• Voltei com mais um diário de viagem. Agora vou contar sobre o meu segundo dia em São Paulo, que foi bem mais cheio que o primeiro. 

    Acordei cedo e fui para Praça da República, onde fiz o Free Walking Tour. O tour que fiz foi o Old Downtown, um passeio pelo centro histórico de São Paulo. No Free Walking Tour, os passeios, feitos a pé, são narrados totalmente em inglês. São de graça, mas normalmente damos uma gorjeta de 25 reais.

    O tour foi ótimo para conhecer o centro de São Paulo e conhecer os gringos – tinha gente de todo lugar. 

    O passeio teve duração de três horas – com intervalo de vinte minutos na primeira padaria de São Paulo – e passou por diversos pontos turísticos do centro, como a Catedral da Sé, Teatro Municipal, Prefeitura de São Paulo e vários outros lugares.

    Recomendo para quem não gosta de tours tradicionais em ônibus, gosta de andar, consegue compreender inglês e não quer gastar muito dinheiro para conhecer a cidade.

    Depois do tour, peguei um 99 e fui para um cinema de rua em Pinheiros, a Cinesala. Assisti Bohemian Rhapsody deitada em um sofá super confortável, onde você pode relaxar e assistir o filme. 

    Além desse conforto, o cinema também é muito bonito, com uma decoração especial. Acho que devemos valorizar o cinema de rua e este é um que vale muito a pena valorizar e manter.

    Ao sair do cinema, fui para o Teatro Renault, assistir o Fantasma da Ópera. O lugar estava lotado, mesmo com os preços abusivos na lanchonete. 

    Achei o espetáculo bem interessante e divertido, embora eu tenha ficado um pouco confusa por estar longe do palco e não ter conseguido enxergar perfeitamente o que estava acontecendo. Um telão no palco poderia ter ajudado.

    Imagem: Provável escritora

    De qualquer forma, os atores foram ótimos e têm belas vozes. Foi uma boa experiência, também pelo fato de ter observado o público. Enquanto alguns foram extremamente arrumados, outras pessoas usavam roupas do dia-a-dia. Foi interessante observar essa distinção.

    Depois disso, voltei para o hostel e logo dormi. Esse foi meu segundo dia em São Paulo. Logo volto para contar sobre o terceiro e último dia dessa viagem. 

  • Olá! Acabei sumindo um pouco por conta da minha viagem, agora vim contar um pouco dela para vocês. Essa foi a primeira vez que viajei sozinha e confesso que desci do avião morrendo de medo.

    Cheguei em São Paulo 12h do dia 27/11 (terça-feira) e fui direto pro hostel. Escolhi ficar no Namoa Hostel na Vila Madalena, pelo fato de estar próximo do lugar que eu precisava visitar em São Paulo e por conta da vida boêmia da Vila Madalena.

    Depois de deixar minhas coisas no quarto e tomar um banho, fui andando até o Beco do Batman (mais ou menos 20 minutos de caminhada). Utilizei o Google Maps para me ajudar. 

    O Beco do Batman possui inúmeros grafites maravilhosos e pode ser considerado uma “galeria de arte a céu aberto”. Ele possui esse nome porque nos anos 80 um grafite representando o Batman naquele beco chamou muita atenção do público e outros artistas começaram a utilizar aquele local. Esse grafite não está mais lá, porém o nome permaneceu. 

    Depois do Beco do Batman, comecei a andar mais uma vez. Fui até o Instituto Tomie Ohtake, que está exibindo a exposição de Karin Lambrecht. 

    A exposição é ótima, porém curta. Eu tinha planejado passar pelo menos duas horas no Instituto, mas acabei ficando menos de quinze minutos.

    Depois disso, passei em um pet shop para comprar lembranças para meus cachorros e fui almoçar às quatro e meia da tarde. 

    Logo que terminei, peguei um 99 para o Instituto Vera Cruz, na Vila Leopoldina, onde fiquei sabendo mais sobre o curso de Escrita de Ficção que eles oferecem. 

    Para encerrar a noite, fui para o Bar Violeta na Rua Augusta, onde tomei uma cerveja gelada para relaxar. E esse foi meu primeiro dia sozinha em São Paulo. Amanhã eu volto para contar sobre o segundo dia. 

  • Série do Mês: Atypical

    A meta dessa semana era indicar o Livro do Mês. Entretanto, como ainda não terminei de lê-lo, decidi fazer a Série do Mês hoje.

    Imagem: Netflix

    Mais uma série original Netflix, Atypical conta a história de Sam, um autista de 18 anos. Além dos aspectos da doença, ele precisa lidar com as mudanças da adolescência e com sua carga de estudo e de trabalho. 

    Escrita por Robia Rashid, a série também retrata as mudanças ocorridas nas pessoas próximas de Sam, como seus pais, sua irmã e seus colegas de escola. 

    Atypical é uma comédia dramática, mostrando os momentos bons e ruins da vida de Sam. É importante para mostrar que o autismo não define quem a pessoa é e que ela pode levar a vida da mesma forma que todas as outras pessoas.

    A série está disponível na Netflix e possui duas temporadas, já renovada para uma terceira. 

  • Olá! Estou um pouco atrasada com o aplicativo da semana porque estou viajando e nesse momento escrevo em um carro da 99 Pop em São Paulo (vou falar sobre a viagem de São Paulo no próximo post).

    De qualquer forma, o aplicativo dessa semana está relacionado com viagem. Todos nós já passamos por momentos em que não conseguimos lembrar o que colocar na mala ou o que devemos levar. Ou então lembramos de algo para colocar na mala, mas não estamos em casa, não anotamos o que é e acabamos esquecendo de levar isso.

    Bom, esse aplicativo serve para resolver esses problemas. O Packing List é um aplicativo onde você cria listas sobre o que levar na viagem.

    O aplicativo oferece a você sugestões do que levar, que são divididas em categorias. Você também pode fazer suas próprias anotações.

    Também podem ser adicionadas tarefas que você precisa cumprir antes de viajar, como por exemplo “Carregar os eletrônicos”.

    O aplicativo é muito completo e me ajudou muito nas minhas duas últimas viagens. Espero que ajude vocês também.

    Packing List é gratuito para iOS.

  • Imagem: We Heart It

    2. Você conheceu a sua alma gêmea

    Respiro fundo, sentindo minha alma transbordar. Você sabe que não preciso de você. Sabe que acredito que cada um de nós é um ser completo e, por isso, não precisamos de ninguém que nos complete. Que essa história de “viveram felizes para sempre” é coisa de conto de fadas e não acontece na vida real. Mas como é bom ter você aqui.

    Como é bom acordar todos os dias e saber que tenho você ao meu lado, não importa o que aconteça. Saber que o mundo pode me jogar para baixo, mas você sempre estará ali, pronto para me levantar. Como é bom me abrigar em seus braços, enquanto o mundo fica silencioso lá fora.

    Mas eu sei – e você também – que o mundo não é da maneira que sonhamos. Que muitas vezes acabamos magoando outras pessoas, mesmo sem intenção. E às vezes, essas feridas doem tanto que não podem mais ser cicatrizadas.

    O mundo não é perfeito, meu amor. Se eu pudesse, passaria todos os meus dias ao seu lado, lhe embalando e colocando inúmeros sorrisos em seu rosto. Ouviríamos as mais belas canções e eu escreveria as melhores histórias de amor que o mundo já viu.

    Mas a vida não é um conto de fadas e nós dois somos tão falhos. Espero que, se em qualquer dia as tristezas vencerem nosso amor, possamos nos reencontrar em algum momento, porque você sempre será o meu grande amor.

  • O filme desse mês é um original Netflix. Dirigido e escrito por Rick Gervais, Special Correspondents conta a história de um repórter , Frank Boneville (Eric Bana), e um técnico de som, Albert Finch (Rick Gervais) que trabalham em uma rádio. 

    Os dois são chamados para cobrir uma guerra no Equador, mas no meio da confusão de seu término de casamento, Albert acaba jogando as passagens fora, no lugar de uma carta de amor que ele havia escrito.

    Para não ter que assumir o que aconteceu, os dois se instalam na casa de amigos e fingem que realmente estão no Equador. Frank narra os acontecimentos como se realmente os estivesse vendo e Albert fica encarregado de criar os efeitos sonoros idênticos a de uma guerra.

    O filme é engraçado e ironiza o jornalismo americano. Special Correspondents é um filme de 2016, com duração de 1h40 e está disponível na Netflix. 

  • 1. Sozinho em um quarto de hotel

    hotel

    Escuto os barulhos vindos dos quartos vizinhos; o elevador subindo e descendo, carregando pessoas apressadas até o hall de entrada, onde poderão pegar um táxi para passear na cidade ou ir para uma reunião de negócios.

    Reviro-me na cama. Sei que logo começa o meu expediente e eu não estou pronto para isso. Sempre estou morto de ressaca na segunda-feira e essa não seria diferente.

    Escuto meu despertador tocar do outro lado do quarto e, com muita dificuldade, arrasto-me para fora da cama. Ando até o banheiro e observo minha feição no espelho: cabelos embaraçados, olheiras, barba por fazer.

    Tomo um banho rápido e faço a barba, já que seria punido se fosse trabalhar dessa maneira. Visto meu uniforme e noto que agora pareço um novo homem. É difícil colocar essa máscara todos os dias, mas é necessário para que eu consiga sobreviver no trabalho.

    Assim que termino de calçar meus sapatos, saio do pequeno quarto – oferecido pelo hotel para que eu possa morar – e ando em direção à recepção do hotel.

    Fico parado ali na frente o dia todo e observo as pessoas que entram no grande e luxuoso hotel. Uma senhora de sessenta anos carregando um cachorro; um homem, sua mulher e seus dois filhos vindo animados passar as férias; um homem ranzinza, vindo de uma reunião de negócios.

    Reparo em cada detalhe dessas pessoas, tentando imaginar suas rotinas e o que elas fazem ali no hotel. Será que o ranzinza chora com filmes românticos? Será que a família feliz está desmoronando? Todas essas questões me passam pela cabeça. enquanto analiso estas pessoas.

    Levo as malas dessas pessoas para os seus quartos, ajudo-as com qualquer dificuldade que elas tenham com relação ao hotel. Algumas delas me dão gorjetas e me agradecem, outras são grosseiras e nem olham na minha cara.

    Eu sempre fui uma pessoa sensível, mas tento não me afetar quando alguém passa por mim como se eu fosse invisível. Às vezes, tenho que me segurar para não correr para meu quarto e chorar o dia todo.

    Quando tenho vontade de desistir, lembro-me do motivo pelo qual comecei a trabalhar aqui. Faltam apenas alguns meses para que consiga todo o dinheiro de que preciso e possa sair deste lugar. Espero que não seja muito tarde para um homem de cinquenta anos começar sua primeira faculdade.

  • jessica
    Foto: Netflix

    A série desse mês é uma série de super heróis. Entretanto, isso não é motivo para desistir de vê-la se você não gosta desse tipo de série. Eu mesma não sou fã de filmes de super heróis, mas essa série me cativou de uma maneira especial.

    Jessica Jones é uma série criada por Melissa Rosenberg e lançada pela Netflix em 2015. A série conta a história de Jessica (Krysten Ritter), que possui uma força extraordinária. Na primeira temporada, ela tenta derrotar o seu ex-namorado Kilgrave (David Tennant), que possui o poder de controle de mentes e é obcecado por Jessica, fazendo pessoas se matarem – e matarem outras pessoas – apenas para que ele possa afetá-la.

    A série é um pouco parada nos primeiros episódios, mas depois se torna extremamente viciante e empolgante. Ela acaba trazendo um pouco de angústia quando vemos todas as pessoas inocentes que Kilgrave mata, mas, de qualquer forma, a série é bem produzida e interessante, mostrando uma heroína forte e inspiradora.

    Jessica Jones tem duas temporadas pela Netflix. A terceira temporada já está sendo produzida e pode ser lançada no próximo ano. Vale a pena conferir.

Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.