• Olá!

    Imagem: IstoÉ

    Vim com a primeira indicação de livro de 2020, na verdade, uma coleção chamada Mar de histórias: Antologia do conto mundial. Ela foi organizada e publicada por Aurélio Buarque de Holanda e Paulo Rónai, entre 1943 e 1990, sendo dividida em dez volumes.

    O primeiro livro (o único que li até então) se chama Das origens ao fim da Idade Média e ele faz uma apresentação em ordem cronológica das origens do conto e de como ele era utilizado depois. Foi muito interessante ler e acabei me apaixonando pelo livro e seus contos (uns mais do que outros, mas de qualquer forma todos são muito bons).

    Com certeza quero ler os outros dez volumes e espero que vocês gostem também. A coleção completa não é muito fácil de encontrar mas se procurar na internet, acha (não posso colocar link aqui porque a maioria é de Mercado Livre e eu não posso garantir que certo vendedor seja confiável, mas vale a pena fazer uma pesquisa).

    Espero que tenham gostado. Até mais!

  • Olá pessoal!

    Vim falar sobre o meu segundo dia em Amsterdam, que começou pouco antes das 10h no Rijksmuseum, o museu nacional da Holanda e que reúne diversas obras de Rembrandt, Velázquez e outros artistas.

    Entretanto, eu tinha lido na internet que o Rijksmuseum era o segundo com maior número de obras de Van Gogh no mundo. Na verdade se tratava do Rijksmuseum Kröller-Müller, localizado na cidade de Otterlo, a duas horas de Amsterdam (depois falo mais sobre isso).

    Fiquei um pouco decepcionada, mas acabei aproveitando bastante a visita mesmo assim. Saindo de lá, fomos almoçar e decidir o que faríamos para poder visitar o museu Kröller-Müller no dia seguinte. Como tínhamos ingressos comprados para o Heineken Experience para o próximo dia, decidimos ir até lá e ver se conseguiríamos trocar para aquele mesmo dia.

    Eles nos deixaram entrar e foi uma das experiências mais divertidas de Amsterdam. Conhecemos um pouco da história da empresa e da fabricação da cerveja. Experimentamos a Heineken antes e depois de pronta e vimos alguns itens de futebol e outros esportes que a empresa patrocina.

    Pudemos pedalar em bicicletas como se tivéssemos entregando cervejas e, ao final da experiência, ganhamos dois chopps cada uma, em um ambiente de balada.

    Saindo de lá, andamos um pouco pela cidade, passamos pelo Mercado de Flores, e depois fomos para a casa de Anne Frank. Para quem não sabe, Anne era uma judia alemã que foi morar em Amsterdam e se escondeu por lá em um lugar que era chamado de Complexo Secreto. Ela e sua família foram capturados pelos nazistas em 1944, sendo mandados para campos de concentração. O único sobrevivente entre eles foi o pai da garota. Anne escreveu um diário sobre sua experiência no complexo, que teve um número gigantesco de vendas.

    Nós visitamos o Complexo Secreto, que hoje se encontra sem móveis, mas não pudemos tirar fotos. Vimos também os diários originais escrito por Anne. As fotos que deixo aqui foram tiradas em uma área permitida, antes da entrada no museu.

    Saímos de lá mais de 20h e fomos jantar. Em seguida, fomos conhecer o Red Light District, o famoso lugar onde as mulheres ficam de calcinha e sutiã nas grandes janelas com luzes vermelhas. Ficamos lá menos de dez minutos e fomos para o hotel dormir. Quinta eu volto para falar sobre o Museu Kröller Müller. Beijos e até mais!

  • Olá meus amores!

    Voltei com mais um diário de viagem, falando sobre meu primeiro dia em Amsterdam. Chegamos na cidade às 9 da manhã, deixamos a mala no nosso hotel (Hotel Van Gogh, próximo à praça dos museus) e fomos para o Museu Van Gogh.

    Para quem não sabe, eu sou completamente apaixonada pelo Van Gogh e a primeira coisa que eu queria fazer em Amsterdam era conhecer o museu. Tínhamos reservado quase um dia inteiro para este museu e eu aproveitei muito. Infelizmente, lá não é permitido tirar fotos, só em alguns locais específicos. Embora tivesse muita gente tirando fotos, eu não quis tirar por valorizar tanto o trabalho do artista.

    Foi um momento incrível pra mim. Eu, que só tinha visto três obras de Van Gogh no MASP, fiquei completamente apaixonada por conhecer um museu totalmente do Van Gogh.

    Depois, andamos pela cidade e apreciamos a paisagem, indo em seguida para o A’dam Lookout. O A’dam Lookout é um deck de observação que dá vista para a cidade inteira. Para chegar lá, tivemos que atravessar o rio com a balsa pública, totalmente gratuita.

    Além da vista, possui o balanço mais alto da Europa, onde você fica suspenso com os pés para fora por mais ou menos um minuto, observando toda a cidade. Apesar do medo, foi uma ótima experiência, que eu adorei. Saindo de lá, comemos as chamadas “melhores batatas fritas da Holanda” e fomos para o hotel assistir Netflix. E assim foi o meu primeiro dia em Amsterdam.

    Espero que tenham gostado. Volto amanhã com mais um diário de viagem. Beijos e até logo!

  • Olá meus amores! Venho com o diário do quarto e último dia em Berlim (e também o dia do meu aniversário).

    Acordamos um pouco mais tarde e, como era o meu aniversário, minha mãe comprou duas cocas pequenas na recepção do hotel (Coca-Cola é muito caro na Europa). Tínhamos planejado ir em alguns museus, mas acabamos desistindo e fomos para a Berliner Fernsehturm, uma torre com observatório a 203m.

    Como deixamos pra comprar de última hora, tivemos que esperar mais de duas horas até o horário do nosso grupo de ingressos ser chamado. Fomos no shopping Alexa olhar alguns itens e depois voltamos para a torre. A vista de lá é incrível e, em dias de sol, você pode enxergar toda a cidade.

    Compramos algumas coisas no shopping e depois tivemos que passar no hotel para deixá-las. De lá, fomos para uma visita guiada da exposição do Dalí na Postdamer Platz. Éramos só eu e minha mãe, então a guia nos deixou escolher sobre o que queríamos que ela falasse. Foi muito bom e divertido.

    De lá, fomos jantar em uma steakhouse chamada Maredo, comemos uma carne deliciosa e tomamos um vinho (que saímos carregando e bebendo pelas ruas). Finalmente, voltamos para o hotel. E este foi o meu aniversário em Berlim. Sem muita festa e animação devido ao nosso cansaço, mas foi ótimo de qualquer jeito.

    É isto, pessoal. Volto semana que vem com outro diário de viagem. Beijos e até logo!

  • Chá ou café?

    Nos últimos tempos, tenho viajado bastante: uma viagem de um mês pela Europa, logo em seguida Porto Alegre e então Uberaba, Goiânia, Viçosa e Belo Horizonte. Fiz estas viagens com objetivos distintos: conhecer novos lugares, fazer uma prova de mestrado, ir a uma festa de réveillon e visitar a família. 

    Fato é que finalmente parei em casa e agora tenho tempo para escrever algo.

    Quando minha mãe e eu planejamos a viagem pela Europa, não imaginávamos que seria tão cansativo. Claro que pensávamos que ir de uma cidade a outra, permanecendo em média três dias em cada uma delas, nos cansaria, mas não imaginávamos a exaustão física e espiritual do fim da viagem.

    Vimos de tudo: paisagens, construções exuberantes, culinária local e museus, muitos museus. Entramos em tantos museus que, no final, não sabíamos dizer se vimos certa obra no Stadel ou no Musée d’Orsay ou se realmente chegamos a vê-la.

    No final da viagem, estava cansada, não apenas de bater perna, mas de ter que me comunicar com todos. Prefiro escrever mas, como minha mãe não fala inglês e nem falávamos os idiomas locais, toda a conversa ficou por minha conta. Assim, no avião de Barcelona para Lisboa, estava animada com a perspectiva de me manter em silêncio ou falar apenas na minha língua materna. 

    O avião estava lotado de falantes do português, principalmente brasileiros. Podia ouvir uma mãe dizendo ao filho para parar com a birra; um grupo de jovens comentando sobre seu itinerário e uma mulher perguntando à aeromoça onde ficava o banheiro. O acalanto do idioma e o fato de que seria o último destino antes da volta para casa fizeram-me sentir mais perto do Brasil do que em todo o tempo anterior. Era como se estivéssemos em um avião para o Rio de Janeiro. 

    Então, uma comissária de bordo parou na minha frente com o carrinho de lanches e, depois de me entregar chips e Coca-Cola, perguntou: 

    — Tchá ô café?

    — Sim – eu respondi. 

  • Olá!

    Estou aqui mais uma vez pra falar sobre Berlim. No terceiro dia na cidade, acordamos um pouco mais tarde e fomos pra East Side Gallery, a maior galeria ao ar livre do mundo, no lado leste do muro de Berlim.

    De lá, fomos para o Checkpoint Charlie, ponto militar americano na fronteira entre a Alemanha Ocidental e Oriental do pós-guerra. Atualmente, fica no meio de uma avenida e está sempre lotado de turistas com seus celulares e câmeras.

    Logo em seguida, fomos para a Topografia do Terror, a antiga sede da GESTAPO, a polícia secreta de Hitler. Pouca coisa restou do edifício, mas agora podemos visitar um museu cheio de informações sobre o nazistas e a GESTAPO.

    Nossa última parada foi o Memorial do Muro de Berlim, que conta a história do muro e ainda mostra alguns pedaços dele (como este que está na foto de capa do diário de viagem). Também se encontra ali um memorial para os pretensos fugitivos mortos pelos guardas. É um espaço muito importante para se conhecer e essencial para sentir um pouco da história da cidade.

    Por fim, passamos no supermercado e compramos uma garrafa de champanhe. Ficamos jogando até dar meia noite, porque acabava de começar o meu aniversário.

    É isso. Amanhã, eu volto com o quarto diário de viagem da cidade e conto como é passar o aniversário em Berlim.

    Beijos e até logo!

  • Olá, meus amores!

    Voltei com mais um diário de viagem. Mas, antes, preciso dizer algumas palavras.

    Todas as pessoas, ao planejarem uma viagem, decidem que tipo de passeio querem fazer. Ou se pretende uma rota de noitadas, apenas ver pontos turísticos ou buscar a história dos locais visitados. Eu e minha mãe, ao montarmos nosso itinerário, focamos em conhecer o que de mais famoso tinha cada cidade. Entretanto, não há como ignorar a história em uma cidade como Berlim.

    Por isso, no nosso segundo dia na cidade, fomos para o campo de concentração de Sachsenhausen. (AVISO: SE VOCÊ POSSUI GATILHO OU PASSA MAL COM ESTE TIPO DE COISA, PARE DE LER ESSE POST. HÁ FOTOS)

    Este campo de concentração foi utilizado pelos nazistas entre 1936 e 1945 e pelos soviéticos, como campo especial, de 1945 a 1950. É o campo mais próximo de Berlim (uma hora de trem), situado na cidade de Oranienburg.

    A primeira coisa que nos choca, ao descer do trem, é que a cidade é linda. O sol brilha e as folhas estão caídas no jardim das casas grandes e chiques. Parece que você acaba de entrar em um filme europeu. Você só percebe o campo de concentração quando está muito perto dele.

    Logo na entrada do campo (muito depois da entrada do espaço de visitação), você encontra um portão com os dizeres “Arbeit Macht Frei” (“O trabalho te fará livre”). Passando por ele, é que você consegue ver o grande campo de concentração. Grande parte dos pavilhões foi demolida, mas outros pavilhões ainda se mantêm.

    A enfermaria tem dois pavilhões em bom estado de conservação. O primeiro pavilhão foi transformado em um museu, registrando as sádicas experiências realizadas pelos médicos nazistas do campo. Esses pavilhões possuem alguns itens originais, como as grandes pias. O cheiro ali era nauseante, o que nos fez querer sair o mais rápido possível.

    Visitamos também a cozinha, que tem parede com a pintura original e preserva os banheiros e o galpão onde os presos dormiam. Vimos o paredão de fuzilamento e os crematórios.

    Foi muito difícil estar lá. A energia é muito pesada. Foi péssimo ir embora, sabendo que podia sair de lá quando quisesse, o que aqueles que tiveram suas vidas roubadas não puderam fazer. Mas é muito importante visitar esses lugares, lembrar da história para que ela não se repita.

    De lá, voltamos para Berlim e comemos um sanduíche no Peter Pane, voltando para o hotel logo em seguida. Nosso dia foi pesado e cansativo, mas também muito importante.

    E esse foi o segundo dia em Berlim. O próximo vai ser mais tranquilo, eu prometo. Beijos e até logo!

  • Imagem: Netflix

    A primeira indicação de filme desse ano é aquelas para os momentos de fossa. Já tinha assistido ele uma vez e depois assisti de novo quando meu ex e eu terminamos no ano passado.

    E foi realmente o filme que eu precisava ver naquela época. Estava me sentindo sozinha, pensando que todas as pessoas do mundo estavam namorando e ninguém estava passando pela dor da separação ao mesmo tempo que eu. O filme me fez abrir os olhos para isso.

    Conta a história de Jenny (Gina Rodriguez, de Jane the Virgin), que recebe uma oportunidade de trabalho em outra cidade e acaba terminando com seu namorado, Nate (LaKeith Stanfield), com quem está junto a nove anos.

    O filme mostra os altos e baixos de Jenny: lembrando dos momentos felizes com Nate, curtindo com as amigas para tentar esquecê-lo. Ela passa por todas as fases do luto, até a aceitação.

    É realmente um bom filme para quando você está mal, pensando que apenas aquela pessoa irá te completar. E também um bom filme para rir e chorar junto. Alguém Especial está disponível na Netflix.

Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.