• Mudanças

    Boa tarde!

    Fiquei um longo tempo longe do Provável Escritora pois estava muito ocupada com o último semestre da faculdade e a confecção do meu TCC. Mas agora, finalmente, estou formada!

    Como a escrita é a minha prioridade, vou começar a investir mais nisso. Já fiz o meu primeiro curso de Escrita Criativa pela LabPub EAD (vou falar sobre isto depois) e pretendo estudar cada vez mais esta área que realmente me fascina.

    Vou trazer textos diferentes daqueles que eu sempre escrevi, baseado no que estarei aprendendo nestas aulas. Além disso, irei criar um novo modelo de postagens para o Instagram e o Facebook.

    E, uma das coisas que mais me deixou feliz esses dias: minha mãe decidiu investir no blog e fazer um plano do WordPress para mim. Agora o site é http://www.provavelescritora.com

    Espero que gostem das mudanças e qualquer sugestão será muito bem vinda. Até logo!

  • 15. Lágrimas escorrem do seu rosto e você sente que irá afogar

    Imagem: We Heart It

    Sinto o gosto salgado das lágrimas em meu rosto. Faz mais de quatro horas que estou chorando ou talvez sejam apenas cinquenta minutos. Perdi a noção de tempo, de espaço, de tudo. Não sei mais quem sou ou para onde estou indo.

    A única coisa que faço é me lembrar dos motivos que me fizeram chorar. Horas – talvez dias – se passam e as lágrimas não cessam. De repente, sinto minha cabeça n’água – ou melhor, imersa nas lágrimas. Não percebi que estava sendo encoberta, pois estava muito preocupada com os meus sentimentos.

    Bato os pés para todos os lados, então me recordo de que não sei nadar. Faço um esforço para respirar, mas logo começo a passar mal. Sinto meu corpo afundar numa piscina de sentimentos e tristezas. Mesmo assim, não consigo parar de chorar. Acho que isso se tornou parte de quem sou, uma pessoa triste e ressentida.

    Abro os olhos desesperada e percebo que estou em meu quarto. Não existem lágrimas e nem afogamento, foi tudo um pesadelo. Prometo a mim mesma que nunca mais irei chorar e logo volto a dormir, envolvendo-me em um mundo de sonhos, só que desta vez, muito mais felizes.

  • Imagem: Square Space

    Que tal um aplicativo onde você pode programar posts para o Instagram? Ou então que você pode organizar as próximas fotos para colocar no feed? Essa é a função do Later.

    Após fazer login no Instagram, você pode adicionar fotos, colocar legendas e selecionar um horário para postar. Além disso, uma das coisas que mais me agrada é o fato de poder pular linhas, coisa que não dá pra fazer no Instagram direto (ou eu não sei como fazer – se alguém souber, me ensine por favor).

    É um aplicativo simples, mas bem útil. Eu o utilizo para postar a maioria das fotos no Instagram do blog. O Later está disponível para iOS e Android e é gratuito.

  • 14. Você encontra com a Morte e pode escolher como e quando irá partir

    Imagem: We Heart It

    A Morte não é tão feia como dizem. Para ser bem sincero, minha primeira impressão dela me diz que é simpática e compreensiva. Por mais que utilize aquelas vestes pesadas, sua voz é doce e calma, o que acaba sendo um pouco surpreendente para mim.

    Ela chegou em minha casa numa quinta-feira à tarde. Preparava-me para voltar ao trabalho depois do almoço quando senti uma mão gelada em meu ombro. Muito calma, ela me explicou quem era e disse que eu precisava acompanhá-la. Falava tão tranquila que parecia estar me convidando para um jantar.

    Educadamente, recusei seu convite. Ela insistiu, afirmando que minha hora tinha chegado e que eu precisava partir. Expliquei com calma os motivos pelos quais eu não poderia ir. Ainda naquela tarde, precisava entregar oito projetos para o meu chefe. No dia seguinte, faria uma viagem de negócios para o México para apresentar mais dez projetos.

    Na segunda-feira, teria uma reunião na escola de minha filha, e na terça eu precisaria, além de entregar mais vinte projetos, levar minha mãe no hospital para uma consulta. E, além disso, eu precisava limpar a casa, organizar todas as minhas pastas do trabalho e cuidar do gato.

    E então eu disse a ela que se ela realmente fizesse questão de me levar eu iria, mas logo em seguida ela teria que levar várias outras pessoas, por exaustão.

    A Morte, muito simpática, deu um tapinha no meu ombro e disse que voltaria outro dia, para que eu a informasse quando e como ela poderia me buscar. Sorriu e foi embora. Acho que ela não está muito a fim de trabalhar essa semana.

  • Imagem: Google

    O filme que eu escolhi para esse mês é antigo, mas continua sendo o meu segundo filme favorito. Todas as vezes que eu assisto acabo me desmanchando em lágrimas, mesmo já tendo o visto o filme mais de dez vezes.

    Baseado no livro de Nicholas Sparks, o filme estreou em 2004 e ganhou alguns prêmios. Conta a história de Noah e Allie, que vivem um amor de verão, mas logo são separados pelos pais dela.

    Noah escreve 365 cartas para Allie, que nunca as recebe, por conta de sua mãe. Muitos anos depois, Allie está noiva e acaba se reencontrando com Noah. Eles percebem que a paixão ainda não acabou.

    Na minha opinião, é um dos melhores filmes românticos de todos os tempos. Diário de Uma Paixão está disponível na Netflix.

  • Imagem: We Heart It

    13. Você encontra uma carta de amor que sua mãe recebeu muitos anos atrás

    Quando minha mãe me pediu ajuda com a mudança, eu não imaginei que isso me colocaria nessa situação. Não sabia que minhas mãos iriam tremer dessa maneira e que meu coração iria disparar de um instante para o outro.

    A princípio, pensei que se tratava de uma mera carta de amor. Não era novidade para mim que minha mãe havia tido muitos amores antes de se envolver com meu pai e isso não me perturbava de maneira alguma. Para ser sincero, nunca me importei com a vida amorosa de meus pais. Nem enquanto estavam juntos e nem quando decidiram se separar, nos meus doze anos de idade.

    Mas aquela carta realmente me abalou. Primeiro, o homem apelidado de Rô descrevia as aventuras sexuais dos dois, com cenas ricamente detalhadas. A maneira agressiva e obsessiva como ele descreve a cena faz meu estômago embrulhar.

    Continuo lendo, num misto de ânsia e animação, ansioso para saber o que vem pela frente. Sei que não é a coisa certa a se fazer, mas não consigo evitar. Meus olhos percorrem as quatro páginas de carta, frenéticos.

    Mas, ao chegar no final, sinto meu corpo todo se arrepiar. As palavras de Rô me atingem em cheio: “Ainda posso me lembrar do que senti quando carregamos aquele corpo sem vida, e sobre como transamos em cima dele, banhando-nos em seu sangue. Não tem um dia em que não me lembre disso e nunca fui tão feliz desde então. Espero que um dia retorne para mim, para que possamos continuar nossa jornada.”

    Meu coração acelera e eu não sei o que dizer. Sinto meu ombro sendo segurado e olho para minha mãe.

    — Acho que precisamos conversar. – engulo em seco.

  • Imagem: RaoTV

    A série desse mês eu já assisto a um bom tempo. Totalmente gravada no The Sims (exceto a parte das vozes, claro), Girls In The House estreou em novembro de 2014.

    A série conta a história de Honey, Duny e Alex que administram a Pensão da Tia Ruiva – que elas não sabem quem é. GITH foi criada por Raony Phillips e grande parte das vozes são feitas por ele.

    Ele mistura comédia, mistério e algumas doses de posicionamento político (arrasou, inclusive) e faz com que a série seja extremamente divertida e gostosa de assistir.

    Você pode assistir as quatro temporadas de Girls In The House clicando aqui.

  • Imagem: We Heart It

    12. Você é um escritor e precisa fazer um último poema para terminar seu livro

    A folha em branco me aterroriza. Meu livro está quase pronto e o prazo final é amanhã. Mas como escrever um poema impactante o suficiente para ser o último? Como forçar-me a escrever se minha cabeça está cansada e a minha inspiração já foi utilizada em todas as outras 399 páginas?

    Tento pensar em algo que seja bom o suficiente. Amor? Não, o amor já se tornou clichê. A maioria das pessoas passa pelo menos quinze horas por dia falando, lendo, assistindo, pensando, sonhando ou falando sobre amor. O amor já é irritante por si só.

    O que mais posso falar? Talvez sobre a história de um pato. O pato saiu do rio e andou até a grama, onde ele encontrou outro animal surpreendente. Não. Fraco demais.

    Ou posso falar sobre um leão que assustava todos os outros animais, até que teve um filhotinho. Não. Chato demais.

    Ou então posso contar a história de um homem que tentava escrever o último poema de seu livro, até que ele desistiu e foi comer uma banana. Não, essa seria uma história ridícula demais. Talvez o penúltimo poema possa se transformar no último. Desisto e vou comer uma banana.

Sou Laura Braga

27 anos. Formada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília. Procurando aprimorar a escrita e trazer sempre conteúdos melhores.