Primeiro, quero pedir desculpas pela demora.As comemorações de Ano Novo acabaram se estendendo bastante e eu não consegui postar antes. E, em segundo lugar, quero desejar um Feliz Ano Novo para todos que acessam o meu blog.
A primeira indicação de filme deste ano é um original Netflix feito no Peru. Dirigido por Bruno Ascenzo e Joanna Lombardi Pollarolo, Como Superar Um Fora foi lançado em 2018.
O filme conta a história de María Fé (Gisela Ponce de León), que se sente devastada quando Matías (Andrés Salas) rompe com ela, via Skype, após seis anos de namoro.
Ao longo de seu tempo de superação, ela conta com a ajuda de seus amigos Natalia (Karina Jordán) e Santiago (Christopher von Uckermann), além de sua nova colega de quarto, Carolina (Jely Reátegui).
Além disso, María Fé cria o seu próprio blog chamado Soltera Codiciada, que acaba bombando entre o público peruano.
O filme possui vários momentos de comédia e também momentos em que passamos raiva, como quando Matías vai procurar María Fé. É ótimo ver a união das três amigas e a forma como elas se apoiam em momentos difíceis.
Como superar um fora está disponível na Netflix e possui 1h44min de duração.
6. Você descobre uma máquina estranha no porão e acaba sendo lançado em uma viagem do tempo
Imagem: Pequena Miss Sunshine
Observo as inúmeras caixas espalhadas pelo lugar. Foi uma ideia estúpida decidir limpar o porão da casa de meus avós sozinha. Entretanto, tive que fazer isso, pois o último pedido de meu avô era que ninguém, além de mim, mexesse em suas coisas.
Abro uma das caixas empoeiradas e encontro uma pilha de fotografias de meus avós. Em todas essas fotos, eles parecem felizes e apaixonados. Mas quem via os dois de perto sabia que não era assim. Houve inúmeras traições de ambas as partes eles se xingavam o tempo todo.
Na verdade, meu avô reclamava de tudo. Reclamava do meu pai – seu único filho -, de minha avó, do tempo e até do cachorro da família. A única pessoa de quem ele nunca reclamou foi de mim.
Nós dois sempre fomos melhores amigos. Ele me ensinou a ler, me ensinou a andar de bicicleta. Todos os domingos, íamos juntos caminhar pela cidade. Ele me aconselhava em tudo e, em seus últimos dias, a única pessoa que ele queria que lhe fizesse companhia no hospital era eu.
Ele morreu em meus braços. E, segundos antes de morrer, ele me disse que tinha algo para mim no porão, mas que eu deveria procurar sozinha.
Respiro fundo, engolindo meu choro. Continuo mexendo nas grandes caixas. Ao ficar na ponta do pé, para colocar uma caixa em cima da prateleira, acabo esbarrando em uma geladeira velha. A geladeira é enorme, pintada de roxo com um design futurista. A porta da geladeira se abre e eu percebo que o objeto não é o que eu imagino.
Entro no objeto, que possui diversos botões. Aperto um botão grande e vermelho e, a princípio, nada acontece. Logo, a porta se fecha e tudo começa a balançar. Eu me sinto tonta e desmaio.
Ao acordar, percebo que não estou mais no porão de meu avô. Uma claridade forte irrita meus olhos e eu demoro um tempo para perceber onde estou. Um hospital. Será que tudo foi um sonho e meu avô não morreu? Será que só vim buscar algo e acabei desmaiando?
Olho para a placa no canto da sala de espera. Hospital Maria das Graças. Isso só pode estar errado. Esse hospital já fechou há mais de vinte anos. Envolveu-se num escândalo de lavagem de dinheiro e acabou falindo.
Vou falar com a recepcionista para entender o que está acontecendo, mas ela não me escuta. Então, vejo um rosto conhecido. Ele possui um olhar preocupado e segura o terço na mão com muita força.
Belisco-me, tentando acordar desse sonho. Olho mais uma vez para ter certeza que é ele. Meu avô está vinte e poucos anos mais novo, mas com certeza é ele. Reconheceria aqueles olhos em qualquer lugar do mundo.
Ele atravessa a recepção do hospital e eu decido segui-lo. Acompanho-o enquanto ele passa por diversos corredores, observa dentro de quartos. Ele para em frente da placa “Maternidade”.
Minha vó está lá. Eles se abraçam por um segundo e meu avô pergunta:
— Já nasceu?
— Ninguém disse nada ainda.
Fico ali, observando os dois em silêncio. A minha vontade é de sentar entre eles e abraçá-los com força, mas algo me deixa presa na cadeira onde estou sentada.
Minutos depois, um enfermeiro diz que os dois podem entrar. Sigo-os até o quarto de tons azuis e vejo meus pais. Meu pai está em pé, beijando a testa de minha mãe, que segura um bebê no colo. Eu.
Meu avô estende seus braços para pegar o bebê, que ele começa a ninar. Um sorriso enorme surge em seu rosto. Eu nunca o vi sorrindo dessa maneira.
Sinto tudo balançar novamente. Encontro-me no porão da casa de meus avós mais uma vez, deitada no chão. Ao meu lado, encontro uma carta:
“Minha querida,
Se estiver lendo essa carta, provavelmente já terei morrido. Foi divertido viajar na máquina do tempo? Porque eu criei ela apenas para voltar para o melhor momento da minha vida: o dia do seu nascimento.
Você sempre foi e sempre será a minha pessoa favorita no mundo. Desde o primeiro momento que lhe peguei em meus braços, sabia que faria de tudo para lhe proteger. Logo eu que reclamo de tudo nunca encontrei um motivo sequer para reclamar de você.
Obrigado por todos os momentos bons que passamos juntos. Eu tenho muito orgulho da mulher que você se tornou e não importa o que aconteça, eu sempre estarei com você.
Além disso, sempre que estiver se sentindo mal e precisar de mim, a máquina do tempo estará aqui para lhe levar até mim. Obrigado por essa aventura, neta querida. Até a próxima.”
Como melhorar um texto literário: Um manual prático para dominar as técnicas básicas da narração foi escrito por Lola Sabarich e Felipe Dintel e publicado pela Editoria Gutenberg em 2014. Ele faz parte da série Guias do Escritor, que possui mais cinco livros.
O livro é um guia prático para o escritor iniciante, com a utilização de vários exemplos. Apresentam-se textos de grandes escritores e também textos de amadores que cometeram vários erros. Ele mostra como um texto pode se tornar chato e desagradável se as técnicas forem utilizadas de maneira incorreta.
Nele, são apresentados vários conceitos, como o de dizer x mostrar, maneiras de narrar a história através do tempo e da construção de um personagem.
O livro é interessante mesmo para quem não escreve. De qualquer forma, como o próprio título diz, são “técnicas básicas”, o que acaba sendo apenas algo já conhecido para quem já escreve.
Senti falta de exercícios para frisar o conteúdo. Mesmo assim, recomendo o livro a todos que tenham interesse em aprender um pouco mais sobre escrita.
Você é uma daquelas pessoas que sempre esquece de tomar água? Que nunca bebe a quantidade diária de água que necessita? Plant Nanny serve para resolver esse problema.
O aplicativo conta com plantas fofinhas, que bebem água junto com você. Quanto mais água você bebe e registra no aplicativo, mais a sua planta cresce.
Quando ela chega ao seu tamanho máximo, você a coloca em um jardim e pode começar a regar uma nova planta. Mas se você deixar de registrar a quantidade de água que bebe, a sua planta morre e você tem que começar tudo de novo.
O aplicativo é bom, pois além de lhe enviar lembretes para beber água, você ainda pode cuidar de lindas plantas.
Plant Nanny está disponível para Android e iOS e é totalmente gratuito.
5. Você sai de casa sem guarda-chuva, é pego de surpresa pela chuva e entra em um bar qualquer
Imagem: Christina Tsevis
Sinto um leve pingo d’água cair sobre meus ombros. O céu, que estava completamente azul algumas horas atrás, está coberto de nuvens cinzentas. Abro minha mochila e verifico que meu guarda-chuva não está ali. Merda.
Logo os pingos de chuva se tornam mais numerosos e mais grossos. Sem pensar duas vezes, entro no primeiro lugar que vejo em minha frente. É um bar com tema medieval, com uma decoração tão exagerada que chega a ser ridícula. No canto, alguns homens bebem cerveja e conversam alegremente.
Olho as horas em meu celular e vejo que estou atrasado para o meu encontro. Eu poderia pegar um táxi e ir encontrá-la, mas estou com pouco dinheiro no bolso e seria difícil atravessar a cidade e ainda ter dinheiro para pagar o jantar. Mando uma mensagem para Brianna, dizendo que não poderei ir por conta da chuva.
Não vou negar que está sendo complicado ser um homem de quarenta anos desempregado e vivendo em uma das cidades mais conhecidas do mundo. Desde a morte de minha esposa, no ano anterior, tenho preenchido minha vida com encontros com garotas do Tinder e sexo casual.
Afasto meus pensamentos e sento-me em uma mesa no fundo do bar. Peço uma cerveja e fico planejando o que farei no outro dia, onde passarei para entregar meu currículo. Estou distraído em meus pensamentos e nem percebo quando alguém aparece em minha frente.
— Não acredito que é você mesmo.
Olho para ela. Seus cabelos, antes castanhos, agora estão loiros. Entretanto, tirando algumas marcas da idade, ela continua exatamente a mesma. O mesmo sorriso e os mesmos olhos daquela garota de dezesseis anos pela qual me apaixonei.
Meu coração dá um salto e eu me levanto para abraçá-la. Fico algum tempo pensando no que dizer, mas nada me vem à cabeça. É estranho perceber que depois de quase trinta anos ela ainda mantém o mesmo efeito sobre mim.
Puxo uma cadeira para ela e nós ficamos conversando e bebendo durante muito tempo. Ela me conta que se casou seis meses antes de terminar a faculdade, mas que se separou um tempo depois. E então ela fala que namorou com alguém durante seis anos, mas eles se separaram na semana anterior.
— O que aconteceu? – pergunto. – Por que vão se separar depois de todo esse tempo?
— Vou me mudar amanhã. Ele não quis me acompanhar.
— Para onde você vai?
— Suíça. Não o culpo. Poucas pessoas seriam capazes de deixar tudo onde vivem só para viver uma história de amor em outro lugar.
Continuamos conversando, mas eu penso nisso o tempo todo. Quando o bar fecha, ela pergunta se pode ir para minha casa.
Assim que entramos em minha casa, meus lábios se chocam com os seus. Sua boca, que tinha gosto de vodca na adolescência, agora possui um gosto forte de cerveja.
Passamos a noite toda juntos, aproveitando cada momento. Segundos antes de cair no sono, observo cada detalhe do rosto dela, gravando aquela cena para sempre em minha mente.
Assim que acordo, vejo que ela não está mais ali. Em cima de minha mesa, encontro um papel com seu número de telefone. Abro um sorriso, lembrando de tudo que aconteceu na noite anterior.
Aquela noite de amor era tudo que eu precisava dela. Depois disso, eu tinha certeza que a havia superado completamente. É por isso que na semana seguinte eu abandonei tudo que tinha nos Estados Unidos e fui encontrá-la na Suíça.
Todos que me conhecem sabem que eu sou apaixonada por Harry Potter. Real. Assisto todos os filmes várias vezes, li todos os livros mais de uma vez, já fui no Warner Bros Studio Tour na Inglaterra (queria falar sobre isso aqui, mas já faz tanto tempo que nem posso contar com muitos detalhes).
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald é o segundo filme da franquia de Animais Fantásticos a ser lançado. Para quem não assistiu ao primeiro filme – Animais Fantásticos e Onde Habitam – separei essa crítica aqui.
Os Crimes de Grindelwald se passa em Paris, onde Credence (Ezra Miller) procura mais informações sobre a sua família biológica. Gellert Grindelwald (Johnny Depp) tenta trazer Credence para o seu lado, devido ao enorme poder de Obscuros que o garoto tem.
Para não deixar que Grindelwald atinja seu objetivo, Dumbledore (Jude Law) pede para que Newt Scamander (Eddie Redmayne) infrinja a lei que o proíbe de viajar internacionalmente e vá para Paris atrair Credence.
A história conta também com os outros personagens já conhecidos e amados pelo público: Tina (Katherine Waterston) e Queenie (Alison Sudol) Goldstein e Jacob Kowalski (Dan Fogler).
O filme tem vários momentos de ação e de comédia também. Um dos meus momentos favoritos é o que Jacob encontra Nicolau Flamel (Brontis Jodorowsky).
Na minha opinião, o final é bastante revoltante, mas espero que a situação se resolva nos próximos filmes.
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald estreou no dia 15 de novembro e ainda está em exibição nos cinemas.
4. Você passeia em um parque e encontra a rosa mais bonita que já viu
Imagem: We Heart It
Minha respiração se mantém pesada, devido ao esforço da caminhada. Em meu fone de ouvido, escuto o último álbum da minha banda favorita. Tomo um gole de água e paro um momento para observar o parque ao meu redor.
De um lado, uma calçada de concreto, bancos de madeira e diversas pessoas correndo, tentando atingir um ideal de beleza que não é real. Do outro lado, o mundo se torna verde.
Árvores enormes se encontram com o céu azul, a um ponto em que não sei diferenciar os dois. Seus galhos balançam devagar, com a mesma brisa que refresca meu corpo.
No chão, galhos quebrados, folhas caídas, pequenos animais que correm de um lado para o outro, além da vegetação rasteira. Pergunto-me porque nunca prestei atenção naquilo antes. Porque ninguém ali parece dar a mínima para isso.
Tiro meus fones de ouvido e consigo ouvir os pássaros cantarem, mas o barulho de pessoas correndo e conversando ainda é muito alto. Ando para dentro da mata. Procuro no chão algum sinal de trilha, mas parece-me que ninguém veio até aqui.
Escuto o barulho das folhas e dos gravetos se quebrando à medida que ando, enquanto o som dos animais ali se torna cada vez mais alto. Desço uma pequena colina, segurando-me nas árvores para não cair.
Lá embaixo, encontro um rio pequeno, com água totalmente limpa. Ando pelas margens, até que algo chama minha atenção. Encostada em uma árvore, encontra-se uma rosa amarela. É a flor mais bonita que já vi.
Mas ela não pareceria bonita na visão de todos. A rosa não possui várias de suas pétalas, que estão jogadas no chão, enquanto outras estão murchas. Mesmo assim, ela se mantém ali, forte, como se decidida a não tombar.
Acabo me identificando um pouco com ela. Durante um bom tempo, meus olhos se mantêm focados na sofrida rosa amarela, que faz questão de permanecer em pé.
Uma boa parte da tarde se passa e eu noto que preciso voltar para casa. Com dificuldade, deixo de observar a rosa e me afasto, voltando pelo mesmo caminho que entrei.
Quando finalmente chego ao ponto por onde comecei, sinto a paz da mata atrás de mim novamente. E então volto para o mundo onde as pessoas correm, os chefes gritam, os carros buzinam e nós possuímos tudo, menos paz.
Escrito por Sylvia Plath e publicado pelo pseudônimo de Victoria Lucas em 1963, A Redoma de Vidro conta a história de Esther Greenwood.
A história começa mostrando Esther – que é de Boston – fazendo um breve estágio em uma revista de Nova York. A princípio, ela tenta compreender como funcionam as coisas na cidade e fica um pouco perdida. Coincidentemente, eu estava lendo essa parte quando estava chegando em São Paulo, o que me entusiasmou.
Esther conta como ela se sente deslocada e diferente de suas amigas, que querem aproveitar o máximo da cidade. Quando ela volta para casa, descobre que não foi aceita em um curso de redação e fica extremamente perdida.
Ela se deprime cada vez mais e não consegue dormir e nem comer. É nesse ponto que Esther decide buscar ajuda.
A história é extremamente cativante e mostra com detalhes os pensamentos depressivos de Esther. É uma daquelas histórias em que não conseguimos largar o livro, curiosos demais para saber o que vai acontecer com essa personagem tão especial.
Por esses motivos, recomendo fortemente o livro. Vale lembrar que pode conter gatilhos para pessoas sensíveis, não sendo indicado nesse caso.
A Redoma de Vidro é vendido por R$23,60 (livro físico) e R$15,62 (eBook) pela Amazon.
Olá,
Sou Laura Braga
27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.