• Em meu terceiro e último dia em São Paulo, acordei e fui direto para o Museu de Arte de São Paulo (MASP). Comecei minha visitação pelo segundo andar, onde se encontra a exposição mais importante do museu.

    Nesta área, encontram-se quadros dos artistas mais famosos, como Picasso, Van Gogh, Monet. 

    Eu adorei conhecer o MASP e principalmente ver esses três quadros de Van Gogh, de quem eu sou muito fã. Fiquei mais de quatro horas dentro do Museu, tentando aproveitar cada segundo.

    Depois do almoço, fui fazer um outro Free Walking Tour, dessa vez pela Avenida Paulista. Conheci um pouco da história da Paulista, além de ver as mansões que sobraram ali e alguns prédios importantes. O tour teve duração de duas horas e meia – com quinze minutos para lanche – e terminou na Casa das Rosas, onde eu fiz uma breve visita depois.

    Imagem: Free Walking Tour São Paulo

    Depois do tour, encontrei uma amiga no Mc Donald’s e depois voltei para o hostel. Arrumei minhas malas e fiquei pronta, indo para o Villa Country em seguida.

    O Villa Country é uma boate de sertanejo. Seu espaço é enorme e ela recebe shows dos mais importantes artistas sertanejos do Brasil. Além disso, a boate possui uma decoração maravilhosa, principalmente nessa época do ano. 

    Imagem: Provável escritora

    Nessa noite, a boate recebeu o show de Henrique e Juliano, que cantaram por quase duas horas. Como eu sempre gostei muito deles, aproveitei bastante o show e fiquei bem perto do palco.

    O show acabou três da manhã e eu fiquei mais de uma hora perto da porta por onde eles sairiam, mas acabei não vendo nenhum dos dois. Tirei foto com suas backing vocals apenas e então decidi chamar um 99 para voltar para o hostel.

    Imagem: Provável escritora

    O carro demorou quase uma hora para chegar no Villa Country, devido ao engarrafamento enorme que estava. Quando cheguei no hostel, troquei de roupa, fiz o checkout, peguei minhas malas e fui direto para o aeroporto.

    Dormi na cadeira do aeroporto e, por sorte, acordei na hora em que estavam chamando para o embarque. E essa foi minha primeira viagem sozinha. Na minha próxima viagem, venho com um novo diário para vocês. 

  • Imagem: We Heart It

    3. Você acordou e, ao olhar no espelho, percebe que está invisível

    Pulo da cama, sentindo-me ansiosa e feliz. Meu coração bate acelerado e eu não consigo acreditar que o grande dia chegou. Depois de tomar um longo banho quente, visto o meu roupão rosa e paro em frente ao espelho. Demoro algum tempo para entender o que está acontecendo.

    No lugar onde deveria estar o reflexo de meus lábios rosados, vejo apenas a cômoda no fundo do quarto. Onde deveriam estar refletidos meus braços enrolados no roupão macio, vejo a parede branca do quarto de hotel.

    Passo minhas mãos pelo corpo desesperadamente. Achei que poderia ter deixado de existir, mas estou aqui. Eu consigo me tocar e também consigo ver algumas partes do meu corpo.

    Inúmeras hipóteses me passam pela cabeça. Será que eu morri? Sei que não. Meu coração pula e me sinto mais viva do que nunca. Será que este espelho é diferente dos outros? Corro para o espelho do banheiro, mas a situação continua a mesma.

    Com meu celular na mão, tiro algumas selfies, mas tudo que consigo ver é o fundo do cômodo atrás de mim. Como se eu realmente não existisse.

    Desesperada, começo a chorar, pensando em como isso pode estar atrapalhando um dos dias mais especiais da minha vida. Pego meu telefone e ligo para os maquiadores e cabeleireiros, desmarcando seus serviços. Fico aliviada ao ver que pelo menos eles conseguem me ouvir.

    Penso em desmarcar tudo, voltar a dormir para ver se me torno visível novamente. Mas sei que não posso fazer isso. Simplesmente não é o certo a fazer.

    Criando coragem, decido me arrumar sozinha. Seco meus longos cabelos castanhos e uso um babyliss para dar mais volume aos meus cachos. A parte mais difícil é de me maquiar sem poder me olhar no espelho. Entretanto, como sempre fui muito habilidosa com pinceis, acredito que fui bem nesse trabalho.

    Rio pensando na ironia disso tudo. Qual o sentido de me maquiar se ninguém – nem eu mesma – pode me ver? De qualquer forma, sinto que isso é o que quero fazer.

    Quando termino de me arrumar, coloco o vestido e saio andando por aí. Ao chegar no local combinado, percebo que todos estão lá. Meus pais, meus irmãos, meus amigos, o resto de minha família. E ele, principalmente ele.

    Ando pelo tapete vermelho e sei que ninguém consegue me ver. Na minha frente, ele bate o pé, ansioso. Então, ele olha em minha direção e sei que consegue sentir a minha presença. Neste momento, torno-me visível novamente e todos ficam chocados, perguntando de onde eu surgi.

    Mas eu sei que foi ele. Que a maneira como ele me olhou fez com que eu voltasse a me enxergar e que todos notassem a minha presença também. E sei também que não importa quão perdida eu esteja, nós dois sempre voltaremos a nos encontrar, porque somos nosso abrigo e também nosso porto seguro.

  • Voltei com mais um diário de viagem. Agora vou contar sobre o meu segundo dia em São Paulo, que foi bem mais cheio que o primeiro. 

    Acordei cedo e fui para Praça da República, onde fiz o Free Walking Tour. O tour que fiz foi o Old Downtown, um passeio pelo centro histórico de São Paulo. No Free Walking Tour, os passeios, feitos a pé, são narrados totalmente em inglês. São de graça, mas normalmente damos uma gorjeta de 25 reais.

    O tour foi ótimo para conhecer o centro de São Paulo e conhecer os gringos – tinha gente de todo lugar. 

    O passeio teve duração de três horas – com intervalo de vinte minutos na primeira padaria de São Paulo – e passou por diversos pontos turísticos do centro, como a Catedral da Sé, Teatro Municipal, Prefeitura de São Paulo e vários outros lugares.

    Recomendo para quem não gosta de tours tradicionais em ônibus, gosta de andar, consegue compreender inglês e não quer gastar muito dinheiro para conhecer a cidade.

    Depois do tour, peguei um 99 e fui para um cinema de rua em Pinheiros, a Cinesala. Assisti Bohemian Rhapsody deitada em um sofá super confortável, onde você pode relaxar e assistir o filme. 

    Além desse conforto, o cinema também é muito bonito, com uma decoração especial. Acho que devemos valorizar o cinema de rua e este é um que vale muito a pena valorizar e manter.

    Ao sair do cinema, fui para o Teatro Renault, assistir o Fantasma da Ópera. O lugar estava lotado, mesmo com os preços abusivos na lanchonete. 

    Achei o espetáculo bem interessante e divertido, embora eu tenha ficado um pouco confusa por estar longe do palco e não ter conseguido enxergar perfeitamente o que estava acontecendo. Um telão no palco poderia ter ajudado.

    Imagem: Provável escritora

    De qualquer forma, os atores foram ótimos e têm belas vozes. Foi uma boa experiência, também pelo fato de ter observado o público. Enquanto alguns foram extremamente arrumados, outras pessoas usavam roupas do dia-a-dia. Foi interessante observar essa distinção.

    Depois disso, voltei para o hostel e logo dormi. Esse foi meu segundo dia em São Paulo. Logo volto para contar sobre o terceiro e último dia dessa viagem. 

  • Olá! Acabei sumindo um pouco por conta da minha viagem, agora vim contar um pouco dela para vocês. Essa foi a primeira vez que viajei sozinha e confesso que desci do avião morrendo de medo.

    Cheguei em São Paulo 12h do dia 27/11 (terça-feira) e fui direto pro hostel. Escolhi ficar no Namoa Hostel na Vila Madalena, pelo fato de estar próximo do lugar que eu precisava visitar em São Paulo e por conta da vida boêmia da Vila Madalena.

    Depois de deixar minhas coisas no quarto e tomar um banho, fui andando até o Beco do Batman (mais ou menos 20 minutos de caminhada). Utilizei o Google Maps para me ajudar. 

    O Beco do Batman possui inúmeros grafites maravilhosos e pode ser considerado uma “galeria de arte a céu aberto”. Ele possui esse nome porque nos anos 80 um grafite representando o Batman naquele beco chamou muita atenção do público e outros artistas começaram a utilizar aquele local. Esse grafite não está mais lá, porém o nome permaneceu. 

    Depois do Beco do Batman, comecei a andar mais uma vez. Fui até o Instituto Tomie Ohtake, que está exibindo a exposição de Karin Lambrecht. 

    A exposição é ótima, porém curta. Eu tinha planejado passar pelo menos duas horas no Instituto, mas acabei ficando menos de quinze minutos.

    Depois disso, passei em um pet shop para comprar lembranças para meus cachorros e fui almoçar às quatro e meia da tarde. 

    Logo que terminei, peguei um 99 para o Instituto Vera Cruz, na Vila Leopoldina, onde fiquei sabendo mais sobre o curso de Escrita de Ficção que eles oferecem. 

    Para encerrar a noite, fui para o Bar Violeta na Rua Augusta, onde tomei uma cerveja gelada para relaxar. E esse foi meu primeiro dia sozinha em São Paulo. Amanhã eu volto para contar sobre o segundo dia. 

  • Série do Mês: Atypical

    A meta dessa semana era indicar o Livro do Mês. Entretanto, como ainda não terminei de lê-lo, decidi fazer a Série do Mês hoje.

    Imagem: Netflix

    Mais uma série original Netflix, Atypical conta a história de Sam, um autista de 18 anos. Além dos aspectos da doença, ele precisa lidar com as mudanças da adolescência e com sua carga de estudo e de trabalho. 

    Escrita por Robia Rashid, a série também retrata as mudanças ocorridas nas pessoas próximas de Sam, como seus pais, sua irmã e seus colegas de escola. 

    Atypical é uma comédia dramática, mostrando os momentos bons e ruins da vida de Sam. É importante para mostrar que o autismo não define quem a pessoa é e que ela pode levar a vida da mesma forma que todas as outras pessoas.

    A série está disponível na Netflix e possui duas temporadas, já renovada para uma terceira. 

  • Olá! Estou um pouco atrasada com o aplicativo da semana porque estou viajando e nesse momento escrevo em um carro da 99 Pop em São Paulo (vou falar sobre a viagem de São Paulo no próximo post).

    De qualquer forma, o aplicativo dessa semana está relacionado com viagem. Todos nós já passamos por momentos em que não conseguimos lembrar o que colocar na mala ou o que devemos levar. Ou então lembramos de algo para colocar na mala, mas não estamos em casa, não anotamos o que é e acabamos esquecendo de levar isso.

    Bom, esse aplicativo serve para resolver esses problemas. O Packing List é um aplicativo onde você cria listas sobre o que levar na viagem.

    O aplicativo oferece a você sugestões do que levar, que são divididas em categorias. Você também pode fazer suas próprias anotações.

    Também podem ser adicionadas tarefas que você precisa cumprir antes de viajar, como por exemplo “Carregar os eletrônicos”.

    O aplicativo é muito completo e me ajudou muito nas minhas duas últimas viagens. Espero que ajude vocês também.

    Packing List é gratuito para iOS.

  • Imagem: We Heart It

    2. Você conheceu a sua alma gêmea

    Respiro fundo, sentindo minha alma transbordar. Você sabe que não preciso de você. Sabe que acredito que cada um de nós é um ser completo e, por isso, não precisamos de ninguém que nos complete. Que essa história de “viveram felizes para sempre” é coisa de conto de fadas e não acontece na vida real. Mas como é bom ter você aqui.

    Como é bom acordar todos os dias e saber que tenho você ao meu lado, não importa o que aconteça. Saber que o mundo pode me jogar para baixo, mas você sempre estará ali, pronto para me levantar. Como é bom me abrigar em seus braços, enquanto o mundo fica silencioso lá fora.

    Mas eu sei – e você também – que o mundo não é da maneira que sonhamos. Que muitas vezes acabamos magoando outras pessoas, mesmo sem intenção. E às vezes, essas feridas doem tanto que não podem mais ser cicatrizadas.

    O mundo não é perfeito, meu amor. Se eu pudesse, passaria todos os meus dias ao seu lado, lhe embalando e colocando inúmeros sorrisos em seu rosto. Ouviríamos as mais belas canções e eu escreveria as melhores histórias de amor que o mundo já viu.

    Mas a vida não é um conto de fadas e nós dois somos tão falhos. Espero que, se em qualquer dia as tristezas vencerem nosso amor, possamos nos reencontrar em algum momento, porque você sempre será o meu grande amor.

  • O filme desse mês é um original Netflix. Dirigido e escrito por Rick Gervais, Special Correspondents conta a história de um repórter , Frank Boneville (Eric Bana), e um técnico de som, Albert Finch (Rick Gervais) que trabalham em uma rádio. 

    Os dois são chamados para cobrir uma guerra no Equador, mas no meio da confusão de seu término de casamento, Albert acaba jogando as passagens fora, no lugar de uma carta de amor que ele havia escrito.

    Para não ter que assumir o que aconteceu, os dois se instalam na casa de amigos e fingem que realmente estão no Equador. Frank narra os acontecimentos como se realmente os estivesse vendo e Albert fica encarregado de criar os efeitos sonoros idênticos a de uma guerra.

    O filme é engraçado e ironiza o jornalismo americano. Special Correspondents é um filme de 2016, com duração de 1h40 e está disponível na Netflix. 

Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.