Como melhorar um texto literário: Um manual prático para dominar as técnicas básicas da narração foi escrito por Lola Sabarich e Felipe Dintel e publicado pela Editoria Gutenberg em 2014. Ele faz parte da série Guias do Escritor, que possui mais cinco livros.
O livro é um guia prático para o escritor iniciante, com a utilização de vários exemplos. Apresentam-se textos de grandes escritores e também textos de amadores que cometeram vários erros. Ele mostra como um texto pode se tornar chato e desagradável se as técnicas forem utilizadas de maneira incorreta.
Nele, são apresentados vários conceitos, como o de dizer x mostrar, maneiras de narrar a história através do tempo e da construção de um personagem.
O livro é interessante mesmo para quem não escreve. De qualquer forma, como o próprio título diz, são “técnicas básicas”, o que acaba sendo apenas algo já conhecido para quem já escreve.
Senti falta de exercícios para frisar o conteúdo. Mesmo assim, recomendo o livro a todos que tenham interesse em aprender um pouco mais sobre escrita.
Você é uma daquelas pessoas que sempre esquece de tomar água? Que nunca bebe a quantidade diária de água que necessita? Plant Nanny serve para resolver esse problema.
O aplicativo conta com plantas fofinhas, que bebem água junto com você. Quanto mais água você bebe e registra no aplicativo, mais a sua planta cresce.
Quando ela chega ao seu tamanho máximo, você a coloca em um jardim e pode começar a regar uma nova planta. Mas se você deixar de registrar a quantidade de água que bebe, a sua planta morre e você tem que começar tudo de novo.
O aplicativo é bom, pois além de lhe enviar lembretes para beber água, você ainda pode cuidar de lindas plantas.
Plant Nanny está disponível para Android e iOS e é totalmente gratuito.
5. Você sai de casa sem guarda-chuva, é pego de surpresa pela chuva e entra em um bar qualquer
Imagem: Christina Tsevis
Sinto um leve pingo d’água cair sobre meus ombros. O céu, que estava completamente azul algumas horas atrás, está coberto de nuvens cinzentas. Abro minha mochila e verifico que meu guarda-chuva não está ali. Merda.
Logo os pingos de chuva se tornam mais numerosos e mais grossos. Sem pensar duas vezes, entro no primeiro lugar que vejo em minha frente. É um bar com tema medieval, com uma decoração tão exagerada que chega a ser ridícula. No canto, alguns homens bebem cerveja e conversam alegremente.
Olho as horas em meu celular e vejo que estou atrasado para o meu encontro. Eu poderia pegar um táxi e ir encontrá-la, mas estou com pouco dinheiro no bolso e seria difícil atravessar a cidade e ainda ter dinheiro para pagar o jantar. Mando uma mensagem para Brianna, dizendo que não poderei ir por conta da chuva.
Não vou negar que está sendo complicado ser um homem de quarenta anos desempregado e vivendo em uma das cidades mais conhecidas do mundo. Desde a morte de minha esposa, no ano anterior, tenho preenchido minha vida com encontros com garotas do Tinder e sexo casual.
Afasto meus pensamentos e sento-me em uma mesa no fundo do bar. Peço uma cerveja e fico planejando o que farei no outro dia, onde passarei para entregar meu currículo. Estou distraído em meus pensamentos e nem percebo quando alguém aparece em minha frente.
— Não acredito que é você mesmo.
Olho para ela. Seus cabelos, antes castanhos, agora estão loiros. Entretanto, tirando algumas marcas da idade, ela continua exatamente a mesma. O mesmo sorriso e os mesmos olhos daquela garota de dezesseis anos pela qual me apaixonei.
Meu coração dá um salto e eu me levanto para abraçá-la. Fico algum tempo pensando no que dizer, mas nada me vem à cabeça. É estranho perceber que depois de quase trinta anos ela ainda mantém o mesmo efeito sobre mim.
Puxo uma cadeira para ela e nós ficamos conversando e bebendo durante muito tempo. Ela me conta que se casou seis meses antes de terminar a faculdade, mas que se separou um tempo depois. E então ela fala que namorou com alguém durante seis anos, mas eles se separaram na semana anterior.
— O que aconteceu? – pergunto. – Por que vão se separar depois de todo esse tempo?
— Vou me mudar amanhã. Ele não quis me acompanhar.
— Para onde você vai?
— Suíça. Não o culpo. Poucas pessoas seriam capazes de deixar tudo onde vivem só para viver uma história de amor em outro lugar.
Continuamos conversando, mas eu penso nisso o tempo todo. Quando o bar fecha, ela pergunta se pode ir para minha casa.
Assim que entramos em minha casa, meus lábios se chocam com os seus. Sua boca, que tinha gosto de vodca na adolescência, agora possui um gosto forte de cerveja.
Passamos a noite toda juntos, aproveitando cada momento. Segundos antes de cair no sono, observo cada detalhe do rosto dela, gravando aquela cena para sempre em minha mente.
Assim que acordo, vejo que ela não está mais ali. Em cima de minha mesa, encontro um papel com seu número de telefone. Abro um sorriso, lembrando de tudo que aconteceu na noite anterior.
Aquela noite de amor era tudo que eu precisava dela. Depois disso, eu tinha certeza que a havia superado completamente. É por isso que na semana seguinte eu abandonei tudo que tinha nos Estados Unidos e fui encontrá-la na Suíça.
Todos que me conhecem sabem que eu sou apaixonada por Harry Potter. Real. Assisto todos os filmes várias vezes, li todos os livros mais de uma vez, já fui no Warner Bros Studio Tour na Inglaterra (queria falar sobre isso aqui, mas já faz tanto tempo que nem posso contar com muitos detalhes).
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald é o segundo filme da franquia de Animais Fantásticos a ser lançado. Para quem não assistiu ao primeiro filme – Animais Fantásticos e Onde Habitam – separei essa crítica aqui.
Os Crimes de Grindelwald se passa em Paris, onde Credence (Ezra Miller) procura mais informações sobre a sua família biológica. Gellert Grindelwald (Johnny Depp) tenta trazer Credence para o seu lado, devido ao enorme poder de Obscuros que o garoto tem.
Para não deixar que Grindelwald atinja seu objetivo, Dumbledore (Jude Law) pede para que Newt Scamander (Eddie Redmayne) infrinja a lei que o proíbe de viajar internacionalmente e vá para Paris atrair Credence.
A história conta também com os outros personagens já conhecidos e amados pelo público: Tina (Katherine Waterston) e Queenie (Alison Sudol) Goldstein e Jacob Kowalski (Dan Fogler).
O filme tem vários momentos de ação e de comédia também. Um dos meus momentos favoritos é o que Jacob encontra Nicolau Flamel (Brontis Jodorowsky).
Na minha opinião, o final é bastante revoltante, mas espero que a situação se resolva nos próximos filmes.
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald estreou no dia 15 de novembro e ainda está em exibição nos cinemas.
4. Você passeia em um parque e encontra a rosa mais bonita que já viu
Imagem: We Heart It
Minha respiração se mantém pesada, devido ao esforço da caminhada. Em meu fone de ouvido, escuto o último álbum da minha banda favorita. Tomo um gole de água e paro um momento para observar o parque ao meu redor.
De um lado, uma calçada de concreto, bancos de madeira e diversas pessoas correndo, tentando atingir um ideal de beleza que não é real. Do outro lado, o mundo se torna verde.
Árvores enormes se encontram com o céu azul, a um ponto em que não sei diferenciar os dois. Seus galhos balançam devagar, com a mesma brisa que refresca meu corpo.
No chão, galhos quebrados, folhas caídas, pequenos animais que correm de um lado para o outro, além da vegetação rasteira. Pergunto-me porque nunca prestei atenção naquilo antes. Porque ninguém ali parece dar a mínima para isso.
Tiro meus fones de ouvido e consigo ouvir os pássaros cantarem, mas o barulho de pessoas correndo e conversando ainda é muito alto. Ando para dentro da mata. Procuro no chão algum sinal de trilha, mas parece-me que ninguém veio até aqui.
Escuto o barulho das folhas e dos gravetos se quebrando à medida que ando, enquanto o som dos animais ali se torna cada vez mais alto. Desço uma pequena colina, segurando-me nas árvores para não cair.
Lá embaixo, encontro um rio pequeno, com água totalmente limpa. Ando pelas margens, até que algo chama minha atenção. Encostada em uma árvore, encontra-se uma rosa amarela. É a flor mais bonita que já vi.
Mas ela não pareceria bonita na visão de todos. A rosa não possui várias de suas pétalas, que estão jogadas no chão, enquanto outras estão murchas. Mesmo assim, ela se mantém ali, forte, como se decidida a não tombar.
Acabo me identificando um pouco com ela. Durante um bom tempo, meus olhos se mantêm focados na sofrida rosa amarela, que faz questão de permanecer em pé.
Uma boa parte da tarde se passa e eu noto que preciso voltar para casa. Com dificuldade, deixo de observar a rosa e me afasto, voltando pelo mesmo caminho que entrei.
Quando finalmente chego ao ponto por onde comecei, sinto a paz da mata atrás de mim novamente. E então volto para o mundo onde as pessoas correm, os chefes gritam, os carros buzinam e nós possuímos tudo, menos paz.
Escrito por Sylvia Plath e publicado pelo pseudônimo de Victoria Lucas em 1963, A Redoma de Vidro conta a história de Esther Greenwood.
A história começa mostrando Esther – que é de Boston – fazendo um breve estágio em uma revista de Nova York. A princípio, ela tenta compreender como funcionam as coisas na cidade e fica um pouco perdida. Coincidentemente, eu estava lendo essa parte quando estava chegando em São Paulo, o que me entusiasmou.
Esther conta como ela se sente deslocada e diferente de suas amigas, que querem aproveitar o máximo da cidade. Quando ela volta para casa, descobre que não foi aceita em um curso de redação e fica extremamente perdida.
Ela se deprime cada vez mais e não consegue dormir e nem comer. É nesse ponto que Esther decide buscar ajuda.
A história é extremamente cativante e mostra com detalhes os pensamentos depressivos de Esther. É uma daquelas histórias em que não conseguimos largar o livro, curiosos demais para saber o que vai acontecer com essa personagem tão especial.
Por esses motivos, recomendo fortemente o livro. Vale lembrar que pode conter gatilhos para pessoas sensíveis, não sendo indicado nesse caso.
A Redoma de Vidro é vendido por R$23,60 (livro físico) e R$15,62 (eBook) pela Amazon.
Em meu terceiro e último dia em São Paulo, acordei e fui direto para o Museu de Arte de São Paulo (MASP). Comecei minha visitação pelo segundo andar, onde se encontra a exposição mais importante do museu.
Nesta área, encontram-se quadros dos artistas mais famosos, como Picasso, Van Gogh, Monet.
Busto de homem (o atleta), Picasso, 1909 Imagem: Provável escritora
A estudante, Anita Malfatti, 1915 – 1916 Imagem: Provável escritora
As mulheres precisam estar nuas para entrar no Museu de Arte de São Paulo?, Guerrilla Girls, 2017 Imagem: Provável escritora
A arlesiana (1890), Banco de pedra no asilo de Saint-Remy (1889), Passeio ao crepúsculo (1889-1890), Vincent Van Gogh) Imagem: Provável escritora
Eu adorei conhecer o MASP e principalmente ver esses três quadros de Van Gogh, de quem eu sou muito fã. Fiquei mais de quatro horas dentro do Museu, tentando aproveitar cada segundo.
Depois do almoço, fui fazer um outro Free Walking Tour, dessa vez pela Avenida Paulista. Conheci um pouco da história da Paulista, além de ver as mansões que sobraram ali e alguns prédios importantes. O tour teve duração de duas horas e meia – com quinze minutos para lanche – e terminou na Casa das Rosas, onde eu fiz uma breve visita depois.
Imagem: Free Walking Tour São Paulo
Depois do tour, encontrei uma amiga no Mc Donald’s e depois voltei para o hostel. Arrumei minhas malas e fiquei pronta, indo para o Villa Country em seguida.
O Villa Country é uma boate de sertanejo. Seu espaço é enorme e ela recebe shows dos mais importantes artistas sertanejos do Brasil. Além disso, a boate possui uma decoração maravilhosa, principalmente nessa época do ano.
Imagem: Provável escritora
Nessa noite, a boate recebeu o show de Henrique e Juliano, que cantaram por quase duas horas. Como eu sempre gostei muito deles, aproveitei bastante o show e fiquei bem perto do palco.
O show acabou três da manhã e eu fiquei mais de uma hora perto da porta por onde eles sairiam, mas acabei não vendo nenhum dos dois. Tirei foto com suas backing vocals apenas e então decidi chamar um 99 para voltar para o hostel.
Imagem: Provável escritora
O carro demorou quase uma hora para chegar no Villa Country, devido ao engarrafamento enorme que estava. Quando cheguei no hostel, troquei de roupa, fiz o checkout, peguei minhas malas e fui direto para o aeroporto.
Dormi na cadeira do aeroporto e, por sorte, acordei na hora em que estavam chamando para o embarque. E essa foi minha primeira viagem sozinha. Na minha próxima viagem, venho com um novo diário para vocês.
3. Você acordou e, ao olhar no espelho, percebe que está invisível
Pulo da cama, sentindo-me ansiosa e feliz. Meu coração bate acelerado e eu não consigo acreditar que o grande dia chegou. Depois de tomar um longo banho quente, visto o meu roupão rosa e paro em frente ao espelho. Demoro algum tempo para entender o que está acontecendo.
No lugar onde deveria estar o reflexo de meus lábios rosados, vejo apenas a cômoda no fundo do quarto. Onde deveriam estar refletidos meus braços enrolados no roupão macio, vejo a parede branca do quarto de hotel.
Passo minhas mãos pelo corpo desesperadamente. Achei que poderia ter deixado de existir, mas estou aqui. Eu consigo me tocar e também consigo ver algumas partes do meu corpo.
Inúmeras hipóteses me passam pela cabeça. Será que eu morri? Sei que não. Meu coração pula e me sinto mais viva do que nunca. Será que este espelho é diferente dos outros? Corro para o espelho do banheiro, mas a situação continua a mesma.
Com meu celular na mão, tiro algumas selfies, mas tudo que consigo ver é o fundo do cômodo atrás de mim. Como se eu realmente não existisse.
Desesperada, começo a chorar, pensando em como isso pode estar atrapalhando um dos dias mais especiais da minha vida. Pego meu telefone e ligo para os maquiadores e cabeleireiros, desmarcando seus serviços. Fico aliviada ao ver que pelo menos eles conseguem me ouvir.
Penso em desmarcar tudo, voltar a dormir para ver se me torno visível novamente. Mas sei que não posso fazer isso. Simplesmente não é o certo a fazer.
Criando coragem, decido me arrumar sozinha. Seco meus longos cabelos castanhos e uso um babyliss para dar mais volume aos meus cachos. A parte mais difícil é de me maquiar sem poder me olhar no espelho. Entretanto, como sempre fui muito habilidosa com pinceis, acredito que fui bem nesse trabalho.
Rio pensando na ironia disso tudo. Qual o sentido de me maquiar se ninguém – nem eu mesma – pode me ver? De qualquer forma, sinto que isso é o que quero fazer.
Quando termino de me arrumar, coloco o vestido e saio andando por aí. Ao chegar no local combinado, percebo que todos estão lá. Meus pais, meus irmãos, meus amigos, o resto de minha família. E ele, principalmente ele.
Ando pelo tapete vermelho e sei que ninguém consegue me ver. Na minha frente, ele bate o pé, ansioso. Então, ele olha em minha direção e sei que consegue sentir a minha presença. Neste momento, torno-me visível novamente e todos ficam chocados, perguntando de onde eu surgi.
Mas eu sei que foi ele. Que a maneira como ele me olhou fez com que eu voltasse a me enxergar e que todos notassem a minha presença também. E sei também que não importa quão perdida eu esteja, nós dois sempre voltaremos a nos encontrar, porque somos nosso abrigo e também nosso porto seguro.
Olá,
Sou Laura Braga
27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.