas mãos e que ele foi condenado injustamente. Ele conhece a pessoa doce e bondosa que John é e fica em dúvida do que fazer, porque, segundo ele, estaria “matando um dos milagres de Deus”.

    O livro é instigante e te faz querer ler mais e mais, para descobrir o que acontece com John Coffey. Além disso, foi produzido um filme de mesmo nome mostrando essa história. Com mais de três horas de duração, o filme tem como diretor Frank Darabont, e Tom Hanks faz o papel de Paul Edgecombe.

    Você pode comprar o livro aqui por R$46,90 (livro comum) e R$29,90 (eBook Kindle). E aqui você compra o filme em DVD, por R$14,90.

  • pe

    Existem momentos em que não consigo respirar. Meu corpo inteiro trava e meus olhos se enchem de lágrimas.

    Nesses momentos, me sinto sem valor. Sinto que nunca vou ser boa o suficiente para nada.

    As pessoas tentam me dizer o quanto sou importante para elas, mas as vozes em minha cabeça não me deixam escutar. Elas gritam, berram, enquanto as vozes das pessoas que me amam parecem sussurros para mim.

    Nos dias em que me sinto assim, a única coisa que quero fazer é ficar deitada no sofá, ao lado de minha família, assistindo qualquer bobagem na televisão que faça calar, mesmo que por um momento, essas vozes em minha cabeça.

    Esses dias são difíceis mas, por sorte, são passageiros. Ainda bem que todos os dias nós conseguimos recomeçar e que alguns dias são muito melhores que outros.

    Um dia ruim não significa uma vida ruim. Então não desista. Não deixe que as vozes em  sua cabeça abafem aquelas das pessoas que lhe amam.

  • ninar
    Foto: Saraiva

    O livro deste mês é feminista. Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes (2017) foi escrito por Elena Favilli e Francesca Cavallo e dá visibilidade para histórias de cem mulheres. Muitas delas nós já conhecemos. Outras, nunca ouvimos falar. Mas, de qualquer forma, são histórias inspiradoras que nos mostram o poder e a força das mulheres.

    Cada uma das histórias está resumida em uma página, o que realmente faz do livro um texto curto e para ler em pedaços antes de dormir. Além disso, ele possui ilustrações maravilhosas, todas elas feitas por mulheres do mundo todo.

    O livro é ótimo para ler com sua família, seus filhos e até sozinha. Eu amei de paixão e espero que vocês gostem também. Ele possui um segundo volume que eu ainda não tive a oportunidade de ler.

    História de Ninar para Garotas Rebeldes está à venda por R$55 no site da Amazon.

  • bf

    Não sinto sua falta sempre. Já me acostumei com sua ausência. Mas, de vez em quando, eu vejo algo que é a sua cara e penso em enviar para você, mas acabo me lembrando que não nos falamos há meses.

    É complicado e triste quando alguém que fazia parte do seu dia-a-dia se afasta e, neste caso, sem motivo algum. Será que, por que ele não gostou de mim, eu não sou boa o suficiente para ser sua amiga? Será que o que vocês estão vivendo agora apaga tudo que nós passamos juntas?

    Tentei manter a amizade, sempre te chamando para sair ou vir em uma festinha em minha casa. Tentei te chamar para conversar, mas você decidiu não me chamar de volta. Por isso eu decidi deixar para lá. Mesmo que eu sinta uma enorme falta, mesmo que eu queira sua amizade de volta.

    Já brigamos muitas vezes, mas nunca ficamos todo esse tempo sem nos falar. Isso me machuca e eu sinto uma vontade de te enviar uma mensagem, mas não faço isso. Já assumi a culpa por erros seus muitas vezes, mas desta vez não. Sei que me esforcei para não deixar que todos esses anos de amizade se acabem, uma pena que você não fez o mesmo.

    Sim, eu ainda sinto sua falta, mas continuo vivendo a minha vida. E peço que, se algum dia você me achar boa o suficiente para ser sua amiga de novo, venha até mim. Só não posso garantir que tudo vai ser exatamente como antes, porque eu não tenho certeza disso.

Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.