A série que escolhi para este mês é do Universo de Star Wars.
As crianças, que acreditavam estar em um planeta seguro, descobrem que as coisas não são da maneira que imaginaram. Por acidente, elas embarcam em uma viagem intergaláctica, na qual descobrem o tamanho da aventura (e do perigo!) em que se meteram.
A série é bem divertida e conta com o personagem Neel, que é muito fofinho. Por isso, eu a recomendo.
O livro que escolhi para este mês é um romance bem fofinho.
Na história de Catherine Rider, Anthony decide fazer uma surpresa para Maya, sua namorada, que acaba de voltar de viagem. O que ele não esperava era que ela estaria em um relacionamento a distância com outro cara e que este cara a buscaria no aeroporto.
De coração partido, ele conhece Charlotte, que passou por um término de relacionamento poucas semanas antes.
Os dois começam a explorar Nova York juntos, mas acabam encontrando o amor na cidade que nunca dorme.
O caminho é curto. Em minutos, estou saindo do carro, encostando meu pé desnudo na grama gelada. Parou de chover faz algum tempo e sinto que meus pés ficarão imundos, mas não me importo. Na verdade, acho que isso até me tranquiliza um pouco.
— Bom dia, senhora. – o caseiro me cumprimenta. Sorrio para ele.
— Senhorita, na verdade. – ele sorri, tirando seu chapéu.
Ando em direção à casa. Sinto uma formiga picar meu pé e, com um único movimento, a empurro para longe. Sinto vontade de coçar, mas me seguro. Meu tremor é muito maior agora. Penso umas dez vezes em deixar isso para lá e voltar para casa, mas continuo percorrendo meu caminho.
Bato na porta com força. Não escuto nenhum barulho. Bato mais uma vez e ela se abre, permitindo-me ver a escuridão dentro da casa. Grito o nome dele umas três vezes, mas ninguém me responde.
Então, entro. Tranco a porta atrás de mim e começo a andar pela casa, procurando-o. Só paro quando estou na porta de seu quarto.
Acendo as luzes e vejo que o chão está sujo com uma tonalidade de vermelho. O que será que aconteceu aqui? Será que ele matou mais uma galinha dentro de casa? Minha mãe pedia todos os dias para que ele não fizesse isso e ele tinha parado. Será que ele decidiu voltar a fazer isso agora?
Abro a porta, mas não encontro nenhuma galinha. Vejo-o ali, caído no chão, a garganta cortada. O quarto todo sujo de sangue.
Começo a tremer. Quem faria algo assim? Ele tinha muitos inimigos, sim, mas a esse ponto?
Não tenho tempo para pensar nisso. Antes que eu possa fazer qualquer coisa, dou um salto ao ouvir alguém batendo na porta.
— Senhorita? – é a voz do caseiro.
Ele continua batendo, mas eu não consigo responder. Segundos depois, escuto o barulho da chave na fechadura.
O Uber, acompanhando o gesto do motorista do carro da frente, freia bruscamente, fazendo com que eu me assuste. Agora ele está xingando o outro motorista, que claramente não está ouvindo nada do que ele fala.
Eu, no banco de trás, estou com meus fones encaixados no ouvido, escutando baixinho o novo CD da minha banda favorita. CD? Será que as pessoas ainda falam assim? Até porque claramente não é um CD e sim um álbum no Spotify. Tanto faz.
Lembro de quando escutávamos CDs em minha casa. Eu e ele, os dedos entrelaçados. Ouvindo CDs de verdade. Não músicas no Spotify, mas um CD, com encarte e tudo. Ainda não entendi porque pararam de fabricá-los. É uma pena que eles tenham sido tão subestimados. Acredito que logo devem ficar na moda de novo, se transformando em algo vintage, assim como aconteceu com os discos de vinil.
Por outro lado, eu e ele ficamos no passado. Essas tardes em minha casa foram encerradas a um pouco mais de duas semanas. Ainda não tive coragem de voltar a escutar os CDs. Me tornei uma garota que ouve álbuns no Spotify. Pelo menos por enquanto.
Para este mês escolhi um jogo. No começo, eu estava meio receosa com ele, já que a maioria desse tipo de jogos ‘satisfatórios’ tem vidas e tempo. Infelizmente, este também tem tempo, mas não vidas, então você pode tentar de novo quantas vezes precisar.
Os jogos são muito divertidos e vão de skin care, manicure e até organizar a geladeira. Esse é o melhor jogo deste tipo que eu já joguei até o momento. Por isso, eu recomendo bastante.
Coloco o copo sobre a mesa. Sinto uma tremedeira começar, subindo da ponta dos pés ao meu rosto. Levanto-me com cuidado e ando até o meu quarto, sentando-me na cama. Ainda estou com o celular nas mãos, olhando para aquela mensagem. Meu peito está comprimido e sinto vontade de vomitar. Fico parada, esperando que meu coração comece a desacelerar. Mas isso não acontece. Respiro fundo, controlando a vontade de fugir daqui. De ir pra qualquer lugar em que não precise responder a esta mensagem. Que eu possa ignorá-la. Deito-me na cama e leio novamente a mensagem: “Será que podemos conversar amanhã?”
O filme que escolhi para este mês conta a história de Jake (Asa Butterfield) que, seguindo as pistas de seu avô, encontra uma ilha cheia de crianças com habilidades peculiares.
O lar é comandado pela Srta. Peregrine que, controlando o tempo, protege suas crianças de inimigos e de uma bomba naz1sta que iria explodir na casa.
É uma história bem interessante e eu recomendo o filme a todos.
O lar das crianças peculiares está disponível na Netflix.
— Já cortou o cabelo? – O som da minha voz ecoa pela casa. Ela não responde.
Continuo com os olhos fixos em meu celular, esperando mais uma mensagem da garota com quem estou saindo. Já faz umas duas semanas que conversamos diariamente, mas não consigo me cansar dela. Fico ansioso para falar com ela, com a animação de uma criança com seu brinquedo novo.
Ela não liga para o fato de eu ser casado. Diz que até prefere. Ela não quer se casar, nunca. Também prefere que esteja desempregado, assim posso dedicar a maior parte do meu tempo a ela. Tenho o tempo todo do mundo para andar pelo shopping e comprar um presente pra minha namorada, como a gente se chama. Minha esposa é que não gostou que eu usasse seu cartão para isso. Mas eu não me importo.
Faz tempo que nós somos dois estranhos na mesma casa. Ela passa o tempo todo trabalhando e nunca tem tempo para deixar a casa arrumada ou preparar um jantarzinho para mim, como ela fazia quando nos conhecemos.
Levanto os olhos depois de bloquear o celular. Minha namorada foi tomar banho, então posso olhar para a minha esposa e dizer a ela que ficou bom o corte.
Ela não está na sala. Levanto-me e começo a procurá-la pela casa, que, de repente, parece muito vazia. Onde ela está? Corro até o banheiro e vejo que seus produtos não estão lá. No armário, todas as suas roupas sumiram.
Merda. Quanto tempo fiquei entretido na minha conversa para que ela passasse com malas pela sala e eu não visse nada? Por que ela foi embora? O que eu fiz? E como vou viver sem ela agora?
Olá,
Sou Laura Braga
27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.