• Olá meus amores!

    Fiquei um bom tempo afastada daqui, parece que faz anos. Por isso, quero me desculpar com vocês. Não tive tempo nenhum de entrar aqui ou no Instagram, fiquei um mês viajando pela Europa, correndo de um lado para o outro.

    Agora, trago para vocês o diário dessa viagem maravilhosa e espero que vocês gostem de ler sobre o assunto.

    A minha saga de viagem começou no dia 9 de outubro. Eu e minha mãe saímos de Brasília às 14h e antes das 16h já estávamos em São Paulo. Nosso voo para Roma saía apenas às 20h, por isso ficamos no aeroporto aguardando.

    Eu e minha mãe indo para Roma.

    Tudo deu certo no nosso voo e chegamos em Roma uma da tarde. Do aeroporto, pegamos um trem até Roma Termini, o terminal central da cidade. Como nosso B&B (bed & breakfast) era próximo, fomos andando para lá.

    Fomos muito bem recebidas pela Isabelli e seu marido, um casal de chineses muito simpáticos. Como já estava quase na hora da nossa visita ao Coliseu, chamamos um Uber e fomos para lá (fiquei chocada – e com um pouco de medo também – com os Ubers que são grandes vans pretas).

    Chegamos ao Coliseu às quatro da tarde e não demorou muito para entrarmos, já que os ingressos estavam comprados. Fiquei espantada com o tamanho daquele lugar. Sério, quando você olha o Coliseu com toda a sua grandiosidade, a única coisa que consegue pensar é “Uau”.

    Imagem: Provável escritora

    Para quem não sabe, o Coliseu começou a ser construído em 72 d.C pelo Imperador Vespasiano e suas obras foram concluídas em 80. É o maior anfiteatro já construído e era utilizado para combate de gladiadores e espetáculos públicos.

    Entretanto, não achei o lado de dentro tão impressionante quanto o de fora. O Coliseu está em obras e, além disso, muitas coisas foram destruídas, devido a terremotos e saques. O clima também não é dos mais agradáveis, por conta das barbaridades que aconteciam ali.

    Depois do Coliseu, como possuíamos ingresso conjunto, fomos procurar a entrada do Monte Palatino e no Foro Romano. Subimos todo o morro, visitamos uma igreja e quando encontramos a entrada do Monte, este já estava fechado.

    Fomos andando do Coliseu até o B&B, parando em um restaurante para jantar. Comemos uma típica comida italiana, muita pasta! A refeição estava deliciosa e pedimos um vinho para acompanhar.

    Depois, voltamos para onde estávamos hospedadas e fomos dormir. E esse foi o nosso primeiro dia em Roma. Espero que tenham gostado. Ainda tenho muita coisa para mostrar aqui, aguardem o próximo post. Beijos e até logo!

  • 16. Você acorda em um lugar, um país estranho, e não se lembra como foi parar lá

    Levanto de minha cama sentindo-me renovada após uma longa noite de sono. Alongo cada parte de meu corpo, sentindo aquela preguiça matinal. Quando abro os olhos, não reconheço o lugar onde estou. A cama é comprida e larga, as paredes rosadas, e um pôster de algo que se parece um gato está pendurado ao lado da cama. Onde estão todas as minhas coisas? Cadê a minha cama média, meus pôsteres do Bruno Mars e meu celular? E onde está meu cachorro?

    Passo os olhos pelo quarto e tenho um sobressalto ao perceber que não estou sozinha. Não o teria visto se não estivesse examinando milimetricamente o quarto. O homem veste uma blusa branca e uma calça azul e parece coberto com algum tecido amarelo. Seu rosto está escondido nas sombras e vejo apenas grandes olhos a me fitarem com interesse.

    – Quem é você? – a voz quase não sai. – Onde eu estou? Por favor, não me machuque. Eu não sei quem você é e não vou contar para ninguém que me prendeu aqui mas, por favor, não me machuque.

    – Eu te prendi? Haha, essa é engraçada. – o homem anda em minha direção e eu percebo que ele não tinha tecidos amarelos, na verdade, ele era completamente amarelo. – Ei, não se assuste. – tento me grudar ainda mais na cama, como se houvesse espaço suficiente. – Meu nome é Homer Simpson. – ele estende a mão pra mim e eu o encaro assustada. – Não tem porque ter medo de mim, garotinha. Não existe ninguém nessa cidade que não goste de Homer Simpson!

    Neste momento, outro homem, também amarelo, caminha pela rua, bem próximo à janela do quarto. Ele vê Homer e dá um sorriso, dizendo:

    – Ei Homer! O que está fazendo?

    – Ahhh, cala a boca, Flanders! – retruca e depois vira-se para mim. – Então, como eu estava dizendo, sou Homer e você está na minha casa, em Springfield. Este é o quarto do meu filho Bart, aquele… – ele dá um leve grito de raiva e escutamos batidas na porta. – Ah! – grita. – Deve ser minha esposa, Marge.

    Uma mulher amarela de um alto cabelo azul entra no quarto. Ela usa um vestido verde, e colar e sapatos vermelhos. Ela sorri para mim com afeto e começa a falar sobre comida, a vizinhança e sua família. Sua voz vai ficando cada vez mais baixa e eu vou perdendo o foco, até não enxergar mais nada. Abro os olhos novamente. Estou no meu quarto, com meus pôsteres do Bruno Mars e meu celular. Acho que estou assistindo aos Simpsons demais.

    Volto a dormir.

    Dois grandes olhos brilham no canto do quarto.

  • Hymne a l’amour

    Imagem: Robert Doisneau

    Madeleine caminha pelas ruas apressada. Traja um vestido curto, um grande casaco e um chapéu branco na cabeça. O homem, um senhor de mais de sessenta anos, quase tem que correr para acompanhá-la. Tira o chapéu preto da cabeça, para que não se molhe com o suor. Eles seguem pelas ruas de Paris, ambos sem trocar uma única palavra.

    Ao passar diante de um café, sentam-se. Ele pede uma água que entrega a ela e um vinho para si, fazendo com que a garotinha dê um sorriso forçado. O homem acende um cigarro e passa a observá-la atentamente. Céus, como ela é linda! Seus cabelos castanhos claros, quase louros, suas sobrancelhas grossas e marcadas, sua maneira de agir que lhe faz parecer uma mulher e não apenas uma garotinha de onze anos.

    Madeleine não olha para o homem. Pensa em como gostaria de um trago deste cigarro, algo que lhe foi privado desde a mudança de vida. Lembra da sensação de beber qualquer vinho barato que encontrasse e imagina qual seria o gosto deste que o homem bebe agora. “Nada de cigarros ou bebidas” – ele dissera–, e ela trabalhou muito para se acostumar à nova vida. Mesmo assim,  sentia raiva do homem às vezes, por ser tão bom, tão cuidadoso com ela, enquanto não se sentia merecedora de nada assim.

    As bebidas logo acabam mas o homem não para de observar a garota. Como Deus poderia lhe enviar um presente tão bom? Ele dispara a falar, perguntando sobre a escola, se está gostando de tudo, querendo saber o que ela fará quando adulta. Ela se sente incomodada com tantas perguntas, mas, mesmo assim, responde com muita educação e cortesia.

    O café enche aos poucos com todo tipo de pessoas mas o senhor continua absorto na garota, aquela pessoa especial. Ele faria de tudo por ela, sem pensar duas vezes, e nada neste mundo seria impossível se ela estivesse ao seu lado. Ele pensa em todas as batalhas que lutou para ficar com ela, quantas vezes teve que tirá-la da rua, onde tudo podia ocorrer à pobre garota. O homem a amava tanto que nem mesmo se irritava quando ela dizia que ele tinha idade para ser seu avô. Apenas sorria e respondia: Sim, mas eu sou seu pai.

    E. quando Madeleine ficava revoltada e agressiva, ele simplesmente a abraçava e esperava que a crise de choro se iniciasse. Depois, acarinhava seus cabelos e cantava uma de suas músicas favoritas, Hymne a l’amour, de Edith Piaf. E quando a garota dizia não entender o motivo de seu carinho, que não merecia ser amada pois não era sua verdadeira filha, ao que ele respondia: Creio que está enganada, o meu nome está nos seus registros.

  • Imagem: A&E

    Começando o mês do Halloween, a série do mês é meio macabra. Uma adaptação de Psicose (1960) de Alfred Hitchcock, Bates Motel (2013) conta a história de Norman Bates (Freddie Highmore) e sua mãe, Norma (Vera Farmiga).

    Após a morte de seu marido, Norma muda-se para uma cidade pequena com Norman e compra um hotel para poder recomeçar a vida ao lado de seu filho. Os dois possuem uma relação muito intensa e complexa, com Norma sendo super protetora na maioria das vezes.

    Por esse e outros fatores, Norman se torna um assassino em série, mas nunca se lembra de seus crimes. Além disso, ele possui um transtorno de identidade, que o faz imaginar que seja sua mãe a assassina.

    Bates Motel é originalmente da A&E, mas suas cinco temporadas estão disponíveis na Netflix.

  • Imagem: Mercado Editorial

    Pulei alguns meses de Livro do Mês porque eu fiquei três meses presa lendo um livro, mas agora estou lendo mais do que nunca e voltei com uma indicação para vocês.

    O livro que escolhi se chama Razão e Sensibilidade e foi escrito pela Jane Austen em 1811. Conta a história das três irmãs Dashwood – com foco em Ellinor e Marianne. Elas moram com sua mãe e depois de serem expulsas de casa após a morte de seu pai, elas se mudam para um chalé em Barton Park.

    Logo, fazem novas amizades e encontram também o amor. Mas a maneira de lidar com ele é muito diferente para as duas: enquanto Ellinor é mais racional, Marianne é super sensível.

    Adorei como, muitas vezes no livro, nos identificamos com personagens que são completamente diferentes de nós e como nos apegamos à maioria deles.

    Neste livro, assim como em Orgulho e Preconceito, Jane Austen faz uma crítica à sociedade da época. Recomendo bastante o livro. Você pode comprar a versão digital ou física aqui.

  • Imagem: Simplesmente Acontece

    Eu não sei vocês, mas eu chorei horrores com P.S. Eu te amo. Com Simplesmente acontece, da mesma autora, não seria diferente. Ainda não li o livro, mas posso dizer que se for ainda melhor que o filme, vou chorar uma tarde inteira.

    O filme conta a história de Alex (Sam Claflin) e Rosie (Lily Collins), melhores amigos de infância e que moram em Londres. Alex consegue uma bolsa para estudar nos Estados Unidos e Rosie combina de ir com ele, até descobrir que está grávida de um colega de escola.

    Alex se muda para os EUA e Rosie permanece em Londres, tentando esconder sua filha de Alex. Eles se reencontram algumas vezes e acabam percebendo que seus timings são horríveis, mas algumas coisas simplesmente acontecem, independente da demora.

    Simplesmente Acontece está disponível na Netflix e no Telecine.

  • Domingo à tarde

    A casa de minha avó possuía apenas três quartos e nem era tão grande quanto parecia. Mas ali todos os domingos parecia caber o mundo todo: avós, pais, tios, netos e primos, todos juntos para o almoço.

    Sentados à mesa de tampo de vidro, conversávamos sobre tudo o que acontecia. Alguns primos contavam piadas, outros tios perguntavam sobre a escola. Bebíamos litros de Coca-Cola acompanhando a lasanha de presunto e queijo de minha avó.

    Depois do almoço, saíamos eu e Gabriel, meu primo. Gritávamos o nome de minha amiga Stephanie na casa ao lado e íamos aprontar na rua. Tocávamos as campainhas das casas vizinhas, caminhávamos, passávamos trote, íamos jogar algo. Quando os primos da Stephanie estavam lá, fazíamos a festa. Às vezes, fechávamos a rua com nossas brincadeiras, que iam desde pique-pega até futebol.

    Corríamos e brincávamos a tarde toda, o que muitas vezes resultava – para mim, principalmente – em machucados e ralados pelo corpo. Entrava em casa chorando, com o sangue escorrendo pela sala de estar. Minha mãe logo vinha fazer um curativo.

    Enquanto isso, os primos mais velhos assistiam a filmes na TV e os tios ficavam na parte de trás da casa, bebendo e ouvindo música. Nós não entendíamos o que eles achavam tão divertido nisso e preferíamos ficar correndo na rua ou imitando as cenas mais famosas das novelas da Globo, como a famosa de Nazaré Tedesco roubando o bebê.

    Algumas noites, observávamos os homens que entravam no prostíbulo que existia no final da rua e depois suas sombras no quarto da frente com alguma das mulheres. Ríamos daquela cena toda, sem entender bem o que acontecia.

    Logo depois, escutávamos os gritos das nossas mães. Gabriel ia embora e Stephanie entrava em casa. Eu voltava para a casa da minha avó, minha casa, onde alguns tios ainda permaneciam bebendo e conversando.

    Tomava um banho quente para relaxar o corpo e me sentava ao lado de minha avó na sala para assistir a alguma novela. Ela me abraçava e nós conversávamos sobre o que estávamos vendo ou sobre algo que eu não entendia. Ela fazia o jantar ou, de vez em quando, comíamos alguns restos de lasanha que ela havia escondido. Depois, víamos até a última novela da noite, quando minha mãe já estava dormindo.

    Depois disso, minha avó me dava um abraço e um beijo de boa noite e ia se deitar ao lado de meu avô. Eu me aconchegava em minha mãe e dormia, sonhando com o próximo domingo e as novas aventuras que viveria.

  • Imagem: Netflix

    As Telefonistas (Las Chicas del Cable) é uma produção espanhola original da Netflix.

    Ela conta a história de quatro amigas morando em Madrid em 1929 e que trabalham para uma empresa de telecomunicações. A personagem principal é Alba (Blanca Suárez) – que assume o nome de Lídia Aguilar para fugir de seu passado. Logo que chega na empresa, ela encontra Francisco (Yon González), seu amor do passado.

    Alba logo conhece algumas garotas, que logo se tornam suas amigas: Carlota (Ana Fernández), Ángeles (Maggie Civantos) e Marga (Nadia de Santiago. Juntas, elas enfrentam diversas situações e também se empenham pela luta dos direitos das mulheres.

    É uma série feminista, de mulheres fortes vivendo em uma sociedade patriarcal, onde possuíam poucos direitos. Vale a pena assistir e refletir sobre.

    As Telefonistas possui quatro temporadas e está disponível na Netflix.

Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.