• Imagem: ABC

    Oi, pessoal!

    A série que eu escolhi para este mês é bastante conhecida.

    Família Dinossauro conta a história de um pai chamado Dino, que é casado com Fran e possui três filhos: Bob, Charlene e Baby.

    A série de 1991 é cheia de ironias e críticas à maneira como nós humanos vivemos. Mesmo assim, consegue trazer tudo isso de uma maneira leve e bem humorada.

    Família Dinossauro possui quatro temporadas e está disponível no Disney+.

  • Recarregada

    Chego em casa exausta. 

    No trabalho, tive que correr de um lado para o outro, pegando documentos e construindo tabelas. Isso só para, em seguida, ficar esperando mais de três horas por uma consulta médica .

    Tiro minha roupa, jogando-a em um canto do quarto. Depois de um banho demorado, deito-me na cama e tiro um longo cochilo. 

    Às 21 horas, acordo e decido comer algo. Enquanto meu miojo cozinha, pego o celular e vejo o que está acontecendo. Minhas amigas na balada, meu ex viajando com sua nova namorada, meus primos indo ao cinema juntos. 

    E depois, ele.  Meu coração acelera ao ver sua nova foto: sentado no sofá, com os cabelos bagunçados e brincando com seu cachorro. Postada há um minuto. Ainda é muito cedo para curtir, mas quem liga?

    Em menos de trinta segundos, recebo uma mensagem dele. Imagino como deve estar, provavelmente assistindo a algo na TV com o cachorro no colo. Isso é bem a cara dele. Respondo imediatamente e começamos a conversar. O tom das nossas mensagens é de flerte, mas também de uma profundidade absurda.

    Quando me deito na cama à noite, continuo pensando nele. Como alguém que eu nunca toquei consegue me fazer tão bem?

  • Dia ensolarado

    Ao sair de casa naquele dia, Carlos estava animado. Desceu as escadas de seu prédio rapidamente, pulando na poça d’água que estava ali. Não ligou e continuou andando até o café. Ele pulava de um lado para o outro, balançando-se ao ritmo da música em seus fones. As pessoas o observavam, mas ele não ligava. Ele tinha certeza de que aquele era seu dia.

    Entrou no café e se sentou em uma mesinha ao fundo. Pegou o celular para ver se tinha recebido uma mensagem da moça. Nada. Ele digitou “Bom dia! Já estou no café. Está chegando?”.

    Uma rapaz de avental na cintura veio atendê-lo. Carlos pediu um cappuccino e voltou a olhar seu celular. A mensagem havia sido entregue, mas ela não havia visualizado. Logo sua bebida chegou e Carlos começou a dar pequenos goles, enquanto fixava o olhar em seu telefone.

    Para se distrair, começou a observar as outras pessoas na cafeteria. A maioria delas estava acompanhada por amigos ou familiares. Em outro canto, um homem sozinho escrevia algo em seu notebook. Trabalhando em pleno domingo? Que coisa mais triste. Carlos, há muito, havia aprendido a lidar com seu trabalho e a reservar dias ao descanso.

    Tudo que ele queria era se encontrar com aquela moça e depois sair para aproveitar o primeiro dia ensolarado no Rio de Janeiro naquele mês. Talvez eles pudessem ir à praia, ou apenas se sentarem em um restaurante para almoçarem. Mas, para isso, ele precisaria que ela chegasse.

    Quinze, vinte, trinta minutos se passaram. Ela não tinha visualizado a mensagem e nem ligado. Depois de uma hora esperando ali, Carlos pagou seu café e foi embora. Refez o caminho para casa, andando em linha reta. Tinha levado um bolo. Ele foi um idiota ao pensar que aquele dia seria maravilhoso.

    Decidiu passar no mercado antes de voltar para casa para comprar uma pizza individual. Ao sair de lá, acabou esbarrando em alguém. Era a moça com quem ele deveria ter se encontrado. Ela estava suada e sem fôlego, parecia ter corrido uma maratona.

    — Carlos? – ele assentiu. – Sou Maria. Você deve ter ficado um longo tempo me esperando, não é? – ele confirmou. – Ai meu Deus, eu estou com tanta vergonha. Me desculpe. Eu saí de casa mais cedo para poder comprar um presente para o meu filho, que faz aniversário amanhã. Quando eu estava chegando na loja, descobri que tinha esquecido o celular no táxi. Tive que correr atrás do motorista e não consegui chegar a tempo. Estava a caminho do café agora. Eu sinto muito, de verdade.

    E assim, em um segundo, toda a tristeza de Carlos passou. Eles decidiram ir até a praia. A pizza individual acabou sendo esquecida em um canto e o almoço, neste dia e em muitos outros, foi para dois.

  • Imagem: SESI-SP

    Oi, pessoal!

    Trago este mês a indicação de um livro teórico de que gostei muito.

    O livro Como funciona a ficção, de James Wood, analisa vários aspectos do romance. Ele observa os processos utilizados para criar grandes clássicos da literatura. Em dez capítulos, Wood discorre sobre verosimilhança, personagens e enredo.

    É um livro muito bom para quem deseja se aprofundar no assunto e aprender de maneira mais teórica o funcionamento da ficção.

    Como funciona a ficção foi publicado pela editora SESI-SP e possui 232 páginas.

  • Você

    Na minha rotina semanal, domingo é o dia de fazer compras. 

    E naquele domingo não foi diferente. Saí de casa às sete da manhã, para chegar ao mercado antes que lotasse. Neste horário, vemos os mesmos clientes de sempre. A moça com o bebê. A senhora com o neto mais novo. O senhor de óculos escuros. O rapaz com a namorada. A mulher com a bolsa amarela? O quê?

    Devo admitir que a minha primeira impressão foi surpresa. Nunca havia visto você ali. Com certeza me lembraria de seus cabelos platinados e bochechas rosadas. Não, nunca a tinha visto. Não naquele horário em que reconhecia todos os clientes. 

    Você me chamou a atenção imediatamente. E isso me encantou. Pensei em diferentes formas de me aproximar mas só soube lhe dizer que nunca a havia visto ali. Você riu e disse que era nova na vizinhança e que domingo era o melhor dia para fazer compras. Naquele momento, você me ganhou.

    Comecei a imaginar o nosso primeiro beijo, o nosso casamento e a decidir o nome dos nossos filhos. Mas claro que não disse nada disso para você. Disse que esperava vê-la em breve e continuei fazendo minhas compras.

    Saí do mercado como todo domingo. Chegando no estacionamento, encontrei você. Com seu cabelo verde escuro e os olhos azuis. Naquele momento, soube que era você a mulher da minha vida.   

  • Imagem: Gold Miner

    Oi, pessoal!

    Esses dias eu peguei alguns CDs de jogos antigos e um dos primeiros que vi foi Gold Miner. Lembrei que, alguns meses atrás, eu tinha descoberto o app por acaso e baixado no meu celular.

    Então esta é minha indicação para este mês. Gold Miner é um jogo em que você precisa coletar o ouro debaixo da terra e bater uma meta de valor a cada fase. O jogo é bem divertido, por mais que fique bastante difícil em certo ponto.

    Gold Miner está disponível para Android e iOS.

  • 31 de outubro

    31 de outubro. Dia das Bruxas.
    Para várias pessoas pode parecer uma data comum ou então um dia divertido para comer doces e se fantasiar. Para mim não.
    É o aniversário da minha avó, uma pessoa maravilhosa que faleceu em outubro do ano passado e faz tanta falta em minha vida. É um dia de celebrar a vida, a alegria e todo o amor dela. Era o dia de ligar para ela e cantar parabéns. Era o dia de querer poder parabenizá-la todo ano, por muitos e muitos anos.
    Hoje em dia, infelizmente, não posso ligar e cantar parabéns para ela. Então escrevo este texto para lembrar da minha bruxinha favorita, a pessoa que trouxe significado para a data de 31 de outubro em minha vida.
    Posso agradecer aqui por ela ter me ensinado tanta coisa e ter me mostrado como é ter um gigantesco amor pela vida. Então, compartilho este texto com vocês. A minha avó gostava de todo mundo, então tenho certeza que ela gostaria de vocês também.
    Feliz aniversário vó, eu te amo muito, muito, muito!

  • Imagem: Ilha do Medo

    Oi, pessoal!

    O filme que escolhi para esse Mês das Bruxas foi Ilha do Medo.

    Ele conta a história de Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio), que investiga o desaparecimento de uma paciente em um hospital psiquiátrico. Ao chegar lá, escuta que os médicos submetem os paciente às mais variadas experiências radicais, como o uso de choques. Quando Teddy tenta sair da ilha, ele percebe que não tem mais saída.

    Ilha do medo é um filme muito envolvente, que eu recomendo demais.

    O filme está disponível na Netflix.

Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.