• Imagem: Companhia das Letras

    Oswald de Andrade (1890-1954), escritor e dramaturgo brasileiro, é o autor de “Os Condenados” (1922) e “Pau-Brasil” (1925).

    Entretanto, diferente de seus livros de ficção, Um homem sem profissão é um livro de memórias. Oswald relembra sua infância e uma parte de sua vida adulta. Vemos o garoto descobrindo os prazeres do sexo, viajando para a Europa e sua tristeza ao saber da morte da mãe.

    O livro também nos permite ver como as mudanças ocorriam na época e qual era a reação do povo como, por exemplo, em relação ao surgimento dos bondes elétricos.

    Se você gosta dos livros de Oswald de Andrade ou quer saber mais sobre ele antes de começar a ler sua obra, Um homem sem profissão é o livro ideal. Você pode comprá-lo clicando aqui.

  • Olá meus amores!

    Um pouco atrasada devido a correria da semana, voltei com mais um diário de viagem, contando sobre o segundo e último dia em Veneza.

    O dia começou no Palácio Ducal, construído entre os séculos X e XI, sendo o local onde os doges tomavam decisões sobre a cidade de Veneza. Fizemos o Itinerário Secreto, por isso vimos muitas celas de prisioneiros e algumas salas que o público geral não possui acesso.

    Basílica de San Marco.
    Imagem: Provável escritora

    É um prédio bonito, mas o clima é pesado devido as prisões e torturas que ali ocorreram. Eu definitivamente não voltaria.

    Depois, visitamos a Basílica de San Marco, cuja construção começou no ano de 828, e que é a principal igreja da cidade. Ficamos encantadas com o interior dourado da Basílica, mas infelizmente não visitamos o museu do local.

    De lá, pegamos um transporte público e fomos até a Ilha de San Giorgio Maggiore. É uma ilha pequena mas, em sua igreja, podemos ter uma das melhores vistas da cidade.

    Entramos no barco novamente e tivemos que esperar ele fazer todo o trajeto até a Praça San Marco novamente, demorando uns quarenta minutos.

    Voltamos para o grande canal – pois achávamos que não havíamos visitado – e jantamos próximo a Ponte do Rialto. E assim se encerrou o nosso último dia em Veneza.

    Espero que tenham gostado e semana que vem venho contar sobre o próximo destino. Beijos e até logo!

  • Boa noite a todos!

    O nosso primeiro dia em Veneza, na verdade, começou em Roma. Saímos da capital de trem 05:35 da manhã, chegando em Veneza 09:30. Fomos andando para o nosso hotel para deixarmos as malas, mas ainda não podíamos entrar no quarto.

    O tempo estava nublado e frio, mas nada que prejudicasse tanto a visão. Fomos conhecer a Ponte de Rialto, a mais antiga e famosa ponte sobre o Grande Canal. Depois, fomos fazer o passeio das três ilhas da lagoa.

    Tivemos um pequeno problema pois não recebemos nosso voucher por e-mail e tínhamos apenas o número do pedido. A moça foi verificar nosso nome na lista, mas, enquanto isso, nosso grupo tinha ido embora. Precisamos correr para chegar ao barco antes que ele partisse.

    A primeira ilha foi Murano, conhecida por seus vidros e cristais. Assistimos a uma demonstração impressionante de como esses vidros são feitos mas, infelizmente, não conseguimos andar pela cidade devido ao pouco tempo que tínhamos até retornar ao barco.

    A segunda foi Torcello, a ilha menos famosa de Veneza, mas a região continuamente habitada há mais tempo. Hoje conta com apenas cem moradores.

    Por fim, a mais bonita de todas (na minha opinião), a ilha de Burano. Ela possui 4000 habitantes e é a ilha mais colorida de todas. As casas são realmente muito fofas e chamam muita atenção.

    Depois, voltamos para o hotel, nos arrumamos e fomos jantar. E esse foi o nosso primeiro dia de viagem em Veneza. Espero que tenham gostado. Beijos e até amanhã!

  • Filme do Mês: Doce Lar

    Imagem: Doce Lar

    Boa noite a todos! Faz um bom tempo que não faço filme do mês por conta da viagem. Além disso, não tenho assistido a muitos filmes ultimamente. Por isso, escolhi um dos meus favoritos que ainda não havia indicado aqui, por mais que seja antigo.

    Doce Lar (Sweet Home Alabama) é um filme de 2002 que conta a história de Melanie (Reese Whiterspoon), uma estilista que foi para New York para fugir de seu marido e amor de infância, Jake (Josh Lucas).

    Ela acaba se apaixonando pelo filho da prefeita de New York, Andrew (Patrick Dempsey) e, quando ele a pede em casamento, Melanie precisa voltar ao Alabama para fazer com que Jake assine o divórcio.

    Só com essa sinopse acho que todos imaginam o que vai acontecer no final, não é mesmo? Mas é um filme engraçado, gostoso de assistir, bom para curtir uma fossa ou uma preguiça de domingo.

    Doce Lar está disponível na Netflix.

  • Vaninha

    Amar Osvaldo nunca foi fácil. Desde a primeira vez, me senti atraída por ele, mas sabia que era algo muito diferente do que tinha vivido antes. Ele era um homem muito humilde e simpático, ainda que extremamente tímido. E sempre me senti tentada a conhecer os mistérios dos tímidos.

    Reparei em sua beleza, mas não foram os seus olhos cor de amêndoa, seu sorriso entorpecente ou sua potência sexual que me fizeram ficar com ele. Foi o gosto pela aventura. Queria desafiar o famoso Senhor Borges, meu pai, que se achava o dono do mundo. E também o meu dono. Embora me desse as mais caras roupas, sempre escolhia o que eu deveria vestir. Por mais que me desse dinheiro para sair, dizia com quem e para onde eu deveria ir. 

    Estava farta dele e de sua maneira possessiva. Queria sair e conquistar o mundo, mas nunca poderia fazê-lo sob as asas de meu pai. Osvaldo foi a minha oportunidade. Fugimos. Eu, tão iludida, imaginava que iríamos viajar, conhecer cada canto deste planeta. Osvaldo me amava sem limites e eu me permitia ser amada de volta. Logo, quebrei a cara. 

    Acabei me tornando a mulher que meu pai esperava que eu fosse. Tornei-me uma dona de casa, mãe de quatro filhos mas, desta vez, sem dinheiro. Não possuía as regalias de meu pai. Passava o ano com seis trocas de roupa e, em minhas gestações, enlouquecia pensando em tudo que não tinha dinheiro para comprar para as crianças. 

    Tornei-me uma péssima esposa para Osvaldo. Queria ser uma pessoa melhor, conversar com ele e me mostrar acessível, mas não conseguia. Aquilo estava muito distante do que sonhava. Comecei a brigar com ele por qualquer motivo, reclamava enquanto ele dava o suor e a vida para me agradar.

    A culpa me consumia. Entretanto, quanto mais culpa eu sentia, mais o castigava. Tinha prazer em vê-lo infeliz, queria que percebesse que era assim que me sentia. Minhas reclamações se tornavam cada vez mais frequentes, enquanto ele silenciava um pouco a cada dia.

    Num momento de desespero, tentei entrar em contato com meu pai e pedir ajuda para sair daquela vida. Descobri que ele havia sido assassinado. Tinha roubado muito dinheiro, eles disseram. Foi um baque gigante, uma nova oportunidade para mudar de vida.

    Osvaldo não possuía muito dinheiro, mas era honesto. E ele cuidava de mim tão bem. Tornei-me uma esposa melhor. Parei de reclamar e agradecia por tudo que meu marido fazia por mim. Chegávamos até a ter intimidades umas três vezes na semana. 

    Era grata e, ao mesmo tempo, infeliz. Quando meus filhos foram embora de casa, o baque foi ainda maior. Não tinha vontade nenhuma de ficar sozinha com Osvaldo mas, ainda assim, o fazia todas as noites. É que ele me amava tanto e agora eu não sabia mais se amava algo. Então permitia que ele me amasse, na esperança de que sentisse algo, que alguma coisa invadisse meu corpo e me desse um novo sopro de vida. Não funcionou.

    Os anos se passavam e eu me sentia cada vez mais deprimida, enquanto, por fora, era uma mulher realizada. Fingi por muitos anos, tentando ser alguém que não era. Vivi para agradar meu pai, meu marido, meus filhos. Não mais. Deveria estar viajando por aí, conhecendo novos lugares, vivendo novos amores. Meu tempo já passara, não tinha mais forças. Todo o ânimo e força de vontade foram gastos nestes muitos anos cuidando de meus filhos e marido. 

    Agora, ajoelho-me e puxo o objeto debaixo da cama. Passo a mão por todo o cano, o apoio, o gatilho. É muito pesado, mas a vida parece ainda mais. Já não tenho mais coração, nem mãos ou corpo. Sou um ser sem forma. Pondero o que devo fazer. Acredito que não tenha mais um cérebro também. Tornei-me um enorme vaso de plantas. Um mero objeto de decoração que nada mais faz além de respirar e se alimentar. Talvez os vasos de plantas tenham alguma utilidade. Eu não tenho.

    Os corvos gritam enquanto fogem dali. 

  • Boa tarde a todos!

    Voltei com mais um diário de viagem, desta vez falando sobre o quarto e último dia em Roma.

    Como chegamos na cidade numa quinta-feira, havíamos perdido a missa do Papa, que ocorre todas as quartas. Mas tivemos muita sorte com relação a isso. Descobrimos que naquele domingo em que estávamos lá ocorreria uma cerimônia de canonização, incluindo a nova Santa brasileira, a Irmã Dulce.

    Foi uma cerimônia linda, realizada em latim, e que realmente me tocou. Ao final, ainda tivemos a sorte de poder ver o Papa Francisco em seu Papamóvel bem de perto. (Para quem quiser ver, o vídeo está no meu instagram @laurabragam)

    De lá, fomos para a Piazza del Popolo e acabamos entrando no Museu Leonardo da Vinci. Achei meio caro considerando que tudo ali se tratava de réplicas, mas foi divertido para conhecer um pouco mais do trabalho deste gênio.

    Então, fomos para os Museus Capitolinos, um dos museus mais antigos do mundo, iniciado com uma doação de bronzes em 1471. Os museus são formados por dois prédios, ligados por uma passagem subterrânea. Encontram-se na Piazza del Campidoglio, um projeto de Michelangelo. No centro da praça, encontra-se uma réplica da estátua de Marco Aurélio em cima do cavalo. A original, feita em bronze, está dentro do museu.

    A visita foi como dar um mergulho na história de Roma. Quadros e esculturas bem interessantes e o passeio valeu muito à pena. Gostei muito da vista que ela tem para o Foro Romano e foi divertido atravessar a passagem subterrânea.

    De lá, fomos jantar e depois dormir, pois precisávamos acordar cedo para ir ao segundo destino.

    E esse foi o nosso último dia em Roma. Volto amanhã para falar sobre o primeiro dia na próxima cidade. Será que alguém consegue adivinhar qual é? Beijos e até mais!

  • Olá, meus amores!

    Peço perdão por não ter feito esse post semana passada. Estava na correria tentando colocar todos os meus compromissos em ordem. Ainda não consegui, mas continuo tentando.

    Enfim, vamos ao que interessa. No terceiro dia de viagem, dormimos até um pouco mais tarde (oito e meia da manhã, rs) e fomos para a Fontana de Trevi. Ficamos impressionadas com o tamanho das suas esculturas e tudo que ela representa.

    Imagem: Provável escritora

    A Fontana de Trevi, como conhecemos hoje, foi desenhada e projetada por Nicola Salvi e inaugurada no ano de 1762. Ela é a maior fonte de Roma, com 20 metros de largura e 26 metros de altura. Mesmo assim, foi difícil tirar fotos já que todos os lugares estavam ocupados por turistas. Mas vale muito a pena visitar, já que a Fontana é linda e uma das fontes mais famosas do mundo.

    Imagem: Provável escritora

    De lá, fomos para a Praça da Espanha. Vimos a famosa Fonte Barcaccia, a Escadaria Monumental e a Igreja Trindade dos Montes. Vimos também uma turista ser multada em 500 euros por ter subido no corrimão da escadaria, então tenham cuidado!

    Fizemos uma longa caminhada até a Galeria Borghese, passando pelo lindo parque da Villa Borghese. Como era sábado, havia músicos tocando por ali, deixando o ambiente ainda mais agradável.

    A Galeria Borghese é situada em uma mansão de dois andares que pertenceu à antiga família Borghese e é um dos museus de arte mais importantes de Roma. Entretanto, não me agradou muito. Não havia nada que me chamasse a atenção e acabou sendo um pouco entediante. Eu não voltaria lá em uma segunda ida a Roma.

    De lá, caminhamos até o Panteão, que nos deixou espantadas. O Panteão foi construído em 27 a.C, destruído por um incêndio em 80 d.C. e reconstruído no século VII. O Panteão se mantém em bom estado de conservação, sendo o monumento da Roma Antiga melhor conservado.

    O Panteão impressiona por seu tamanho, mas também parece estar fora de contexto. Como é uma construção muito antiga no meio de construções mais novas, ele parece ter sido colocado ali por engano.

    Entretanto, o Panteão por dentro não é tão bonito quanto por fora. Dentro, encontramos alguns túmulos de antigos reis e do famoso pintor Rafael Sânzio. Possui uma bela decoração, mas também um grande espaço vazio. Fiquei um pouco decepcionada com a parte interna, pois não combina com todo o esplendor da parte externa.

    Saindo do Panteão, fomos jantar ali perto e acabamos pedindo duas pizzas, pois nos disseram que a pizza era individual. Acabou que cada pizza tinha seis pedaços e a massa era muito fina, então foi muito difícil comer. Deixo uma dica: não peçam pizza na Itália. As massas são muito melhores do que as pizzas.

    Voltando para o B&B, passamos na frente da Fontana de Trevi mais uma vez e pudemos ver sua iluminação noturna, deixando-a ainda mais linda.

    E assim foi o nosso terceiro dia em Roma. É isso pessoal, espero que tenham gostado. Beijos e até mais!

  • Livro do Mês: Vincent

    Imagem: Blog TNB

    Oi gente!

    Vim com o livro do mês, que eu acabei de ler hoje mesmo. Quem me conhece sabe que eu sou apaixonada pelo trabalho e a história de Vincent Van Gogh. Inclusive, grande parte da minha viagem foram seguindo os passos dele pela Europa (vou falar mais sobre isso no diário de viagem).

    Depois de ler Van Gogh – A vida, com mais de 1000 páginas, sabemos que o livro Vincent, com 140, não poderá contar toda a história do pintor. E, por sorte, Barbara Stok não tenta fazer isso.

    O livro, feito em quadrinhos, mostra a vida do pintor desde sua ida para Arles em 1888 até sua morte, aos 37 anos, no ano de 1890 em Auvers-sur-Oise (que eu visitei na minha viagem).

    Barbara manda muito bem nos desenhos e acerta em intercalar as histórias com as cartas de Vincent para Theo. Além disso, gostei muito por ela não ter representado a morte de Van Gogh, assunto que ainda traz contradição até os dias de hoje.

    Vincent é um livro curtinho e muito bom de ler. Recomendo para aqueles que querem conhecer um pouco da história de Van Gogh e para aqueles que querem se apaixonar ainda mais por ele.

    Você pode comprar o livro Vincent aqui.

Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.